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Subject: Israel e o seu rasto: alguns pontos nos ii


Author:
Domingos Lopes
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Date Posted: 25/07/06 22:02:48


É triste assistir a esta postura de subserviência da UE face à política de Israel e dos EUA, até no modo covarde como aceitam retirar os seus nacionais... Parecem querer esconder com o show dos vários embarques a realidade nua e crua de aceitarem que Israel corra do Líbano com os seus próprios nacionais

Existe um Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares que Israel não assinou. E possui a arma nuclear. Israel é um Estado fora da lei. Não respeita todo um conjunto de resoluções do Conselho de Segurança e da Assembleia, entre as mais conhecidas a que obriga a retirar dos territórios árabes ocupados depois de 1967 e a que proíbe a instalação de colonatos.
Israel está a construir um muro que o Tribunal Internacional considerou ilegal. Leva a cabo toda a espécie de assassinato de inocentes por serem maridos, familiares ou vizinhos de combatentes palestinianos.
No Irão impera um regime de recorte teocrático, ditatorial. É verdade. Provavelmente bem mais leve que o da Arábia Saudita. No entanto, os EUA e a UE mergulham o mundo numa crise por causa do Irão poder vir aceder à arma nuclear.
Seria provavelmente mais avisado que todos os Estados abandonassem as armas nucleares, a começar pelos EUA, mas em abono da verdade Israel já as possui; está fora da lei e nem um suspiro. Ainda, em abono da verdade, o Paquistão também a tem e a ditadura de Pervez Musharaf não provoca a menor dor de cabeça a Bush, Blair, Merkel e Cª.
As armas nucleares são todas más. O melhor era bani-las, mas os EUA não só não as querem banir, como pretendem usá-las. Aliás, já as usaram, quando tinham o seu monopólio...
Tudo leva a crer que o problema é o Irão ser um dos maiores produtores de petróleo e ter uma ideologia que se afirma diferente da dos governantes dos EUA aí é que bate o ponto.
O Irão que nem sequer possui a arma nuclear, não pode nunca vir a tê-la, segundo os EUA, enquanto todos os amigos do Tio Sam podem possuí-la que daí não vem o mal ao mundo...
O mesmo raciocínio é válido para a seguinte questão: quem ocupa territórios da Palestina de modo ilegal é Israel, mas o culpado da ocupação não é Israel, mas os que combatem a ocupação. Mais: durante mais de uma dezena de anos as negociações levadas a cabo por Israel com a Autoridade Palestiniana não conduziram a nada, a não ser ao desespero do povo palestiniano. É dos livros. Tal situação só podia levar à vitória do Hamas, o que aconteceu. E Israel cinicamente apertou ainda mais o cerco, oprimiu e reprimiu mais os palestinianos. Que esperava? Que os palestinianos entregassem aos seus soldados ramos de flores? Cravos vermelhos? Que aplaudissem os cerca de dez mil presos? Os milhares de mortos com idade inferior a 20 anos? Que não chorassem e não se revoltassem com os disparos de aviões sobre os banhistas indefesos em Gaza?
E aconteceu o rapto, como podem suceder tantas outras coisas nestas circunstâncias. Só que o rapto de um soldado que ocupa um território estrangeiro justifica as dezenas de mortos em Gaza, a destruição de pontes, hospitais, auto-estradas, aeroportos, escolas, sementeiras?
E, se todo este arsenal de acções bélicas é levado a cabo com armamento dos EUA, não têm direito os palestinianos, os libaneses, os sírios ou quem quer que seja a comprar armas a quem lhas venda?
Não é o Líbano que está fora da lei, é Israel. Podemos não simpatizar com o Hezbollah, mas, se por acaso este partido rapta dois soldados israelitas, tal acção justifica o cerco por ar, terra e mar ao Líbano e o lançamento de bombardeamentos que já provocaram a morte de mais de centenas e centenas de libaneses e a destruição de inúmeras infra-estruturas daquele país árabe?
Que doença afecta hoje o mundo (será a tal cegueira do Tratado da Cegueira do José Saramago?) para que, face a coisas tão simples, os governantes absolvam os prevaricadores e fustiguem os oprimidos e ocupados? Quantas dezenas de milhares de mortos palestinianos serão precisos para que finalmente seja reconhecido pela comunidade internacional o Estado da Palestina?
Israel abre uma nova frente de guerra no Médio Oriente. Fê-lo com o acordo dos EUA, aproximando por outro lado a guerra da Síria - aproximando-a também do Irão, dadas as relações existentes entre o Irão e a Síria e o Irão e o Hezbollah.
Que pretendem os EUA e Israel ao juntar todas estas guerras à guerra do Iraque? Tomar conta do Líbano para melhor atacar a Síria? Fazer esquecer o desastre que representa hoje aquela guerra através de um cenário em que obteriam vitórias-relâmpago no Líbano, Síria e Irão? Mas há alguém que possa acreditar num cenário destes? Se os EUA não conseguiram "domesticar" o povo iraquiano, é crível que possam domesticar os povos libanês, palestiniano, sírio e iraniano? Ao abordarmos este cenário no Médio Oriente, não podemos deixar de ter presente o que se passa no Afeganistão, onde a resistência aos EUA e à NATO recrudesce de um modo bem inesperado.
É triste assistir a esta postura de subserviência da UE face à política de Israel e dos EUA, até no modo covarde como aceitam retirar os seus nacionais... Parecem querer esconder com o show dos vários embarques a realidade nua e crua de aceitarem que Israel corra do Líbano com os seus próprios nacionais.
Que faz o Governo português? Zero, o que significa alinhar com o estado de coisas. É cúmplice de toda a situação. É de duvidar que Freitas do Amaral assistisse a todo este cortejo de ilegalidades do mesmo modo que Luís Amaro.
Uma palavra cabe a todos. Antes que seja demasiado tarde. Todos sabemos (incluindo sobretudo os governos) que a opinião pública conta. Quantas guerras e quantos mortos são ainda necessários para parar esta loucura? Vice-presidente do CPPC

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Subject Author Date
Dá-lhes, que merecem!Matam estes, mataram Cristo e matam a simpatia ganha do Holocausto.São belzebú! (NT)Bento XXI25/07/06 22:32:07
Re: Israel e o seu rasto: alguns pontos nos iiJosé Manuel Faria26/07/06 12:19:17


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