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Subject: Re: Marx demonstrou que o valor resulta do tempo de trabalho ?


Author:
Guilherme Statter
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Date Posted: 6/07/06 15:20:05
In reply to: Fernando Penim Redondo 's message, "Marx demonstrou que o valor resulta do tempo de trabalho ?" on 6/07/06 11:57:56

Fernando,
Por mim, "ser" (ou "não ser") "marginalista" não é propriamente um erro ou uma asneira. É uma opção ideológica que por vezes se assume, outra vezes não.
Por outro lado, muitas vezes as pessoas "são" isto ou aquilo sem disso se darem conta.
Só a titulo de ilustração refiro o caso de um conhecido autor que é usualmente identificado como "marxista" (Samir Amin) e que no entanto já tomou posições ideológicas (designadamente o "dualismo" em filosofia das ciências) que o colocariam radicalmente no campo anti-marxista.
Não sei se ele (Samir Amin) se dá conta disso (dessa contradição), nem isso é para aqui relevante. Era só para ilustrar com um caso concreto.
Tenho para mim que o "marginalismo" é apenas uma abordagem que se restringe à fenomenologia dos preços. A dinâmica das "forças do mercado" (a "oferta" e a "procura").
Parafraseando uma autora francesa, isso torna os economistas da linha principal "cegos em relação ao fenómeno da exploração".
Por outro lado, e no que diz respeito à tua asserção de que estarei numa de "quem não é por nós e contra nós", julgo pelo contrário que procuro (até por feitio... e dentro de limites do razoável) encontrar "pontes de ligação" entre opositores, mais do que antagonizar e radicalizar "discordâncias de tipo conjuntural".
Quanto ao problema do desafio que me lanças, vamos por partes:
Em primeiro lugar, não é tanto uma demonstração da demonstração do Marx que me preocupa. Já tenho dito - mas repito – que de Marx procuro tirar e reter as ideias fundamentais. Ou seja, não tenho a pretensão de ser um "marxiano" (no sentido de uma autoridade sobre o que Marx escreveu - ou deixou de escrever) e por isso pode ser que não consiga "demonstrar" que Marx demonstrou que o "valor resulta do tempo de trabalho".
A esse respeito - desculpar-me-ás - (e tenho confiança nisso, que me desculparás...) - parece-me que no mesmo parágrafo (ou melhor, na mesma pergunta) estás a confundir duas categorias analíticas:
a "substância" e a sua "medida".
Se não vejamos:
Dizes tu:
onde e quando é que o Marx demonstrou que o valor resulta do tempo de trabalho
Uma coisa é o "valor" (que tu afirmas tem origem no trabalho), outra coisa será a sua "medida" (que tu afirmas não será o "tempo", mas que será outro critério que tu procuras).
É a esse respeito que estaremos em desacordo. Na procura desse outro critério.
Mas – atenção – eu não digo que não haja possibilidades de "medir o valor" de outra maneira. A questão é que eu, por mim, só conheço duas abordagens: uma, a da teoria laboral do valor (versão marxista) e outra, a da teoria marginalista.
Uma, "mede o valor" utilizando a grandeza física "tempo de trabalho socialmente necessário" (para a produção do que quer que seja que tenha utilidade social).
Outra, "mede o valor" (sob a aparência ou epifenómeno de "preços") utilizando critérios de "pontos de encontro" (equilíbrio) entre duas "forças" opostas entre si: a "Oferta" e a "Procura". Por essa razão já alguém chamou a esta abordagem a "Física dos fenómenos mercantis".
Lamento, mas receio não te poder ajudar na tua eventual procura de uma terceira alternativa mais adequada aos novos tempos.
Enfim, apesar de tudo, ainda dei para aqui o palpite sobre aquela intuição "meio-marginalista" (à falta de melhor expressão), mas nunca me calhou ter tempo e/ou pachorra para aprofundar.
Não seja por isso que tu vás deixar de procurar uma outra forma de medir o valor.
Se bem me lembro, do teu livro e das últimas conversas aqui no Dotecome, tu avançavas com a hipótese de "conhecimento incorporado".
Também se bem me lembro, eu fiquei-me sem resposta quanto te pus a questão da medida dessa outra grandeza que será então o "conhecimento incorporado".

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Replies:
Subject Author Date
A questão do "tempo de trabalho" é essencialFernando Penim Redondo 6/07/06 17:03:06


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