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| Subject: Número de desempregados licenciados quase duplicou | |
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Author: Pedro Ribeiro |
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Date Posted: 17/11/05 18:12:32 A taxa de desemprego em Portugal subiu 0,5 pontos para 7,7 por cento da população activa. Dos 429,9 mil desempregados, 59,6 mil têm formação superior, quando antes não chegavam aos 30 mil O desemprego voltou a subir em Portugal no terceiro trimestre do ano. O valor médio da taxa oficial de desemprego do Instituto Nacional de Estatística (INE) atingiu os 7,7 por cento da população activa entre Julho e Setembro, afectando 429,9 mil indivíduos. Mais 0,5 pontos percentuais que no trimestre anterior; mais 0,9 pontos que no mesmo trimestre de 2004. Desde o início de 2002 que praticamente todos os trimestres o desemprego aumenta. E aumentou outra vez. Mas os dados ontem divulgados pelo INE trazem surpresas. A maior subida no número de desempregados ocorreu entre pessoas com o ensino superior. O número de licenciados no desemprego quase duplicou - de 30,1 mil no segundo trimestre para 59,6 mil no terceiro. Perante a estagnação da economia portuguesa, não é surpreendente que o desemprego continue a subir. Mas é surpreendente que o perfil dos novos desempregados se tenha alterado. Até agora, o desemprego subia sobretudo entre pessoas de meia idade, ligadas à indústria, com pouca formação e no Norte. No terceiro trimestre, o número de desempregados aumentou sobretudo entre os que têm de 25 a 34 anos; nos serviços; e nas regiões de Lisboa e do Alentejo. Segundo o INE, havia 429,9 mil desempregados no terceiro trimestre. O INE calcula a taxa oficial do desemprego através de um inquérito às famílias. Também ontem, o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) divulgou o desemprego registado (número de pessoas inscritas em centros de emprego) para Outubro: 484,7 mil pessoas. Em relação ao mesmo período de 2004, de acordo com os dados do INE, houve um aumento de 40 por cento no desemprego entre pessoas à procura do primeiro emprego; houve um aumento de 23,9 por cento nas pessoas entre 25 e 34 anos; e houve um aumento de 1,5 pontos percentuais no desemprego na região Lisboa. O desemprego tinha vindo a aumentar sobretudo entre pessoas com o ensino básico; mas os novos dados parecem indicar que o "canudo" deixou de ser garantia de emprego. O terceiro trimestre é quando muitos jovens completam o seu curso e chegam ao mercado de trabalho. No ano lectivo de 2002/2003, Portugal formou 67 mil licenciados; no ano 2003/2004, formou 56 mil, segundo o Observatório da Ciência e do Ensino Superior. Segundo o INE, no terceiro trimestre o número total de desempregados subiu em 30,6 mil; o número de licenciados no desemprego aumentou 29,5 mil. Previsão para 2006 já foi cumprida No Orçamento do Estado para 2006, o Governo antecipa uma taxa de desemprego de 7,7 por cento para o próximo ano. Esse valor já foi atingido. E não é previsível que baixe tão cedo. A economia portuguesa vai crescer 0,3 por cento este ano (segundo o Banco de Portugal) e 1,1 por cento no próximo (segundo o Governo). Os especialistas dizem que o desemprego só começa a diminuir quando uma economia se aproxima da sua taxa de crescimento potencial, estimada em cerca de dois por cento no caso português. "Não há um número exacto, mas andará por aí. Para o ano, [o crescimento do PIB português] não deverá ser nem um por cento", disse ao PÚBLICO Carlos Andrade, economista chefe do Banco Espírito Santo (BES). Mesmo que a economia cresça, o emprego não acompanha a retoma de imediato: "As empresas não começam logo a contratar. O foco [durante um período de estagnação] é reduzir custos, ganhar produtividade. Mesmo que a economia melhorasse de forma visível, o emprego não iria crescer [significativamente] no imediato", diz Carlos Andrade. A previsão do BES para a taxa de desemprego em 2006 é 8 por cento. E há mais: ainda segundo o INE, o número de inactivos indisponíveis (pessoas que se retiraram do mercado de trabalho por não ter esperança de obter emprego) aumentou 23 por cento. [ Next Thread | Previous Thread | Next Message | Previous Message ] |