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| Subject: EUA: CIA inventou nova definição para a palavra "tortura" - Washington Post | |
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Author: Lusa |
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Date Posted: 23/11/05 12:25:08 In reply to: Lusa 's message, "Iraque: CIA trabalha com "secretas" da Europa, Ásia e Médio Oriente-Jornal" on 18/11/05 13:35:45 EUA: CIA inventou nova definição para a palavra "tortura" - Washington Post Washington, 23 Nov (Lusa) - As técnicas de interrogatório da CIA em centros de detenção secretos espalhados pelo mundo contradizem a garantia dada pelo director da Agência de que a tortura não é usada, escreve hoje o Washington Post. "Director para a tortura" é o título de um artigo do jornal em que se acusa a CIA de ter inventado uma nova definição para a palavra "tortura", de modo a negar que submete os prisioneiros a maus-tratos. O diário norte-americano cita o director da CIA, Porter J.Goss, que, esta semana, em entrevista ao jornal USA Today, garantiu que a "Agência não tortura". "Usamos capacidades legais para recolher informações vitais, e fazemo-lo numa variedade de formas inovadoras e únicas", todas elas legais e nenhuma das quais é tortura", disse o director da CIA. Porter Goss não descreveu qualquer das "inovadoras" técnicas de interrogatório e a CIA não permitiu que as prisões secretas fossem visitadas pela Cruz Vermelha Internacional, ou por qualquer outra organização, refere o Washington Post. "Mas algumas pessoas que trabalham para Goss forneceram à estação de televisão norte-americana ABC News uma lista de +técnicas avançadas de interrogatório+, por considerarem que o público necessitava de saber qual a orientação escolhida pela Agência", assinala o jornal. Graças a essa lista - adianta - é possível comparar as palavras de Goss com a realidade. "As primeiras três técnicas relatadas à ABC envolvem abanar ou bater nos prisioneiros de forma a causar-lhes medo e dor. A quarta consiste em obrigar o prisioneiro a manter-se de pé, algemado, com os pés agrilhoados, durante 40 horas", descreve o Posto. "Segue-se - segundo o jornal - a cela fria: os prisioneiros ficam nus numa cela arrefecida e são periodicamente molhados com água fria". O Washington Post menciona ainda a técnica da "tábua". Segundo a informação fornecida à ABC, o prisioneiro é atado a uma tábua inclinada, com os pés erguidos acima da cabeça. "O rosto do prisioneiro - lê-se - é então envolto em celofane, sobre o qual é vertida água. Isto provoca o pânico no prisioneiro que sente que se está a afogar, apelando quase de imediato para o fim da tortura". Segundo o jornal, a ABC, citando as suas fontes, indicou que agentes da CIA que se submeteram a esta prática "aguentaram uma média de 14 segundos antes de cederem". "Não serão estas técnicas +tortura+, como garante Goss ?", interroga o Washington Post. "De facto, vários destes métodos foram utilizados em regimes repressivos do mundo e condenados pelo Departamento de Estado norte- americano no seu relatório anual de Direitos Humanos", lembra o jornal. Na opinião do Post, ao insistir em que estas práticas não são métodos de tortura, Goss introduz um paradoxo. "Se um piloto norte- americano for capturado no Médio Oriente, depois espancado, detido nu numa cela fria e sujeito a afogamento simulado, será que Goss dirá que ele não foi torturado? Serão estas técnicas +legais+"?, questiona. Em 1994, o Senado norte-americano ratificou a Convenção Contra a Tortura e Outros Tratamentos ou Punições Desumanas e Degradantes e, ao fazê-lo, definiu como "cruel, desumana ou degradante" qualquer prática que possa violar a quinta, oitava ou décima quarta emendas da Constituição dos Estados Unidos. No entanto, segundo o Post, a administração recorre a uma lacuna na lei e argumenta que, dado a Constituição não se aplicar a estrangeiros fora dos Estados Unidos, a CIA pode usar estes métodos com prisioneiros estrangeiros detidos em território que não seja norte- americano. Poucos peritos em leis, fora da administração, concordam que esta lacuna legal exista, observa o jornal. MV. Lusa/Fim [ Next Thread | Previous Thread | Next Message | Previous Message ] |
| Subject | Author | Date |
| CIA: Director não desmente existência de prisões secretas na Europa | Lusa | 29/11/05 18:47:47 |
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