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| Subject: O (novo) Mandatário de Soares | |
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Author: mefistofeles |
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Date Posted: 12/11/05 10:38:39 Jerónimo de Sousa é cada vez mais o mandatário de Soares. O acordo estratégico e a apurada divisão de trabalho são notórias. O partido comunista, a força que por definição e função originária se destinava a construir um mundo novo prefere, nestas eleições, a segurança da vidinha, do status quo, do "eu, Soeiro Pereira Gomes, não te chateio - leia-se a direcção do PS e do seu governo - e vocês deixam-me lavrar nos meus 6%. Estava tudo acordado entre Jorge Coelho e Dominos Abrantes, os dois maiores símbolos do situacionismo, na esquerda, quando uma série de gente apareceu a querer exprimir uma estrutural interrogação e inquietação sobre o destino a que Portugal está a ser conduzido. Classes sociais e camadas, sectores profissionais e cidadãos inquietos, convergiram dos quatro cantos do rectângulo e quiseram que as presidenciais pudessem também ser um questionamento, um momento de empreender um debate acerca do nacionalidade, do quadro de país aberto ao mundo mas que deseja outro patamar de civilização. Pequeno-burgueses, operários, serviços, fustigados pela política de globalização do sistema de prestações sociais, os dados mostram que o governo de Sócrates conduz uma operação de globalização interna, muitos quiseram dizer: queremos mostrar que recusamos a busca da prestação social mais baixa, onde aos milhões de portugueses que vivem abaixo do limiar da civilização se juntarão agora ainda mais aqueles que antes tinham conseguido um melhorado valor da força de trabalho traduzido em retribuições sociais melhoradas. É o comunismo igualitário para o povo que nos querem impor numa cidade onde os senhores do escravos dominam sem questionamento. Os dados da conjuntura aconselham uma táctica popular onde se dê lugar a uma representação política de frente social e política com vista a uma remodelação profunda do modelo de sociedade para Portugal. Os dados exigem a construção de uma frente ampla que se autonomize dos agentes do ajustamento capiialista em curso. Manuel Alegre e por detrás dele as profundas fracturas do PS, são uma expressão da necessidade de preencher o vácuo deixado pelo isolamento progressivo a que a linha de ajustamento conduz, e que coloca o governo fora da resultante de forças que hoje constitui a maioria de esquerda na AR. O fenómeno político novo é a emergência de uma nova representação política. E não é aquela velha opinião oposicionista que tudo critica mas pudicamente recusa a governabilidade. É o desejo de construir uma nova solução de governo que está por detrás das forças que se revêm em Manuel Alegre. O BE transportou durante algum tempo a candeia da reconfiguração política, mas nos momentos chave claudicou na questão da luta por uma solução de poder alternativa. Preferiu construir o seu jardim, com as suas flores, muito belas mas resguardadas das tempestades do exercício da responsabilidade. O BE é também um dos progenitores do fenómeno de uma candidatura heterodoxa, pela sua incapacidade, mas que agora não coloca de lado a possibilidade de governar. Como é manifestamente a marca dos que promovem Manuel Alegre. Na tempestade da história nem todos os barcos conheçem ou têm a audácia de ir na rota certa para onde leva a maré doofuturo. Porém, os que se dizem do marxismo têm uma especial obrigação de perceber que as presidenciais são também um momento de remodelação, de questionar territórios e de fazer crescer o campo daqueles que indiscutivelmente se pronunciam por um novo país. Mesmo que essa grande onda ainda não consiga derrubar a actual ordem das coisas. O rumo certo é o de promover a mais ampla deslocação política e social. Mas a Soeiro, não quer nada disso. A soeiro alimenta um feroz preconceito anti PS, mas isso é o verbo grandeloquente. A prática é a de fazer tudo para que o território de Sócrates e o da Soeiro não sejam incomodados por aqueles que insistem em mudar o rumo da história. Por isso, com os ataques de Jerónimo a Alegre, é a visão de um Jerónimo mandatário de Soares, visivelmente o candidato que funciona como letra bancária do governo de Sócrates, que vêm ao de cima a natureza perigosamente oportunista da direcção da Soeiro. Derrotar Cavaco é um objectivo. Mas uma coisa é derrotar cavaco e fazer crescer o campo dos que querem algo de novo. Outra bem diferente, é ficar o país aprisionado numa espécie de tordesilhas em que os antigos actores continuam de pedra e cal por detrás das suas sebes delimitadoras. O apoio objectivo e subjectivo da Soeiro a Soares ontem demosntrado pelo ataque descabelado a Alegre, mostra como este PCP não tem nada a ver com aquele que antes apostou em Zenha contra Soares. Que insistiu na orfandade política provocada pelo deslize do PS para a direita nos anos 80 e procurou activamente uma reconfiguração. Isso era política comunista. Agora o que há são acordos por debaixo da mesa nas costas dos trabalhadores. [ Next Thread | Previous Thread | Next Message | Previous Message ] |
| Subject | Author | Date |
| Re: O (novo) Mandatário de Soares | o peixinho vermelho | 13/11/05 23:28:46 |
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