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| Subject: Estudo de opinião: Debates televisivos animam eleição para Belém | |
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Author: Paulo João Santos (CM) |
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Date Posted: 6/12/05 21:00:50 Embora o antigo primeiro-ministro apareça ainda, nesta sondagem, com maioria absoluta na primeira volta, reunindo 50,9 por cento das intenções de voto, o número daqueles que admitem mudar a sua opção pode obrigá-lo a ter de defrontar um dos candidatos de Esquerda numa segunda volta. Tudo vai depender, pois, da sua prestação televisiva, sendo certo que lhe cabe a tarefa mais difícil, já que tem de debater-se com quatro adversários. É entre os apoiantes de Francisco Louçã e Manuel Alegre que se encontra o maior número de eleitores que admitem colocar a cruzinha noutro candidato. Mas, mesmo entre aqueles que nesta altura apoiam Cavaco Silva, há 15,6 por cento que não põem de parte mudar de ideias depois dos frente-a-frente. Só os eleitores que estão com Jerónimo de Sousa parecem indiferentes ao desempenho dos candidatos nos duelos televisivos. São estas flutuações que decidirão se Cavaco chega a Belém na primeira volta ou se vai discutir o mais alto cargo da Nação com o candidato mais votado da Esquerda. Cavaco continua acima da fasquia dos 50 por cento, mas a sua percentagem tem vindo a dimuir. Em Outubro ganhava com 56,2 por cento, agora fica pelos 50,9 por cento. Os sociais-democratas são, naturalmente, a grande base de apoio do eleitorado de Cavaco, mas o candidato da Direita também vai buscar muitos votos ao PS (25,1 por cento), ao Bloco (21,4 por cento) e até à CDU (13,8 por cento) Quem está a recuperar terreno é Mário Soares, que ultrapassou Manuel Alegre. O antigo Presidente da República e ex-primeiro-ministro socialista reunia, há dois meses, pouco mais de 10 por cento dos votos, agora aproxima-se dos 15 por cento. O percurso de Alegre no barómetro desta sondagem revela-se mais instável: passou de 15,7 por cento em Outubro para 17,5 por cento em Novembro, mas agora caiu para os 12,5 por cento. Quanto aos outros dois candidatos da Esquerda, Louçã tem vindo em crescendo, embora continue a ser o que menos intenções de voto reúne. Já Jerónimo de Sousa parece ter fixado o seu eleitorado. À medida que se aproximam as eleições, a abstenção diminui, rondando agora os 40 por cento. No sentido inverso está o número de indecisos: 12,7 por cento. Para este valor muito contribui o eleitorado socialista. Neste momento, 15,4 por cento dos eleitores que votaram no PS nas últimas Legislativas ainda não decidiram onde colocar a cruzinha. O número de indecisos é ainda significativo junto do eleitorado da CDU (14,5 por cento). FAMÍLIA SOCIALISTA DIVIDIDA É evidente a divisão do eleitorado socialista. Segundo a sondagem da Aximage para o CM, Mário Soares não reúne mais do que 34,3 por cento dos que votaram PS nas últimas eleições. Ou seja, apenas um terço dos socialistas apoiam o seu antigo líder. Cavaco Silva reuniria 25,1 por cento dos votos e o deputado Manuel Alegre cerca de 21,5 por cento. Jerónimo de Sousa é indiferente aos apoiantes do PS e Louça não reúne mais que 3,1 por cento das simpatias. Até numa eventual segunda volta o sentido de voto dos socialistas está longe de ser canalizado em massa para Soares ou Alegre. Independentemente do adversário, Cavaco iria buscar entre 34 a 35 por cento dos votos. A divisão no seio da família socialista é, ainda, visível no número de indecisos nesta altura do campeonato: 15,4 por cento. ALEGRE MELHOR QUE SOARES NA SEGUNDA VOLTA Soares está à frente de Alegre mas, numa segunda volta, o deputado socialista reuniria mais votos. Em ambos os casos Cavaco ganharia com relativa facilidade: 58,4 por cento no caso de o adversário ser Manuel Alegre, 62,9 por cento no caso de Soares. Os votos que Alegre recolheria a mais que Soares sairiam, sobretudo, da CDU. No caso de Cavaco defrontar Soares, apenas 41,6 por cento dos comunistas votaria no antigo Chefe de Estado. Se fosse Alegre a concorrer contra o antigo presidente do PPD/PSD, esse valor atingiria os 67,8 por cento. Não deixa, ainda, de ser curioso que, num duelo Cavaco-Soares, o candidato da Direita recolhia mais votos dos comunistas (48,2 por cento) que o candidato da Esquerda. Já dentro do PS há uma quase unanimidade, numa eventual segunda volta, com uma ligeira vantagem de Mário Soares – 59,4 por cento dos votos, contra 58 por cento para Alegre. FICHA TÉCNICA OBJECTIVO: Eleições Presidenciais. UNIVERSO: Eleitores residentes em Portugal em lares com telefone fixo. AMOSTRA: Aleatória estratificada por região e habitat, sexo, idade e escolaridade e voto legislativo, polietápica e representativa do universo, com 560 entrevistas validadas (312 mulheres). COMPOSIÇÃO: A proporcionalidade pelas variáveis de estratificação é obtida com reequilibragem amostral. RESPOSTAS: Taxa de resposta de 83,7 por cento. Desvio padrão máximo de 0,021. REALIZAÇÃO: 30 de Novembro a 2 de Dezembro de 2005, para o Correio da Manhã pela Aximage, com a direcção técnica de Jorge Sá. [ Next Thread | Previous Thread | Next Message | Previous Message ] |
| Subject | Author | Date |
| Não é só uma sondagem da Aximage. É a terceira sondagem da Aximage | Margarida | 6/12/05 21:09:20 |
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