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Subject: Israel destrói e nós pagamos?


Author:
Domingos Lopes
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Date Posted: 9/09/06 17:04:27
In reply to: Fernando Penim Redondo 's message, "Israel não teve sucesso na guerra do Líbano ?" on 6/09/06 11:54:46


Durante 34 dias Israel bombardeou a ferro e fogo o Líbano, destruindo pontes, hospitais e as infra-estruturas referentes a electricidade, telecomunicações, transportes (talvez os dois soldados raptados estivessem no meio do aeroporto ou numa central eléctrica), edifícios do Governo, causando danos no valor de três mil milhões de euros.
Repete-se, por causa de dois soldados raptados, que não recuperou, e por causa de desarmar o Hezbollah, que não desarmou.
A comunidade internacional, sob o peso dos EUA, assistiu impávida e serena ao desenrolar da guerra para ver se Israel conseguia, como anunciava, realizar os seus planos: recuperar os dois soldados e desarmar o Hezbollah.
Encostar-se à Síria e preparar o assalto àquele país "terrorista" fazia parte do plano, mas não era para ser anunciado.
Israel invadiu o Líbano (o que o Iraque fez ao Kuwait, sabendo-se bem que tal invasão deu origem a uma guerra determinada pela ONU), destruiu aquele país e, como não foi capaz de realizar os seus objectivos, retirou passados trinta e quatro dias em que semeou destruição e morte. E se Israel tivesse podido apoderar-se de parte do Líbano? Será que o abandonaria (no todo ou em parte)? Pode alguém esquecer que ilegalmente Israel continua a ocupar Gaza, Cisjordânia, Jerusalém Leste, Montes Golan e parte sul do Líbano?
Mas o mais espantoso de tudo isto é parte da comunidade internacional reunir-se em Estocolmo para alegadamente ajudar a reconstruir a destruição que Israel levou a cabo. Então Israel não tem de pagar a destruição que levou a cabo? Se assim não for, está a abrir-se o caminho para novas aventuras com pagantes à vista, pois, sem qualquer justificação, não se lhe exige nada pelo pagamento das brutais destruições que levou a cabo e pelas mais de mil mortes de civis no Líbano.
Repete-se: veja-se o que aconteceu no Kuwait. A "mesma" comunidade exigiu ao Iraque que pagasse os danos da invasão. Mas isso era o Iraque... Israel tem as mãos livres, porque, se não tivesse, não teria feito o que fez.
Foi uma vergonha ver os países ocidentais a retirar os seus cidadãos em operações mediáticas para que as bombas israelitas os não matassem, enquanto ao lado milhões de libaneses eram deixados totalmente à mercê da superioridade militar de Israel.
E mesmo depois da resolução da ONU, quando a todas as luzes era visível que Israel não ia atingir o que pretendia, este país mantém impune a sua obstinação.
Kofi Annan foi a Beirute. Depois a Telavive, onde ouviu os dirigentes de Israel recusarem levantar o bloqueio ao Líbano.
Todos os dias em Gaza e na Cisjordânia prossegue a matança de palestinianos. E ninguém os chora...
Israel é um Estado fora da lei que leva a cabo o pior de todos os terrorismos, o terrorismo de Estado, a ponto de o Conselho talmúdico, composto por rabinos e sábios da Tora - Yesha -, ter considerado no começo de Agosto que o exército tem o direito de exterminar civis inocentes, incluindo crianças.
É à luz destes princípios que os sucessivos governos israelitas assassinam friamente os familiares de palestinianos considerados terroristas por Israel.
Israel tornou-se cada vez mais numa espécie de ponta-de-lança dos EUA para alterar o Médio Oriente, no sentido de o tornar dócil aos seus desígnios e apoderar-se das suas múltiplas riquezas.
A reunião de "doadores" vai passar uma esponja por cima de todas as barbaridades cometidas por Israel contra a população indefesa do Líbano? Pode aceitar-se que Israel destrua um país e sejam os contribuintes dos países da EU e de outras regiões a pagar a conta?
É também por isso que a presença de um contingente português naquele país não faz qualquer sentido. Qual é exactamente o mandato? Vão para defender a integridade territorial do Líbano? E impedir que quem quer que seja invada o Líbano? Ou levar a cabo o que Israel não conseguiu?
Além disso, que ganha Portugal com tropas um pouco por todo o lado, nas regiões onde os EUA e a NATO ocupam?
O que o Médio Oriente precisa é de paz, a qual só poderá ser alcançada com respeito pela independência de cada povo, incluindo o palestiniano, e pelos interesses de todos os Estados da região, sem excepção. Enquanto não se tiver em conta as soberanias e os interesses de todos, a paz estará sempre longe e a guerra continuará a ser o horizonte. Vice-presidente do Conselho Português para a Paz e a Cooperação

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