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Subject: Homenagens dispensáveis!


Author:
Honório Novo
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Date Posted: 17/01/06 0:47:08
In reply to: João 's message, "No debate de hoje, o Louçã mostrou estar tão à rasca ..." on 16/12/05 0:08:25

Homenagens dispensáveis!


por Honório Novo, deputado do PCP, JN, 16/01/06

Francisco José Viegas espantou-se com a reacção de Jerónimo de Sousa quando soube que Manuel Alegre (por acaso), candidato presidencial, começara a sua campanha eleitoral no Forte de Peniche, com um acto público de homenagem (por acaso) a Álvaro Cunhal!...

Homenagem que, evidentemente, não revela boas intenções. Esta evidência não a terá Viegas percebido, facto que o levou a uma dissertação acalorada onde reproduziu algumas adjectivações costumeiras que, ofendendo muitos, atingiram antes de mais a memória de quem foi um dirigente partidário que, pelo seu exemplo e pela sua luta, pela natureza politicamente pedagógica da sua vida e da sua entrega partidária, é uma referência incontornável contra os reinos do transitório e da superficialidade vigente.

Não sejamos ingénuos nem nos façamos desentendidos. Francisco José Viegas pode falar as vezes que quiser de Álvaro Cunhal, do 25 de Abril, pode mesmo fazer coro com Cavaco Silva a cantar a Grândola a plenos pulmões. Pode até homenagear à-vontade aquele que foi durante anos secretário-geral do PCP. Pode fazê-lo como o fizeram, silenciosa e respeitosamente, centenas de milhares de portugueses no seu funeral, muitos dos quais sem pertencer nem (porventura) ter simpatias especiais pelo partido que dirigiu. Pode fazê-lo, como o fizeram bem recentemente, ainda que noutro plano, os CTT, com a emissão filatélica comemorativa do dia em que faria mais um aniversário.

Claro que Alegre também o pode fazer. Aliás, enquanto político e dirigente partidário, Manuel Alegre podia já tê-lo feito há muito tempo e em diversas circunstâncias. Até o podia ter feito enquanto Álvaro Cunhal era ainda vivo. Curiosamente, nunca o fez, nunca foi ao Forte de Peniche lembrar Dias Lourenço e Álvaro Cunhal a 2 de Janeiro de nenhum ano!...

Não nos deixemos portanto enredar no "ataque de ingenuidade aguda" que parece ter afectado Viegas. A homenagem de Peniche, no primeiro dia da campanha de um candidato presidencial que é adversário do candidato do partido a que o homenageado deu toda a sua vida, não é, não pode em abono da verdade ser considerada uma homenagem. É, antes, uma utilização abusiva da sua memória, visando exclusivamente confundir pessoas e captar votos, precisamente na base de apoio do partido de Álvaro Cunhal, pelo qual Jerónimo de Sousa é hoje candidato presidencial.

Manuel Alegre parece, aliás, estar a especializar-se neste tipo de "homenagens". Depois de Cunhal, foi Norton de Matos, em Ponte de Lima, vai ser também Sousa Franco na lota de Matosinhos (mesmo perante a viva reacção - será também "estalinista"? - da viúva do malogrado economista).

Ao contrário do que escreveu Viegas, a reacção de Jerónimo de Sousa não revela qualquer "estalinismo susceptível" (seja lá o que isso possa ser…). Na verdade, Jerónimo de Sousa, perante um acto tão evidente de manipulação e de oportunismo eleitoralista, limitou-se a traduzir por outras palavras o aforismo popular que há muito nos ensinou que "só não se sente quem não é filho de boa gente".

P.S. Um bom amigo confessou-me, há dias, a sua desilusão pela divisão do seu campo partidário nestas presidenciais. Está tão desencantado que me disse que ia votar em branco (ou nulo, já não sei bem). Foi o "fim do mundo" para o convencer que dessa forma iria beneficiar Cavaco Silva. É que, nestas eleições, a percentagem de votos que fixa o vencedor é calculada a partir dos votos expressos, eliminando do universo de cálculo os brancos e nulos, que não contam. Preocupado, lá foi dizer a outros que votar nulo ou branco só ajuda o candidato da Direita, mais bem colocado na primeira volta, e assim mais vale não arriscar. Só espero que, como me disse, mantenha a vontade de reflectir sobre as causas da sua desilusão e que sempre opte por quem marca a diferença.

Honório Novo escreve no JN, semanalmente, às segundas-feiras

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