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| Subject: Louçã ataca candidatos à esquerda e à direita | |
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Author: Idálio Revez |
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Date Posted: 19/12/05 15:56:50 In reply to: Alberto Cutileiro 's message, "O bode expiatório" on 18/12/05 19:14:34 Candidato apoiado pelo Bloco de Esquerda desvaloriza resultados das sondagens As eleições presidenciais ainda não se realizaram, mas "os jobs for the boys já vão fazendo caminho". A observação foi feita por Francisco Louçã, a propósito do jantar de Cavaco Silva com jovens de sucesso, anteontem à noite em Lisboa. Outros candidatos a Presidente da República, concretamente Mário Soares e Manuel Alegre, também não foram poupados nas críticas do candidato apoiado pelo Bloco de Esquerda, ontem em campanha pelo Algarve. Segundo Louçã, os debates televisivos têm transmitido "pouco vislumbre" do que pensam os candidatos. Porém, este fim-de-semana, Manuel Alegre, Mário Soares e Cavaco Silva deram "um arzinho da sua graça" sobre as políticas que defendem, comentou. Em Silves, num almoço de apoiantes com casa cheia, o candidato apoiado pelo BE, desvalorizou os resultados das sondagens e apelou à "inteligência e paixão" dos eleitores para "vencer a crise e mudar o país". A proposta de Manuel Alegre de dissolver o Parlamento, se a água fosse privatizada, voltou ao centro do debate político. Francisco Louçã retomou ontem o assunto, recordando que "o deputado Manuel Alegre já votou uma lei que abre a porta à privatização da água, e agora diz que dissolverá o Parlamento se o Governo adoptar uma medida que aprovou como parlamentar". E reagiu às declarações de Alegre, que no sábado o acusou de nem sempre ser honesto, numa referência ao tema da privatização da água, que colocou os dois candidatos em divergência, durante o frente-a-frente na televisão. "Eu não vou cometer a rasteirice de considerar qualquer dos meus adversários menos honestos, porque aceito a boa fé de qualquer deles", respondeu. "O que estamos a discutir é alternativas para a política, e o deputado Manuel Alegre não leu a lei que votou", acrescentou. O encontro de Mário Soares com o presidente do governo regional da Madeira, Alberto João Jardim, mereceu outro comentário de Louçã: "Nenhum candidato deve ser um homem fácil". E um "homem fácil", explicou, "é aquele que não diz aos outros aquilo que é essencial". A visita de cortesia que o candidato apoiado pelo PS fez ao líder madeirense deveria, no seu entender, ter sido aproveitada para denunciar a falta de liberdade de imprensa na região. "Quando [Jardim] ameaça o único jornal da Madeira que ele ainda não controla, impondo-lhe uma nacionalização, alguém que não seja fácil dir-lhe-á sempre: "Comigo não pode contar com qualquer diminuição da democracia"", afirmou. "Os jobs for the boys já vão fazendo caminho" No que diz respeito ao jantar de Cavaco Silva com jovens de sucesso, no Pavilhão de Portugal, em Lisboa, Francisco Louçã reteve a pergunta circunstancial que o candidato fez a alguns dos presentes: "Qual é a sua área?". Na opinião deste candidato, a questão foi formulada como "se fosse um conjunto de entrevistas para um emprego". "Ainda não houve a eleição, mas os jobs for the boys já vão fazendo caminho". As pessoas que ali estavam, ironizou, "teriam que dizer: sou um futebolista milionário ou sou um empresário de sucesso, milionário". Em contraponto a este discurso, Louçã lembrou que as perguntas que ouve na rua "não são sobre os empregos e os sucessos, são sobre as dificuldades". Uma situação que testemunhou, no sábado, em Monte Gordo, junto da comunidade piscatória. O Dia Mundial das Migrações, que ontem se assinalou, foi ainda pretexto para Francisco Louçã lembrar a discriminação, citando e exemplo de Dulce Pina, cabo-verdiana, nascida em Portugal, campeã de andebol. Convidada para integrar a selecção portuguesa de andebol, a atleta não vai poder fazer parte da equipa, porque o Ministério da Administração Interna, enfatizou, "não autoriza que ela seja portuguesa". O eurodeputado eleito pelo BE Miguel Portas, que ontem se juntou a Louçã, lembrou que saem anualmente do país 80 mil portugueses à procura de melhores condições de trabalho, mas Portugal, entre Fevereiro de 2004 e Fevereiro de 2005, só admitiu 164 imigrantes legais. A esse propósito, Miguel Portas criticou as políticas seguidas por Cavaco Silva quando era primeiro-ministro. "Um candidato que diz que quer um Portugal maior, mas cujas políticas estão na origem da crise que o país atravessa e que faz com que emigrem por ano milhares de portugueses, não quer um Portugal maior, quer um Portugal mais pequeno", afirmou. [ Next Thread | Previous Thread | Next Message | Previous Message ] |
| Subject | Author | Date |
| A demagogia... sempre a demagogia... | Visitante Cinico (e numa de esclarecimento...) | 19/12/05 17:54:57 |