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Subject: O anticomunismo, ideologia dos opressores


Author:
Rui Vaz
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Date Posted: 23/12/05 0:20:44

O anticomunismo, ideologia dos opressores

Rui Vaz, Avante, 22/12/05

A ameaça de interdição contra a Juventude Comunista da Boémia e Morávia proferida pelo Ministro do Interior da República Checa não é uma medida isolada do contexto que hoje se vive na Europa e no mundo.

Há sinais evidentes de que o capital está ansioso por liquidar princípios e direitos democráticos começando por atacar as forças que mais consequentemente lhe fazem frente e resistem à exploração capitalista.

Na Polónia as contas de organizações comunistas foram congeladas e na Estónia o partido comunista foi ilegalizado no preciso momento em que no Báltico prolifera o racismo de estado.

Na Alemanha intensifica-se a perseguição ideológica oficial contra os comunistas e as organizações antifascistas visando desacreditá-las como «extremistas».

Em Portugal um objectivo fundamental das leis dos partidos é limitar a liberdade do funcionamento interno do PCP, ingerir-se na sua vida interna.

Em Estrasburgo o relatório anticomunista do Conselho da Europa pretende legalizar o anticomunismo à escala supranacional.

Para o capital e as forças que o servem, a democracia só deve permitir a existência de partidos que reconheçam o direito eterno à exploração dos trabalhadores e dos povos.

Hitler, Salazar, Suharto, Mobutu, Pinochet, Videla, e tantos outros ditadores, demonstraram já muito claramente que o anticomunismo é componente fundamental da ideologia dos opressores.

Por isso, os ataques contra os direitos e princípios democráticos começam em geral com o anticomunismo.

Desde há alguns anos que o imperialismo está a tentar rever a História negando o papel dos comunistas na luta contra o regime hitleriano e outras ditaduras terroristas, e escondendo as responsabilidades do grande capital na instauração do fascismo na Europa e no mundo.

O objectivo é apagar da memória dos povos o papel libertador dos comunistas e criar condições para a intensificação do revanchismo e a instauração de regimes e governos autoritários e repressivos.

A recente viagem da nova chanceler da Alemanha à Polónia foi marcada pela proposta da criação de um monumento aos deslocados da Europa do leste na sequência da derrota de Hitler.

O novo governo alemão, à semelhança de Bush, insiste que as regiões do Báltico, os Sudetas e a Silésia foram «vítimas» da libertação encobrindo as responsabilidades do nazismo no desencadeamento de uma guerra mortífera para submeter e escravizar os estados e os povos da Europa.

Simultaneamente, o Ministro alemão do Interior, Wolfgang Schäuble, faz declarações destinadas a legitimar a prática criminosa da tortura e a necessidade da utilização das Forças Armadas em operações de policiamento interno.

Na França o estado de emergência é prolongado e mantido indefinidamente enquanto na Itália de Berlusconi, já aconteceu jogadores de futebol despedirem-se dos espectadores fazendo a suadação fascista.

A cumplicidade dos Governos da União Europeia no alastrar da tortura, nas detenções ilegais de acusados e na negação dos direitos jurídicos de defesa assim como a multiplicação de medidas repressivas estão a conduzir à liquidação dos chamados princípios do «Estado de Direito» que o capital tanto gosta de invocar quando se trata de «legitimar» a exploração e os ataques contra os direitos fundamentais dos trabalhadores.

O genocídio económico e social dos povos e dos estados oprimidos pela globalização imperialista processa-se segundo a lógica de Ausschwitz.

Quem não serve mais os interesses do lucro capitalista tem de ser eliminado.

Não nas câmaras de gás e nos crematórios como acontecia no regime hitleriano mas destruindo-se-lhe a base material da existência através do desemprego e da miséria.

O anticomunismo é a resposta dos sectores políticos mais reaccionários à intensificação da luta dos trabalhadores.

Mas é também a confirmação de que no início do século XXI, os comunistas e os seus princípios continuam a ser a principal linha de defesa da civilização.

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Replies:
Subject Author Date
República Checa: Jovens comunistas podem ser ilegalizadosAvante, 22/12/0523/12/05 0:25:26
Este actualíssimo artigo é do Rui Paz. (NT)Margarida23/12/05 17:23:00


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