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| Subject: Re: Estamos outra vez a desconversar... | |
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Author: IA |
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Date Posted: 3/12/05 17:19:02 In reply to: Não há pachorra... 's message, "Estamos outra vez a desconversar..." on 29/11/05 23:38:39 >O que está em discussão é a comparação das despesas de >pessoal do Estado relativamente ao PIB em dois >momentos distinto, 1980 e 2004. > >Os seus considerandos são mais do tipo mudar de >conversa quando a conversa não interessa... Não é só isso que está em causa, uma vez que se fazem outras afirmações. Dizer o contrário, isso sim é desconversar. O facto é que os funcionários admitidos a recibo verde no tempo de Cavaco foram mais tarde incorporados por Guterres, por simples decência. A pergunta sobre o que eles fazem não faz o mínimo de sentido, pois se esses funcionários foram admitidos a recibo verde, é porque estavam a realizar um trabalho que interessava ao Estado. Poderão, eventualmente, existir outros trabalhadores não necessários, mas não serão esses com certeza. A insinuação de que há trabalhadores inúteis no Estado está imbuída de um certo preconceito, que revela uma certa capitulação perante a propaganda de direita. Se assim é, deverão ser capazes de indicar exactamente onde é que esses trabalhadores estão a mais. Serão também capazes de identificar concretamente no tempo quando terão sido admitidos esses trabalhadores inúteis e quem é o responsável. Tudo o resto é demagogia baseada em considerações vagas. Quanto à questão do PIB, como sabemos os trabalhadores do Estado realizam determinados serviços. Os seus vencimentos devem estar de acordo com a valorização que a sociedade faz desses serviços. Assim é com qualquer ramo de actividade. Isto significa que a evolução salarial não tem que estar ligada ao PIB. Por outro lado, a evolução do PIB depende da actividade privada. Significará isto que a fraca evolução do PIB mostra claramente a incompetência dos nossos agentes económicos privados? Bem, todos são clientes dos serviços públicos oferecidos pelo Estado. O quanto estão dispostos a pagar por eles pode ser superior à evolução do PIB. Por outro lado, tendo em conta a importância de determinados sectores para a evolução futura da sociedade (educação, investigação), é natural que a sociedade queira apostar neles e, portanto, as despesas aumentem acima do PIB. Tudo deve ser posto em face das perspectivas futuras colocadas por esse investimento. Por fim, insinuar que o despesismo do Estado resulta dos vencimentos mostra bem quão longe chegou a capitulação teórica de certas pessoas perante a propaganda. Esses ingénuos nem sequer se apercebem que essa é a cortina de fumo utilizada pelos políticos para não admitir e esconder a sua própria responsabilidade ao longo dos anos. Só cai nessa conversa quem quer. [ Next Thread | Previous Thread | Next Message | Previous Message ] |
| Subject | Author | Date |
| Muito bem IA. E mais: o próprio Porter disse que os problemas da produtividade... | Margarida | 3/12/05 18:49:32 |
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| Fechar os olhos é que é fazer o jogo da direita | Não há pachorra... | 3/12/05 18:49:37 |
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