Show your support by donating any amount. (Note: We are still technically a for-profit company, so your
contribution is not tax-deductible.)
PayPal Acct:
Feedback:
Donate to VoyForums (PayPal):
| 21/05/26 14:37:35 | [ Login ] [ Contact Forum Admin ] [ Main index ] [ Post a new message ] [ Search | Check update time | Archives: 1, 2, 3, 4, [5], 6, 7, 8 ] |
| Subject: Soares dá lição a Louçã | |
|
Author: Sérgio Lemos |
[
Next Thread |
Previous Thread |
Next Message |
Previous Message
]
Date Posted: 18/12/05 9:35:14 In reply to: Fernando Penim Redondo 's message, "SOARES vs LOUÇÃ" on 17/12/05 16:22:59 Mário Soares deu ontem uma lição política a Francisco Louçã naquele que foi um dos debates mais interessantes e mais próximos do modelo convencional. Soares evidenciou o “radicalismo” de Louçã sobre a ausência deste candidato no Parlamento durante uma visita do rei de Espanha a Portugal ou numa eventual deslocação com o Papa a Fátima e recomendou-lhe que não fosse “moralista em política”. E Louçã, que procurou explorar as divisões no PS sobre as candidaturas de Soares e de Alegre, admitiu, se fosse Presidente, usar gravata sempre que necessário. Para um formato que não permite grandes momentos de descontracção, assistiu-se, por várias vezes, a expressões do tipo “ó dr. Mário Soares... falta de credibilidade é aquilo a que assistimos todos os dias nos telejornais”, como disse Louçã a propósito do discurso dos candidatos, ou “está perfeito, está perfeito...”, numa reacção de Soares em relação à intervenção sobre os temas abordados. No essencial, o candidato do PS reconheceu que “o grande problema” é travar a vitória de Cavaco Silva na primeira volta das eleições e o candidato apoiado pelo BE acusou o PS de ter a casa “desarrumada”. Ao longo de uma hora de debate, ficou claro que a Europa, a utilização dos poderes do Presidente da República, as relações com a Igreja, com os representantes da monarquia e com a China constituem grandes divergências entre os dois candidatos de Esquerda. Sendo ambos europeístas, Soares criticou Louçã por ter dito “mal da Constituição” Europeia e, admitindo que “não sabe” se a crise europeia vai acabar bem, considerou que “seria gravíssimo para Portugal se isso acontecesse”. Louçã frisou que “a Europa está a fracassar pelos seus dirigentes”. Observação do candidato apoiado pelo PS: “Criticar aquilo que está mal, é legítimo, mas não podemos é destruir um projecto europeu que é único e é a única forma de garantir a Segurança Social aos europeus”. Francisco Louçã reafirmou que, a propósito de uma eventual dissolução da Assembleia Regional da Madeira, “o Presidente da República não pode ter dois critérios: um na Madeira outro no Continente”. E Soares disse que esse poder tem de ser exercido com “muito cuidado”. Um dos momentos mais marcantes do debate ocorreu quando Louçã reconheceu que, durante uma visita do rei de Espanha, Juan Carlos, a Portugal não esteve na recepção no Parlamento. A nível político, “eu não me curvo nem faço vénia a alguém que olha os outros como seus súbditos”, disse o candidato apoiado pelo BE. E nesse sentido “não participei nesta semana na recepção ao primeiro-ministro chinês [no Parlamento]”, rematou. “Essa posição é inaceitável”, ripostou o candidato apoiado pelo PS. Para acrescentar: “O rei de Espanha é um democrata, tem sido impecável em relação a Portugal”. A Igreja foi também objecto de controvérsia: Louçã disse que, se fosse Presidente da República, “não iria [como fez Jorge Sampaio] a Fátima com o Papa”. O candidato frisou que “o deveria receber [porque é o chefe de Estado do Vaticano], mas ir a Fátima é participar numa cerimónia religiosa”. Oposição oposta tem o candidato apoiado pelo PS: “Fui no passado e ia outra vez”. Porque, explicou, “eu sou agnóstico, mas respeito as igrejas”. E, por isso, acusou Louçã de estar numa “fase de integração”, numa alusão a posições radicais sobre algumas matérias. Mesmo assim, o próprio candidato apoiado pelo BE reconheceu que a polémica sobre a retirada dos crucifixos das escolas “foi uma questão muito exagerada”, enquanto o candidato apoiado pelo PS recomendou “bom senso”. Já no final, Louçã, com um discurso direccionado para a modernidade, apelou ao voto jovem. E Soares afirmou-se “moderado” para garantir a “estabilidade”. [ Next Thread | Previous Thread | Next Message | Previous Message ] |
| Subject | Author | Date |
| ? Que “o grande problema” é travar a vitória de Cavaco Silva na primeira volta das eleições ?!... | Visitante Cínico (e numa de ingenuidade) | 18/12/05 13:13:30 |