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| Subject: Re: O comentário de quem ?... | |
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Author: Guilherme Statter |
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Date Posted: 20/06/06 20:37:20 In reply to: Adosinda 's message, "Re: O comentário de quem ?..." on 20/06/06 12:46:28 Então procurarei esclarecer o porquê do meu comentário: Quando escrevi que sempre achei fascinantes estas elocubrações mentais sobre o que poderia ser (mas não é... como assinalou o PJNS), estava pensar no fascínio que sempre tive pela leitura de livros de ficção científica. Em particular de autores como Robert Heinlein, Isaac Azimov ou Ray Bradbury. Recomendo em particular o livro de Walter Miller "Um cântico para Leibowitz" (descobri no outro dia que existe uma tradução portuguesa (Europa-América). Parte este livro da hipótese de que a Biblia seria uma espécie de memória de um passado remoto (a que estaríamos condenados a regressar depois de mais uma guerra termo-nuclear de que apenas sobreviveriam alguns poucos... Sodoma e Gomorra teriam sido estruídas por bombas atómicas... etc... etc...) Por outro lado, e ficções à parte, sucede entretanto que – no meu entendimento – existe mesmo um Universo exterior à mente de cada um e que cada um procurará à sua maneira estudar, compreender e interpretar, sendo que esse Universo (e todas as suas componentes) têm uma História. Concreta, vivida e (mais ou menos) registada. Embora seja de assinalar que já houve quem defendesse a ideia de que "não há nada, nenhum objecto de estudo que seja a "História". O que há é prateleiras cheias de livros". Sucede também que os ideólogos da burguesia sempre tiveram tendência a acreditar que a "História se repete", que as ideias de um tempo histórico podem ser "replicadas" e transpostas para outro tempo e outras circunstâncias. Procurando não cair aqui nas armadilhas do radicalismo do "tudo é relativo", sou dos tais que defendo que as ideias de Rousseau (como as de todos os outros pensadores antes e depois) são fruto do seu tempo, pelo que acho de facto fascinante as incursões de tipo mesmo não literário, sobre as diversas alternativas que se poderiam colocar (ou ter colocado) sobre as formas de organização e de distribuição do poder político nesta ou naquela sociedade, mítica, histórica ou utópica. Já acho menos fascinante que "à pala" desse tipo de especulação se faça propaganda (ainda que de forma subliminar) de uma determinada corrente de pensamento, como se não existissem (ou não devam ser conhecidas) outras eventuais possibilidades de interpretação e compreensão da História. Paradoxalmente, os adeptos da Liberdade "absoluta" e "intemporal" (logo não histórica) acabam por presumir que em rigor (ou em coerência...) a Humanidade estaria condenada a um determinado destino. Como se isso estivesse inscrito no código genético e já viesse do "big bang" de há uns 15 mil milhões de anos atrás. E também paradoxalmente são aqueles que defendem liberdades concretas e específicas (e adequadas à vida social concreta dos diversos grupos humanos), são esses que acabam por defender (em coerência...) que o Destino não está predeterminado e que o Futuro depende do querer humano. No meio disto tudo, vá-se lá saber quem tem mesmo razão... [ Next Thread | Previous Thread | Next Message | Previous Message ] |
| Subject | Author | Date |
| o "bem comum" | Adosinda | 21/06/06 12:04:00 |