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Subject: Soares namora voto do PCP no frente-a-frente com Jerónimo


Author:
Helena Pereira
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Date Posted: 9/12/05 8:45:18
In reply to: Fernando Penim Redondo 's message, "Concordo com a divergência..." on 8/12/05 22:53:31


Ex-Presidente recordou passado de convergência com o PCP e até a NATO serviu para aproximar os dois candidatos

Em clara campanha para caçar os votos do eleitorado do PCP. Foi assim que Mário Soares se apresentou durante todo o frente-a-frente, ontem, com Jerónimo de Sousa, na RTP. Soares foi buscar vários episódios do passado de convergência com o PCP, lembrou ter desfilado nas ruas com Álvaro Cunhal, recordou ter recebido muitas vezes o PCP, em Belém, e não ter tido queixas de não cumprir a Constituição quando era Presidente da República. Jerónimo de Sousa esforçou-se para acentuar as diferenças em relação ao candidato presidencial apoiado pelo PS, mas sem nunca o atacar.
Justiça, Ota e TGV não constituíram grandes motivos de divergência. Até mesmo a NATO (mas o seu futuro, não o seu passado) serviu para os aproximar. O PCP defende a dissolução da Aliança Atlântica. Soares disse, por seu lado, que a NATO "evidentemente deixou de ter sentido" porque o mundo deixou de ser visto em termos de blocos político-militares e tem que se ter em conta os países emergentes. O ex-Presidente da República recordou mais uma vez ter sido contra a guerra do Iraque. Nem a parte do debate sobre a China incomodou muito os dois. Soares criticou o regime violentamente e Jerónimo preferiu dizer que o PCP "não tem nenhum modelo exterior".
O ambiente foi tão cordato e bem-humorado que os dois candidatos até faziam questão em dizer que convergiam nas oposições. "Estou de acordo quanto à divergência", sublinhava a determinada altura Jerónimo.
"Eu nem lhe pedi para desistir antes, nem peço a ninguém", referiu Soares, convicto de que a existência de várias candidaturas à esquerda só dificulta a eleição de Cavaco Silva na primeira volta. "[Os eleitores do PCP] vão votar em Jerónimo de Sousa e ainda bem", acrescentou.
O candidato apoiado pelo PS - e que lembrou, com orgulho, ter sido factor de bloqueio ao Governo de Cavaco Silva - insistiu em que vai apelar ao voto "dos portugueses em geral, ao centro, à esquerda e em certos sectores da direita".
Jerónimo de Sousa elogiou o segundo mandato de Soares em Belém e repetiu aquilo que tem dito. Na primeira volta não desiste e, numa eventual segunda, "os meros interesses partidários" serão secundarizados em nome da democracia.
As diferenças centraram-se no apoio ou não à política do actual Governo e ao rumo federal na União Europeia (UE).
Mário Soares não gostou que Jerónimo tivesse criticado a UE da forma como o fez e atirou que "até os autarcas comunistas reconhecem" a importância do país ter aderido e tomado proveito da União. Na resposta, o candidato do PCP responsabilizou a Europa pela actual situação da agricultura e de algumas indústrias portuguesas, como a têxtil.
Sobre o Governo, Soares considerou que está a fazer "a política certa" pois "não se pode fazer uma omolete sem partir os ovos". Já Jerónimo de Sousa acusou o primeiro-ministro de ter "hostilizado diversos sectores da administração pública", ao avançar com uma série de medidas de contenção de despesa. E disse ser "claramente insuficiente" a promessa de Soares de ser um Presidente "ouvidor".
O ex-Presidente da República ainda se pronunciou sobre a atitude do PS em relação às presidenciais. Soares reconheceu que houve "alguma hesitação" e que chegou a estar "numa situação realmente embaraçosa". Afirmou que outros socialistas, como António Guterres, recusaram ser candidatos à Presidência e acabou por englobar Manuel Alegre nesse lote, dizendo que o PS o rejeitou como candidato.

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Eu então, ao fim de 5 minutos, "bazei" para a SIC Comédia, a ver se ria um bocado (NT)Visitante Cinico (e cada vez mais céptico...) 9/12/05 9:19:34


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