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| Subject: Duas declarações de candidatura | |
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Author: Margarida |
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Date Posted: 5/11/05 10:30:55 Duas declarações de candidatura 1- Começa assim a declaração de candidatura de Alegre: Candidato-me a Presidente da República por decisão pessoal, no espírito, aliás, da Constituição. Sem apoios de aparelhos partidários. Livremente. Sou um homem da esquerda dos valores e dirijo-me a todos os portugueses que acreditam na Pátria, na liberdade e na democracia. Portugal atravessa uma crise resultante do período de transição que estamos a viver e de profundas mutações que se manifestam: de sociedade política e socialmente fechada para sociedade aberta; de país de emigração para país de imigração; de crescimento demográfico para envelhecimento. E sobretudo de declínio da sociedade industrial tal como a conhecemos nos últimos dois séculos. Há um ciclo de vida que está a acabar e outro, ainda sem contornos claros, que está a nascer. (…) 2 – Termina assim a declaração de Alegre: (…) “Cada povo tem a sua singularidade e de cada vez que ela diminui o mundo fica mais pobre. Portugal é um velho país cuja força principal sempre residiu na alma do seu povo. Um povo que não se fechou nas suas fronteiras e de certo modo ensinou o mundo a não ter medo do mar. Um povo que foi precursor do renascimento europeu e pioneiro do espírito universalista. Um povo assim não pode perder a confiança em si mesmo e no futuro do seu país. Precisa talvez de novas elites que estejam à altura da sua História e do seu destino. Precisa que o discurso volte a ser inspirador da acção e do risco. Precisa que a política seja de novo uma causa nobre e faça renascer o fulgor da alma portuguesa. Candidato-me por um Portugal de todos. Não apenas dos donos dos aparelhos, sejam eles económicos, mediáticos ou políticos. Não há donos do voto nem da consciência dos homens e das mulheres livres de Portugal. Candidato-me por um Portugal que se diga no plural, uma Pátria que sois vós, uma Pátria que somos nós, um Portugal de todos. Este não é um projecto de descrença. É um projecto de reinvenção e de esperança. Sou um cidadão como vós. Se chegar a Belém, chegarei com todos vós. Com todos os portugueses e por todos os portugueses. Viva a República. Viva Portugal” 1 - Começa assim a declaração de candidatura de Jerónimo: “As minhas primeiras palavras serão de esperança e de confiança com a consciência plena das dificuldades que pesam no quotidiano da maioria dos portugueses e as inquietações que a simples palavra futuro evoca no espírito de tantos dos nossos compatriotas. Afirmo, então, que é possível viver melhor em Portugal, que é possível transformar Portugal. Como o escreveu o poeta, Portugal é um “país possível”. Mas para que assim possa ser, é necessário que seja um país diferente – não uma subregião periférica, subalterna e subserviente, governada pelo pessoal político que integra a burocracia do grande capital nacional e transnacional, mas “um país mais livre, mais justo e mais fraterno”, tal como se inscreve no preâmbulo da Constituição da República de 1976. Nesse preâmbulo que tem resistido até hoje às várias revisões constitucionais, assim como no artigo primeiro da Constituição, Portugal projecta-se como “uma República soberana, baseada na dignidade da pessoa humana e na vontade popular e empenhada na construção de uma sociedade livre, justa e solidária”. (…) 2- Termina assim a declaração de Jerónimo: (…) “Inspirando-se no que demais avançado caracteriza a história do nosso país, da fundação da nacionalidade à Revolução de 1383/1385, do progresso das navegações e das novas rotas marítimas ao restabelecimento da independência, de 1820 à implantação da República, da luta do movimento operário e das forças democráticas à Revolução de Abril. Baseando-se no que de mais progressista o nosso povo foi capaz de fazer em quase nove séculos de história, esta candidatura apresenta-se, na difícil situação nacional que enfrentamos, para combater a resignação e o fatalismo, afirmando convictamente que Portugal não está condenado ao atraso e ao subdesenvolvimento. Quando nos mais diversos quadrantes políticos se procura confundir o enquadramento internacional e europeu com a abdicação dos interesses nacionais, esta candidatura apresenta-se, agindo por uma sociedade e um mundo mais justos, para assumir que não desiste de Portugal, que Portugal pode ter futuro, para lutar por um futuro com mais desenvolvimento e mais justiça social. Quando muitos confundem Portugal com os interesses e os lucros dos grupos económicos e financeiros esta candidatura apresenta-se para reafirmar um compromisso com os trabalhadores, o povo português, os jovens, os mais idosos, as mulheres, os trabalhadores, os pequenos e médios empresários, os intelectuais e quadros técnicos, os desempregados, os deficientes com os portugueses concretos que são e fazem Portugal. Dirijo-me assim aos portugueses, aos comunistas e a todos os que em nós confiam, aos homens, mulheres e jovens das mais diversas opções partidárias e àqueles que não as têm, dirijo-vos uma palavra de estímulo e um apelo ao vosso apoio. Apoio que mais que a uma pessoa é a um projecto colectivo, a uma exigência de ruptura com o rumo de declínio do país, a um caminho de esperança. A meio da primeira década do século XXI, aqui estamos, a agir para o presente e o futuro do nosso país, a lançar mais sementes à terra portuguesa. Sementes daquelas que um dia germinaram em Abril e que amanhã germinarão num qualquer mês de uma qualquer primavera que permitirá um Portugal melhor para os portugueses de hoje e para as gerações vindouras. Há um direito à esperança. E há uma esperança que não fica à espera, antes se transforma em acção, em trabalho e em luta. Organizar para lutar, resistir para crescer, unir para vencer, transformar Portugal num país mais livre, mais justo e mais fraterno. – Eis, para hoje, os trabalhos da esperança. VIVA PORTUGAL! “ E porque me sinto muito mais em sintonia com o apelo do Jerónimo de "Apoio que mais que a uma pessoa é a um projecto colectivo, a uma exigência de ruptura com o rumo de declínio do país, a um caminho de esperança" é por isso mesmo que eu o apoio. [ Next Thread | Previous Thread | Next Message | Previous Message ] |