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| Subject: Cavaco vai ganhar... | |
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Author: Belmiro de Azevedo |
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Date Posted: 4/11/05 9:50:45 Entende que Cavaco daria um bom Presidente da República capaz de trabalhar bem com José Sócrates, mas não assume um apoio formal à candidatura. Algo é certo: Mário Soares, com as ideias que hoje defende, é que na sua opinião não deve regressar ao Palácio de Belém. Por José Manuel Fernandes e Graça Franco (Rádio Renascença), fotografias de Rui Gaudêncio Numa entrevista gravada horas antes da apresentação do manifesto eleitoral de Cavaco Silva, o líder da Sonae falou de eleições presidenciais e apreciou os primeiros meses do novo Governo, dando também algumas ideias para melhorar o estado do país. Como sempre, seguiu o princípio de que "é bom para a democracia e para o funcionamento do Governo que os empresários sejam independentes e discordem". A poucos dias das últimas legislativas, considerou um dever de cidadania "impedir que medíocres mandassem em responsáveis". "Vendilhões fora do Templo", disse então, numa análise muito próxima da feita por Cavaco Silva quando defendeu que em política, como na economia, a má moeda expulsa a boa moeda. É para ajudar a expulsar a má moeda que apoia Cavaco à presidência? O que disse, e penso, é que se os medíocres têm direito à vida e se devem encontrar soluções para eles, mas a governar, ou a ensinar, ou a gerir empresas, tem de haver um critério rigoroso na escolha dos líderes. Cavaco Silva é alguém que sabe muito de finanças públicas e macroeconomia, e nesse aspecto estou completamente de acordo com ele. Já quanto às candidaturas, o seu leque é muito mais largo. Há cinco candidatos no terreno. Dois que representam pequenos partidos, um apoiado pelo PS, outro também socialista mas que o partido não apoia, e Cavaco Silva, a que as sondagens dão uma outra projecção... Isso já corresponde a uma pré-selecção. Mas que não impede que os portugueses a façam na primeira volta e depois escolham entre os dois que passarem à segunda volta. Bem, quanto aos pequenos candidatos aproveitam financiamentos públicos e vão procurar afirmar a imagem dos seus partidos, mas não têm veleidades de ganhar. Os dois candidatos que são militantes socialistas são duas pessoas com histórias parecidas, com ideias semelhantes, mas comportamentos na política real muito diferentes. Manuel Alegre praticamente não tem experiência de cargos executivos, pelo que nem sequer imaginava que nesta fase da vida quisesse ser Presidente. Mas foi espicaçado e, segundo ele diz, disponibilizou-se quando não havia ainda um candidato contra Cavaco. No fundo, apresentou-se apenas para que não houvesse uma corrida isolada. Já quanto a Mário Soares, foi seu apoiante na eleição de 1985... Fui, e declarei esse apoio oito meses antes, e fi-lo porque aguentou uma deriva irracional e perigosa quando fez frente aos militares controlados pela esquerda. Apreciei-o por isso, pelo que essa foi mesmo a única vez que tornei público o meu voto. O futuro do país estava em causa, era importante tomar posição... Agora o futuro do país não está em causa? Já não há a mesma luta mortal de ideologias, já não se trata de conter os bárbaros, mas saber em que medida o Presidente da República, com os poderes que tem, pode transmitir uma mensagem de sucesso em conjunto com o actual primeiro-ministro. Eu acho que pode. Se for Mário Soares pode? Não, porque ele esgotou o seu capital político e até tenho alguma apreensão por se meter nesta alhada aos 81 anos. Teve um percurso rico, mas ultimamente as coisas não lhe correram bem, sobretudo desde a eleição para o Parlamento Europeu. Por outro lado, declarou que ia fechar a loja e dedicar-se a outras coisas. Mas o mais importante é que entendo que não tem o estilo para apoiar o país numa altura em que este tem de jogar o jogo da globalização, como julgo que o primeiro-ministro já entendeu. Não vale a pena falar de coesão social se não houver dinheiro, se o Orçamento não traduzir uma estratégia para o país, se for apenas um orçamento de cumprimento dos mínimos. Mário Soares, no seu manifesto, diz que aceita a globalização mas que temos é que garantir também que não há excluídos. Acha que há uma clivagem ideológica entre ele o primeiro-ministro? O que Mário Soares aí escreveu é apenas para tentar dizer e não dizer ao mesmo tempo. O que conhecemos das suas posições nos últimos anos é que tem sido sempre antiglobalização, e só por isso nunca poderia votar nele. De resto, entenderia muito mal que, numa altura em que as ideologias foram arquivadas, uma pessoa com ideias ainda tão trocadas estivesse na Presidência da República. O que precisamos é de criar valor, boas empresas, bons investimentos, de nos livrarmos das empresas más, de ter campeões nacionais, e Mário Soares não tem nem teve esse estilo de prioridades. Por exclusão de partes, fica Cavaco Silva, mas que não é do partido do primeiro ministro... Não tem que ser, mas até creio que vai ser mais coroado do que eleito. Não acho isso mal, até porque como Presidente poderia fazer um bocadinho de contra-poder, no bom sentido, poderia temperar algumas atitudes do primeiro-ministro, e estou convencido que o faria muito bem. Basta pensar nas reuniões das quintas-feiras entre o Presidente e o primeiro-ministro. Essas reuniões serão muito diferentes com Cavaco Silva do que seriam com Mário Soares. Cavaco e Sócrates vão preparar muito bem essa reunião e isso é bom porque, no sítio certo, sem ser na praça pública, o primeiro-ministro vai ter a lição bem estudada, porque Cavaco Silva tem fama, merecida, de ser muito rigoroso nas áreas da governação, da transparência. Está-nos a dizer que acha melhor para o país que seja Cavaco Silva o Presidente da República? Estou a dizer o que disse até agora. Não quero dizer que vá ser eleito, coroado por exclusão, mas que tem de ser eleito pela positiva, de merecer ser eleito. Agora a minha tradição é não me pronunciar a não ser quando estão em causa valores fundamentais, que entendo que neste momento não estão em causa. Penso que Cavaco vai ganhar e vai ser um excelente Presidente para trabalhar com um excelente primeiro-ministro. Como teve um relacionamento um pouco atribulado com Cavaco Silva primeiro-ministro, pensa que ele vai ser melhor como Presidente? Cavaco Silva foi um bom primeiro-ministro, o que não quer dizer que não tivéssemos discordado agressivamente em alguns dossiers. Também tive problemas com outros primeiros-ministros, mas tanto eu como a Sonae comportamo-nos sempre não como contra-poder, mas como não próximos do poder. É bom para a democracia e para o funcionamento do Governo que os empresários sejam independentes e discordem. [ Next Thread | Previous Thread | Next Message | Previous Message ] |
| Subject | Author | Date |
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