Show your support by donating any amount. (Note: We are still technically a for-profit company, so your
contribution is not tax-deductible.)
PayPal Acct:
Feedback:
Donate to VoyForums (PayPal):
| 22/05/26 3:48:01 | [ Login ] [ Contact Forum Admin ] [ Main index ] [ Post a new message ] [ Search | Check update time | Archives: 1, 2, 3, 4, [5], 6, 7, 8 ] |
| Subject: Um salto de gerações | |
|
Author: joão morgado fernandes |
[
Next Thread |
Previous Thread |
Next Message |
Previous Message
]
Date Posted: 13/12/05 11:58:48 In reply to: Fernando Penim Redondo 's message, "100 ANOS DEPOIS" on 7/12/05 0:22:16 O PS apoia oficialmente um candidato que abandonou as funções presidenciais há dez anos e que, durante uma década, se colocou à margem da política partidária activa, num estatuto de deliberado distanciamento. O candidato oficial do PSD deixou as funções governativas e foi candidato presidencial, igualmente há uma década, tendo-se remetido ao mesmo distanciamento em relação à vida partidária. É óbvio que, embora afirmando-se distantes e silenciosos, ambos mantiveram um vivo, mas discreto, interesse pela vida política, e mesmo partidária, ao ponto de algumas vezes a sua opinião ter sido determinante para a evolução dos acontecimentos. Soares ainda embarcou numa relativamente amarga experiência de eurodeputado, Cavaco foi influenciando o rumo da governação em artigos de jornal. Mas há uma década que, na prática, estas duas figuras estão fora da actividade política quotidiana, sendo legítimo que muitos eleitores já os tivessem arrumado na prateleira das reservas da nação. Ao apoiá-los, os dois maiores partidos fazem o País voltar dez anos atrás, por muito que na campanha se fale da década que está para vir. Que isso aconteça é bem um retrato da vida política portuguesa. De alguma forma, a última década foi uma década perdida, quer no que toca à afirmação de dirigentes partidários quer no que respeita aos próprios projectos políticos. Os dois maiores partidos tiveram experiências governativas desastrosas e, nos intervalos, foram geridos por líderes de circunstância. Nas margens do espectro partidário, as coisas não foram muito diferentes e estas presidenciais mostram igualmente ora a falta de energia para a renovação ora o próprio esgotamento das alternativas. O discurso dos vários candidatos tem sido pouco motivador e não será apenas pelas circunstâncias derivadas da exiguidade do papel constitucional do Presidente que os portugueses esperam pouco das próximas presidenciais. O fosso geracional - mais político que etário - que nos é proposto pelos dois principais partidos terá o seu quinhão na indiferença que rodeia o presente acto eleitoral. [ Next Thread | Previous Thread | Next Message | Previous Message ] |
| Subject | Author | Date |
| Os que então se encheram sentiram que não havia mais leite na mama da UE... | Vesitante Cinico (e numa de cépticismo...) | 13/12/05 14:37:36 |