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| Subject: ENQUANTO milhares de jovens norte-americanos — muitos contra sua vontade morriam no Vietnã | |
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Author: JEAN-GUY ALLARD |
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Date Posted: 18/06/06 23:19:46 ENQUANTO milhares de jovens norte-americanos — muitos contra sua vontade — morriam no Vietnã, Posada Carriles se treinava em técnicas da contra-insurgência em Fort Benning e depois, assassinava e torturava na Venezuela, onde continuava sendo carrasco, quando acabou o conflito, em 1975. Hoje, o terrorista de origem cubana, tenta falsamente se qualificar de veterano do Vietnã, para se conferir respeitabilidade diante do povo norte-americano e conseguir, baseado em enganos, privilégios outorgados pelas leis norte-americanas de imigração. Para conseguir que ele fuja da justiça, recorrendo a tudo, e convertê-lo num “honorável” cidadão norte-americano, o advogado do terrorista, Eduardo Soto, repete que seu cliente “foi soldado durante a guerra no Vietnã”, destacando os anos de 1963 e 1065. Posada no Vietnã? Onde? Quando? Como? “Em minha pesquisa sobre os cubanos no Vietnã ele não apareceu”, comentou o pesquisador cubano José Luis Méndez Méndez, autor dalguns livros que tratam do terrorismo contra Cuba. “Se Posada esteve no Vietnã e é veterano dessa guerra, então que a CIA e o Exército demonstrem...” Se foi, na verdade, soldado no exército norte-americano “durante” essa guerra, nenhum documento confirma que ele esteve no Vietnã. Em 17 de abril de 1961, Posada ficou no cais de Puerto Cabezas, na Nicarágua, com os demais capangas da Operação 40, quando os outros mercenários da Brigada 2506 foram invadir Cuba pela Baía dos Porcos. No entanto, em 1963, por sua participação nessa aventura funesta, Posada entrou no exército norte-americano, nomeadamente às chamadas Unidades Cubanas, com a patente de segundo-tenente — bem como os demais escolhidos — quando a CIA o mandou à base militar de Fort Benning, Geórgia. Aí, ele aprendeu as técnicas de luta contra-insurgente e o uso de explosivos — ou antes, de tortura, assassinato e terrorismo — junto a Jorge Mas Canosa e outros caras com características e destinos similares. Tudo indica que a CIA mandou ele sair daí e o enviou a cumprir missões sujas. Fontes muito sérias e documentadas, contudo, afirmam que ele estava com cubano-americanos em Dallas, quando do assassinato do presidente estadunidense John F. Kennedy, em Dealey Plaza. Segundo o Departamento da Defesa dos EUA, a guerra no Vietnã teve início em 11 de dezembro de 1961. Morreram 392 norte-americanos desde 1962 a 1964, quando os Estados Unidos já tinham na Indochina mais de 17 mil soldados, e quando Posada estava acabando de aprender a fabricar bombas em Geórgia, ou quando começava a ensinar outros a fabricá-las. De fato, em 1964, sabe-se da presença de Posada num acampamento de Collier County, onde a CIA treinava mercenários que depois se infiltravam em Cuba. Relatórios assinalam que ele depois apareceu a bordo do Vênus, um navio-mãe da CIA que fazia operações no estreito da Flórida. Um memorando descartado da CIA, datado em 18 de junho de 1965, afirma que ele estava no México, conspirando para dinamitar navios soviéticos no porto de Veracruz. Mais tarde, apareceu em um acampamento de “operações autônomas” contra Cuba, na República Dominicana. Neste mesmo ano, os Estados Unidos tinham 130 mil soldados no Vietnã, dos quais morreram 1.926, segundo dados do Pentágono. Quer dizer, a guerra estava no apogeu, no tempo em que o terrorista afirma que estava no Exército. Em outubro de 1967, a CIA transferiu Posada Carriles para a Venezuela, onde se introduziu na Digepol, sob o título de “assessor”. Em seu livro Los Caminos del Guerrero, Posada mentindo, como é típico no herói da máfia miamense, disse que tinha chegado a Caracas, em 1969. “É um grande mentiroso”, manifestou Fabián Escalante, ex-chefe da Segurança do Estado cubana. “O que acontece é que (em 1967) ele foi assessor da CIA e não é conveniente para ele falar nisso”. Em 1968, ano da ofensiva do Tet, 16.869 jovens soldados tombaram no Vietnã. Em 1969, Posada recebeu a cidadania venezuelana, segundo confirma sua carteira de identidade n.o V-5.304.069 — os últimos dígitos identificam o ano de inscrição — e se converteu no sanguinário delegado Basilio, quando a Digepol passou a ser a Disip. No porão da polícia política venezuelana, Posada seqüestrou, torturou, executou e “fez desaparecer”, durante mais de sete anos, dezenas de presos. Uma fonte revela que Posada e seu pessoal mataram oposicionistas, jogando-os no mar. Posada Carriles foi chefe de Operações da Disip venezuelana, de 1967 a 1974. O grupo, integrado por suas vítimas, agora dispõe de mais de 80 depoimentos gravados em vídeo, que documentam suas atividades. Entre eles, destacam a dramática entrevista a Brenda Esquivel, em que ela contou que, em julho de 1972, grávida de oito meses, perdeu seu filho nos locais da Disip de Maracay, após ser pontapeada brutalmente, sob as ordens de Posada. Mais de 58 mil soldados norte-americanos morreram na guerra do Vietnã, que acabou em 1975, quando o “soldado” Posada tinha abandonado recentemente a Disip e começava a dirigir sua Agência de Investigações Industriais e Comerciais, criada pela CIA e a qual, serviu de fachada para a Operação Condor. Aí planejou, junto com Orlando Bosch, seu crime mais horrendo: a explosão do avião da Cubana, em 6 de outubro de 1976. “O sr. nunca quis ser cidadão norte-americano? Por que? Perguntou José Luis Méndez. “Também não sentia amor pelo país que o acolheu e ao qual serviu com as armas na mão para defender a democracia imperial pelo mundo. “Sem dúvida, não é um bom patriota norte-americano... por que será agora? Será que como agente da CIA, era melhor mantê-lo como John Doe (anônimo), e o governo norte-americano poder negar que sabia se for uma mancada. “Como afirmam no seriado da televisão Arquivo X, a verdade está lá fora”, acrescentou. Segundo o advogado norte-americano José Pertierra, a lei estadunidense estabelece que basta provar que uma pessoa pertenceu ao exército, durante um período de hostilidades, para poder reclamar a naturalização. Basta ter sido membro ativo do exército. E é isso de que se está aproveitando Eduardo Soto. Contudo, mesmo com estes serviços à “pátria”, Posada não classifica, segundo diz textualmente, apegado à lei, a carta do Serviço de Imigração e controle de Alfândega dos Estados Unidos, em 22 de março de 2006, quando o declarou perigoso para a segurança nacional, o qual Soto tentou minimizar. A carta afirma textualmente: “Por outro lado, em 20 de abril de 2004, foi declarado culpado no Panamá de cometer crimes contra a segurança nacional e de falsificar documentos públicos, razão pela qual foi condenado a sete anos e a um ano de prisão, respectivamente. Embora a presidenta do Panamá lhe concedesse depois o indulto por esses crimes, o indulto estrangeiro, de per si, não tem efeito nenhum em relação às leis de imigração dos Estados Unidos.” Falando claro, o fato de a presidenta do Panamá, Mireya Moscoso, lhe ter concedido o perdão, em 2004, pouco antes de terminar seu mandato, não muda nada os crimes cometidos, embora Eduardo Soto se divirta manipulando o tema. É bom salientar um ponto muito importante: quando Posada foi “indultado” no Panamá, o processo ainda não havia acabado pela apelação da Procuradoria, devido a que foi condenado a muito poucos anos de prisão. Agora, a Procuradoria investiga sua saída inopinada. “A estratégia legal de Posada parece que tenta mitigar seu dossiê de terrorista, augüindo que, apesar de ter cometido os crimes citados pelo Departamento de Segurança dos Estados Unidos, no texto da decisão de detenção, Posada era um “soldado” que cumpria as ordens de seus superiores da CIA e da Casa Branca, e conseqüentemente, não é culpado de crime nenhum”, ressaltou José Pertierra. “No entanto, o julgamento dos assassinos nazistas em Nürenberg pôs bem em claro que a responsabilidade legal de um criminoso (e muito menos a de um terrorista) não é menor por ele ter recebido ordens de seus superiores”, acrescentou o representante nos EUA do governo da Venezuela, no pedido de extradição do terrorista. Em 6 de julho, um juíz deverá determinar se outorgará ou não a cidadania a Posada Carriles, ex-soldado, agente da CIA e torturador “durante a guerra do Vietnã”. [ Next Thread | Previous Thread | Next Message | Previous Message ] |