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| Subject: O lugar do medo em debate | |
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Author: Judite França |
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Date Posted: 20/12/05 13:04:30 No debate que pôs frente-a-frente Manuel Alegre e Jerónimo de Sousa, o medo surgiu em local de destaque. Com os dois candidatos a tentarem disputar o eleitorado que não se revê em Mário Soares, apoiado pelo Partido Socialista, Manuel Alegre garantiu que tem apoiantes que temem represálias por darem a cara pela sua candidatura: «medo de perder o emprego», serem «prejudicados» ou que «o filho não seja colocado». Jerónimo de Sousa teme Cavaco Silva em Belém, e insiste que não dormirá descansado se o candidato de direita vencer as eleições. O candidato apoiado pelo PCP garante que «perante o silêncio, a blindagem do candidato de direita», tem o direito de saber «o que pensam os empresários que estão a investir fortemente na campanha e que querem rasgar a Constituição». Alegre rebateu estes argumentos e contestou que uma vitória de Cavaco pode fazer surgir a ditadura. «Não vale a pena estar sempre a gritar "lobo" que as pessoas já não acreditam», garante o candidato independente. Disputa no PS e «jogo sujo» Assim, ambos os candidatos demonstraram, neste debate emitido pela TVI, que desistir só iria «facilitar a vida a Cavaco Silva». Manuel Alegre, quando questionado sobre os apelos à desistência lançados pelo dirigente Jorge Coelho, afirmou que estes reptos são «uma falta de decência em relação à vida democrática» e que a «falta de decência é de quem faz o apelo». Ou seja, do coordenador socialista. Já Jerónimo de Sousa referiu que «o problema é quezília e concorrência no campo do PS, o que levou a uma crispação e desorientação, num cenário em que a candidatura de direita surge coesa, apoiada pelo PSD e por parte do CDS». Manuel Alegre está de acordo: o excesso de candidatos à esquerda era uma «problema para resolver antes». Agora, «qualquer desistência agora facilitaria a vida a Cavaco Silva». Questionado sobre se um militante do PCP concorresse contra o candidato oficial, Jerónimo de Sousa furtou-se a responder, garantindo que esse é um cenário hipotético e que existe «uma grande unificação de vontades em torno» da sua candidatura. Alegre, que não foi interrogado sobre esta questão, aproveitou o momento para, num tom irónico, perguntar se a questão não deixaria implícito que alguém o iria expulsar do PS. Sem vontade para falar nos «problemas internos do PS», o deputado referiu ainda que «não admira que até ao dia 22 de Janeiro haja muito jogo sujo». Poderes presidenciais No último debate presidencial na TVI, Jerónimo de Sousa foi ainda interrogado sobre se demitiria o actual Governo se fosse eleito Presidente da República. De forma prudente, disse que «perante leis que colidam com a Constituição da República», recorreria primeiro ao Tribunal Constitucional, ao veto político, «e não logo ao exercício da bomba atómica». A dissolução, garante, «não pode ser um acto ligeiro». Também Manuel Alegre, que em debate anterior afirmou de forma radical que a dissolvia a Assembleia por causa de uma eventual privatização da água, atenuou o cenário, alegando que nada do que foi feito até agora pelo Governo indicia que se siga o caminho da privatização. «Não tenho intenção nenhuma de demitir o engenheiro Sócrates, se é essa a preocupação», respondeu aos jornalistas. Mas Jerónimo garantiu que a preocupação é outra e que Alegre aprovou uma lei-quadro que abre caminho para a privatização. «O PS fez entrar pela janela, o que o PSD queria fazer entrar pela porta», disse o líder dos comunistas. Contas de campanha Sobre o orçamento de campanha, o secretário-geral do PCP estimou que a sua campanha irá custar «cerca de meio milhão de euros», o que motivo um comentário de Alegre: «Contas mal feitas, porque sei quanto custa um "outdoor" e o Jerónimo de Sousa tem muitos». Já Manuel Alegre garantiu que está dependente das contribuições dos apoiantes e de um empréstimo bancário. [ Next Thread | Previous Thread | Next Message | Previous Message ] |
| Subject | Author | Date |
| SEM MEDO | Fernando Penim Redondo | 20/12/05 13:37:32 |
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