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Subject: Ninguém pode ultrapassar os médicos cubanos


Author:
Granma
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Date Posted: 15/01/06 17:10:26
In reply to: Lusa 's message, "CIA: Países europeus tinham conhecimento de prisões secretas - Conselho Europa" on 13/01/06 21:54:01

Havana. 11 Janeiro de 2006

Ninguém pode ultrapassar
os médicos cubanos

• O chefe do Estado Maior do Exército paquistanês elogia o profissionalismo, o compromisso e a determinação de trabalho do contingente de saúde da Ilha que atende os danificados pelo terremoto

“NUNCA sonhamos que os cubanos poderiam vir a esta parte do mundo, tão longe, em momentos tão difíceis”, disse o major-general Nadeem, chefe do Estado Maior do Exército paquistanês, durante uma visita ao hospital de campanha número 20 em Muzafarabad, em Caxemira, onde mais de 55 mil pessoas morreram em 8 de outubro de 2005, em conseqüência de um forte terremoto.

Nesse hospital de campanha cubano, onde trabalham 20 colaboradores – dos quais 10 especialistas em reabilitação – e que conta com salas de terapia intensiva, hospitalização e de pronto socorro, se atenderam mais de nove mil pacientes e se salvaram ao redor de 50 vidas.

Para o general Nadeem, o que viu durante a visita à instalação “é a expressão do profissionalismo, do compromisso e da determinação de cada um de vocês de nos ajudar. E nisso ninguém os ultrapassou”, declarou.

“Vocês estão fazendo um grande trabalho e cada pessoa que encontrei nos lugares atingidos pelo sismo está grata pelo que realizam”, assegurou o chefe militar. E assinalou que o contingente médico cubano é o maior dos que hoje trabalham em seu país.

Até 25 de dezembro passado, os médicos cubanos integrantes do Contingente Internacional Henry Reeve, que se encontram na zona paquistanês da Caxemira, já tinham realizado 3 572 intervenções cirúrgicas, das quais 1 780 de grande envergadura.

O vice-ministro cubano de Relações Exteriores, Bruno Rodríguez, explicou que os 1 430 medicos que formam parte desse grupo de 2 260 colaboradores já atenderam a mais de 200 mil pacientes e salvado a vida de centenas de pessoas em iminente perigo de morte.

Segundo dados oficiais, o sismo deixou no Paquistão, um saldo de 73 mil mortos, 70 mil feridos, aos redor de dois milhões de crianças afetadas e 3,3 milhões de pessoas sem moradia. Quanto às perdas em saúde e educação estão avaliadas em US$ 118, 5 milhões e US$ 320,3 milhões, respectivamente.

Dois meses depois do desastre, Indiana González Mairena, chefa de operações da Unicef dessa nação, qualificou de “efetivo e útil” o trabalho dos cubanos. “Estou convencida de que o esforço solidário que não encontramos em muitos países, tendo mais ou menos recursos que Cuba, não é uma questão material, mas de decisão”, destacou em Islamabad. O cuidado dos sobreviventes constitui a prioridade para o pessoal de saúde da Ilha, que realiza seu trabalho nobre e humano nos lugares mais atingidos, como Bakalot e Muzafarabad, onde chegaram com medicamentos, instrumental e material cirúrgico.

Segundo reportagem da PL, as comunidades atendidas por eles se declararam livres de risco de epidemias e contam com uma cobertura médica universal e sistemática.


Pela primeira vez e coincidindo com a chegada dos médicos cubanos se realizou um parto no hospital de Attar Shisha, na rodovia de Mansehra a Bakalot. A doutora Miriam Salas Calvaire, de plantão nessa noite, assumiu a responsabilidade. Ela tinha experiência, durante sua missão internacionalista no Zimbábue, onde realizou muitos partos. A menina recebeu o nome de Cuba.

A doutora Salas, cujo atendimento já ultrapassa aos 500 pacientes, explicou ao Granma que no Paquistão, onde o clima é muito seco, abundam as infecções respiratórias agudas, a escabiose (sarna), as afecções dos músculos, a gastrite e a sepsia urinária. Além de outras doenças como a tuberculose intestinal, o impaludismo e a pelagra (deficiência de vitamina B6), raros na população da maior das Antilhas.

Em 31 de outubro de 2005, chegaram a esse hospital os cubanos, 22 médicos e uma enfermeira, que até o dia 16 de dezembro, tinham atendido cerca de 5 700 pacientes o que representa 43% dos 13 mil habitantes da zona, dos quais mais de 1 900 crianças.


Repleto hoje de centenas de barracas de campanhas, onde os paquistaneses, por temor de outros tremores, se resguardam das baixas temperaturas nas madrugadas, a outrora zona turística de Jared é um povoado destruído, mas... não esquecido para os cubanos.

Situado aos pés das montanhas do baixo Himalaia, o sismo causou ali 776 mortos, 1 500 evacuados e cinco mil feridos, além da destruição de 98% das moradias.

No acampamento do hospital de campanha número 13, trabalham 43 colaboradores da Ilha, 29 dos quais médicos, que “desde o princípio, apoiamos o médico paquistanês (capitão Ashfaq Ahmed) que estava neste lugar quando chegamos”, contou ao diário Trabajadores o cirurgião Miguel Cabrera, para quem a experiência que estão vivendo “é bonita e dura ao mesmo tempo”.

A beleza do vale entre as montanhas e o desastre provocado pelo maior terremoto registrado aqui ficarão marcados nas pupilas e no coração destes colaboradores, aos quais, os habitantes de Jared e de outras localidades próximas já reconhecem e saúdam com afeto.

Na opinião do capitão Ahmed, os médicos cubanos “são excelentes” e as enfermeiras “especialistas em todas as técnicas e procedimentos da especialidade”.


“Estou surpreso ao ver tal participação e meu povo aprecia muitíssimo esta contribuição tão humana”, disse o médico paquistanês, que confessou sentir-se “mais seguro” ao contar com a equipe dos especialistas da maior das Antilhas, com cuja ajuda “assistimos diariamente a uns cem pacientes”.

Atualmente, eles continuam trabalhando com ele, dando consultas e realizando exames de ultrasom, eletrocardiogramas e se transladam a outros povoados vizinhos para trabalho de terreno, trajeto que fazem a maior parte das vezes a pé, com o frio do amanhecer.

Em outra região do Paquistão, no acampamento de refugiados de Bassián, a mais de 160 quilômetros e quatro horas de caminho da capital, o coronel Atif Shafique afirma sem titubear que “Cuba já está em meu sangue e nos meus sentimentos”.

Segundo o chefe de regimento da 21a Cavalaria da cidade de Peshawar, “os cubanos não têm medo do tempo, das baixas temperaturas. Pensam unicamente em ajudar as pessoas atingidas”.

Para Faizan, um menino que perdeu a irmãzinha e seu lar na região de Muzafarabad, esse calor humano é vital.


Apesar de ter ido embora do acampamento com sua família, este menino que foi muito afetado pelo sismo diz que “quer ir para Cuba estudar medicina”, contou a doutora Dalina Aldás, uma recém-graduada de 24 anos, do município de La Palma, de Pinar del Rio, província do ocidente de Cuba.

Faizan que durante algum tempo os ajudou como tradutor, “nos liga todos os dias” afirmou Aldás. No acampamento “lhe celebramos seus treze anos, lhe demos muitos presentes e um bolo de aniversário”.

Yuramis González, médica de clínica geral da província oriental de Santiago de Cuba, lembra que quando chegaram havia médicos dos EUA, Holanda e de outros países. “Pensamos que íamos ser rechaçados. Contudo, ao cabo de uma semana já nos estavam buscando, e agora preferem nossos medicamentos”.

“A um mês e meio de estar em Bassián, zona próxima de Balakot, a chamada ’cidade perdida’, os médicos da Ilha atenderam nove mil pacientes e tinham salvado 15 vidas”, segundo afirmou o doutor Roberto Mendivil López.

O doutor agradece a cooperação do exército paquistanês, que os ajudou a armar as tendas de campanha quando chegaram, quase à noite, lhes ofereceu alimentos e lhes proporcionou um tradutor, pois nessa zona rural, muitos habitantes só falam “urdu”.

“Graças a eles, contamos com melhores condições de vida, pois nos ajudam com a compra de víveres, com o transporte e velam pela segurança de todos os medicos”.


O chanceler Felipe Pérez Roque, que teve “o privilégio”, como ele mesmo reconheceu, de ver em plena atividade, os integrantes do Contingente Henry Reeve no Paquistão, recordou o assombro que causou nos militares dessa nação a inteireza e a disposição das mulheres cubanas, que representam quase 50% dos integrantes dessa missão de ajuda humanitária,

Em sua intervenção no Parlamento, no dia 23 de dezembro passado, referiu que um chefe militar lhe contou como no Estado Maior lhe pediram retificar, pensando que havia um erro, quando informou que as mulheres cubanas, quando chegaram ao lugar em que não puderam continuar de jipe, porque a rodovia estava fechada, carregaram as mochilas nos ombros e caminharam cinco quilômetros. Quando viram aquilo, os militares paquistaneses decidiram continuar caminhando com elas. •

• O Contingente Internacional de Médicos Especializados em Situações de Desastre e Graves Epidemias que leva o nome do norte-americano Henry Reeve (lutador, no século 19, pela independência de Cuba), foi criado pelo presidente Fidel Castro no dia 19 de setembro passado em Havana, durante a formatura de 1 905 médicos cubanos.

Primeiro se integrou a brigada Henry Reeve, no momento do furacão Katrina nos EUA, quando Cuba ofereceu a esse país a assistência de mais de 1 500 médicos para atender os danificados, que finalmente não foi aceita pelo governo Bush.

O atual contingente é integrado por aqueles médicos e mais 200 voluntários médicos formados em 2004-2005, 200 formados no ano letivo anterior, 600 alunos do 6o ano de Medicina do curso 2005-2006 e 800 do 5o ano desse mesmo ano letivo. Fidel explicou que também podiam ingressar nesta força jovens latino-americanos, caribenhos e norte-americanos, egressos da Escola Latino-Americana de Medicina de Havana.

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