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| Subject: Isabel, uma mulher de armas. | |
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Author: visitante |
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Date Posted: 17/08/06 17:48:03 In reply to: Isabel do Carmo 's message, "Resposta a Esther Mucznik" on 14/08/06 16:29:04 >Resposta a Esther Mucznik >Isabel do Carmo > > >O Hezbollah é um partido organizado, tem deputados >eleitos e foi a forma daquela população se organizar. >Tem escolas, hospitais, assistência social. Não é uma >organização terrorista > >Esther Mucznik diz no seu artigo "A compaixão como >instrumento do ódio" no Público de 4 de Agosto de 2006 >que: "Como dizia Gobbels, uma mentira muitas vezes >repetida acaba por se tornar credível. Que o diga >Isabel do Carmo que, em absoluta sintonia com a >contra-informação árabe, afirma que "Israel nunca >esteve em sítio nenhum ou esteve vagamente há 2000 >anos"". >Sinto-me no direito de responder, mas também é uma boa >oportunidade para falar do que é ser judeu e do que é >Israel. De facto, Israel esteve por ali "vagamente há >2000 anos", e não no território do Estado de Israel >actual. Ou antes disso, no tempo em que foi registado >o Antigo Testamento, a população que se designa de >judia fazia parte dum puzzle de povos, um caldeirão >onde havia nómadas e agricultores, com migrações, >alianças, cruzamentos. Esse povo acabou por se >estabelecer nos reinos de Judá e de Israel, onde é >hoje a Cisjordânia, sem acesso ao mar. Houve a >ocupação romana, houve invasões. E o caldeirão de >povos ficou, distribuindo-se de acordo com >movimentações de poder e arranjos tribais. E assim >aconteceu durante 2000 anos. Ficaram na região >populações dos reinos de fé judaica, populações >descendentes directas dos primeiros cristãos, grupos >vários que se NR converter à fé islâmica e até bem >mais para trás descendentes fenícios (não esqueçamos >que Tiro, a bombardeada, é fenícia) e do que se pensa >ser a origem dos etruscos. No meio disso tudo vamos >acreditar na fábula da "Terra prometida" e no "povo >eleito"? Para povo eleito já nos bastavam os outros, >"os arianos". >Outra pergunta a fazer é o que é que têm os judeus da >Europa a ver com isso? É incorrecto falar de raças >humanas, mas mesmo de acordo com esse conceito >ultrapassado, não há "raça judia". Raça judia só houve >para os nazis, Não há narizes, nem crânios típicos dos >judeus, são análises grosseiras e superficiais. Há >grupos como os Askenazis que de tanto praticarem >endogamia (tal como as populações das ilhas) acabaram >por ter características hereditárias comuns. Ora, por >que milagre é que os judeus oriundos da Europa >Central, geralmente loiros e de olhos claros (como a >própria Ester) hão-de ser descendentes de uma >população do Médio Oriente, que naturalmente seria tão >morena como os que lá estão? De facto, convém >considerarem-se descendentes para justificar o >regresso à "Terra prometida", à terra dos >antepassados. Nem sequer se pode falar de uma etnia >judaica. Estas comunidades da Europa Central são >populações convertidas à fé judaica, como outras foram >convertidas à fé cristã e que, como comunidades >relativamente fechadas, criaram a sua cultura. A >Inquisição ibérica e as perseguições no resto da >Europa reforçaram o carácter comunitário. Como >fenómeno da cultura e resistência chegam para o >orgulho duma comunidade, não é necessário inventar >fábulas. >Esse regresso à "Terra prometida" pretende justificar >a ocupação do território do actual Estado de Israel >levada a cabo em 1948, pela mão da Administração dos >EUA com a cumplicidade da Grã Bretanha, interessadas >em ter uma ponta de lança na região. A minoria de >oriundos da fé judaica que estava na região, estava >integrada e não havia conflitos religiosos. Os que >vieram ocuparam, expulsaram os camponeses das melhores >terras, das que eram férteis e tinham água, praticaram >terror nas aldeias, ocuparam as casas. Querem >fazer-nos acreditar que se estabeleceram no deserto ou >na floresta virgem? O acto fundador de Israel pode >dizer-se que foi o massacre da aldeia palestiniana de >Deir Yassine por aquilo que hoje chamaria os >terroristas do Irgun, a 9 e 10 de Abril de 1948. A 14 >de Maio proclamaram a fundação do Estado de Israel. >Hordas de milhares de palestinianos fugiram para onde >puderam. Para o sul do Líbano fugiram 400.000, em >campos de refugiados, em aldeias. Organizaram-se como >puderam. O Líbano é exemplar na integração de todas as >culturas. Mas Israel foi atrás deles. Há 20 anos, >bombardeou Beirute, fustigou campos de refugiados, >nomeadamente Chabra e Shatila (ataque da >responsabilidade do futuro primeiro-ministro Ariel >Sharon), usou as milícias cristãs. Hoje volta de novo. >Entre outras coisas estão a bombardear as casas que os >emigrantes libaneses, tal como os nossos, construíram >na terra de origem, com o dinheiro economizado. É uma >ilusão pensar que os palestinianos podem esquecer. >Deixaram lá campos e casas, os jovens ouvem falar os >pais e os avós. A injustiça e a opressão são sempre >uma panela de pressão. O ser humano não esquece. >O Hezbollah, goste-se ou não, é um partido organizado, >tem deputados eleitos e foi a forma daquela população >se organizar. Tem escolas, hospitais, assistência >social. Não é uma organização terrorista e como tal >não é considerada pela União Europeia. >Todavia o Estado de Israel é uma situação de facto. E >já agora, as resoluções da ONU sobre a necessidade de >um Estado Palestiniano também não são uma situação de >facto? EM diz que estou "em completa sintonia com a >contra-informação árabe". O que é que significa a >palavra árabe? O Governo do Irão? Não são árabes, são >persas islâmicos. Ou quer-se designar os governos >corruptos, que estão sentados em cima de petróleo? Ou >a população indignada das ruas, que jamais esquecerá? >"Contra-informação" é isso? >E já agora, a propósito do "crédulo leitor do Público >on-line"que fala das criancinhas judias a "assinarem >dedicatórias nos obuses" destinados ao Líbano. O que é >que as crianças que vimos na televisão estavam afinal >a fazer? O que é que elas estavam a escrever nos >obuses? Serão objectos próprios para escrita de >crianças sorridentes? Saberão elas o que é que aquilo >vai produzir? >É pena que a comunidade judaica que se poderia >orgulhar de uma cultura tão importante na Europa, com >pensadores determinantes na nossa história - só >falando de exemplos nos séculos XIX e XX, Freud, Marx, >Einstein, Walter Benjamim, que aliás nunca se puseram >debaixo do chapéu-de-chuva judaico - se volte para o >mito sionista e se encarregue de fazer o "trabalhinho" >da Administração americana na zona. Impedindo que as >correntes democráticas e a revolução democrática >ocorram naqueles países. >É deselegante que EM meta Goebbels ao barulho para >falar daquilo que chama as minhas "mentiras". Mas já >agora, de tanto se repetir a mentira de que aquela >terra já era dos judeus, pretende-se fazer crer, >sobretudo aos mais novos, que assim sempre foi? E de >tanto se querer confundir anti-sionista com >anti-semita, pretende-se prender as consciências do >horror do holocausto e tolhê-las no combate aos >senhores da guerra de Israel? Médica [ Next Thread | Previous Thread | Next Message | Previous Message ] |