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| Subject: "valorização" | |
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Author: paulo fidalgo |
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Date Posted: 1/12/05 9:45:55 In reply to: Não há pachorra... 's message, "O que está em discussão" on 29/11/05 17:02:42 existe uma economia política burguesa e uma economia política operária" disse mais ou menos assim Karl marx quanto os operários ingleses conquistaram a lei da jornada de trabalho das 10 horas. A lei das 10h00 foi a vitória da economia política operária. Este intróito é para frizar que a estatística económica tem sempre associado um ponto de vista bem situado na luta de interesses - na luta de classes. Ora, o interesse dos trabalhadores, e neste caso dos trabalhadores do sector público é o de valorizarem o que produzem. Para isso devem sublinhar que a economia política do espaço económico do Estado, se caracteriza por ser uma relação de financiamento dos custos, em que os bens são dispensados e não vendidos. Isto significa que o país fica privado de saber quanto vale a produção pública, se fossem seguidas a normais operações do ciclo de valorização do capital. O ciclo de valorização do capital implica que o capitalista, quando vende a produção, realiza um valor que é claramente superior ao valor do custo no início do ciclo de valorizaão do capital. A parcela que acrescenta ao valor é descrita em pormenor no Capital de Marx como sendo a mais-valia. Na economia política do espaço económico do Estado, não há contabilização de mais-valia e portanto há um valor acrescentado que não está a entrar nas contas. Iimagine-se que de um dia para o outro a produção pública passava a ser vendida ou passava a ser vendida por via do capitalismo privado. Quanto teríamos de pagar por ela. Mas ele, o valor acrescentado, mesmo que não contabilizado, existe e de que maneira. Mais afirmo que tudo leva a crer que se houvesse contabilização do valor acrescentado veríamos que é pelo espaço económico do Estado que a riqueza do país aumenta, muito mais do que por via do espaço económico do capitalismo privado. O Espaço económico do Estado está em expansão e o espaço económico do capitalismo privado está em recessão. Para o trabalhador do Estado importa sublinhar que os seus salários subiram mas infelizmente não subiram na proporção da riqueza que ajudam a criar. isto significa que a margem de exploração aumentou. Um segundo problema prende-se com a economia política do trabalho assalariado. È da natureza do trabalho assalariado procurar expandir o seu standard de necessidades por via de reclamações de aumentos salariais que tentam capturar o aumento geral da produção da riqueza. Podem consegui-lo ou não. O valor da força de trabalho não é de natureza fixa mas depende da luta de classes. Depende da história. Ora, nesta disputa, os trabalhadores do sector público pretendem naturalmente que as contas não sejam feitas pela evolução dos orçamentos - pelo custo - antes procuram encontar expressões que traduzam o valor efectivo que criam [ Next Thread | Previous Thread | Next Message | Previous Message ] |