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| Subject: Escândalo entre terroristas em Miami | |
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Author: Jean-Guy Allard |
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Date Posted: 28/06/06 16:47:48 Escândalo entre terroristas em Miami O ex-diretor da Fundação Nacional Cubano-Americana (FNCA), José Antonio Llama, intentou uma ação judicial por vigarice contra vários de seus colegas, que acusa de se terem apoderado de US$ 1,5 milhão dos fundos que seriam destinados a uma operação terrorista contra Cuba, segundo fontes de Miami. O escândalo financeiro entre terroristas foi divulgado pela Radio Miami em sua crônica “El Duende” e tornado público pelo jornalista Reynaldo Taladrid, na segunda-feira 19 de junho, no programa Mesa-Redonda, da televisão cubana. O jornal El Miami Herald confirmou a denúncia de Llama, na quinta-feira 22, num artigo que dá uma explicação muito mais pomenorizada de um complô para cometer ações terroristas, em que participaram o já falecido presidente da FNCA, Jorge Mas Canosa, e vários diretivos do renomado lobby cubano-americano. “Toñín” Llama disse a este jornal que “ele e outros membros da hierarquia dessa organização criaram um grupo paramilitar para perpetrarem ações de desestabilização em Cuba e liquidar o presidente Fidel Castro”. As palavras “ações de desestabilização” e “eliminar” são eufemismos na Flórida mafiosa para atos de terrorismo e assassinato. UM HELICÓPTERO, DEZ AVIÕES, SETE NAVIOS E EXPLOSIVOS O jornal oficial de Miami confirma numa entrevista a Llama que a FNCA, grupo protegido por todas as administrações norte-americanas desde que foi criada por Jorge Mas Canosa, adquiriu um helicóptero de carga, dez aviões levíssimos com controle remoto, sete navios e abundante explosivo, com o objetivo de realizar ações terroristas. Segundo Llama, esses planos faliram porque o guarda-costas estadunidense arrestou improvisadamente, em 1997, o iate La Esperanza, em frente de Aguadilla, em Porto Rico. A embarcação ia rumo à ilha venezuelana de Margarita, visando assassinar o chefe da Revolução cubana, que participaria da Cúpula Ibero-americana que ali se realizava. Dono do iate, Llama foi acusado, junto com os tripulantes, de complô para assassinar o presidente cubano. No entanto, todos foram absolvidos, em dezembro de 1999, por um júri complacente, por “falta de provas”. El Miami Herald não esclareceu que esse processo foi arranjado por Héctor Pesquera, oficial corrupto do FBI, que depois foi recompensado com a chefia dessa agência em Miami. Ao contrário, Pesquera apreendeu os cubanos que se tinham infiltrado nesses grupos terroristas de Miami para combatê-los. O jornal também não referiu que um dos terroristas detidos no iate La Esperanza, Juan Bautista Márquez, foi preso depois, quando estava sob liberdade caucionada por tráfico de 360 quilos de cocaína e por tentar comprar mais 2.220 quilos de drogas. La Esperanza fazia parte do complô contra Cuba, juntamente com outro iate, o Midnight Express, de 40 pés de comprimento, o qual levaria a Mas Canosa à Ilha, já assassinado Fidel Castro e derrubado seu governo. Llama exigiu que lhe dissessem aonde foram parar os fundos, pois, por exemplo, os aviões teledirigidos foram supostamente vendidos por Pepe Hernández em 1997. O diretor executivo da FNCA, Alfredo Mesa, qualificou de “tentativa de extorsão e difamação” a denúncia de Llama, enquanto Ninoska Pérez Castellón, diretora e porta-voz do grupo que provém da FNCA, o Cuban Liberty Council (CLC), disse que o caso estava “nas mãos dos advogados”. O jornal reconheceu que, “antes, o governo cubano tinha lançado constantes acusações contra os presumíveis planos armados da Fundação”. Acrescentou que “as revelações sobre a criação e o equipamento logístico desse organismo paramilitar secreto fazem parte de uma investigação encetada pelo El Nuevo Herald, no ano passado, e que agora estão aparecendo pela primeira vez”. Mas, de fato, esta se teria alongado demasiadamente, se em Cuba não se tivesse publicado o escândalo, pois Llama se via obrigado a difundi-lo com meios rudimentares na rua. A CONSPIRAÇÃO COMEÇOU EM 1992 Llama destacou que a conspiração criminosa foi tramada no congresso anual da FNCA, efetuado em Naples, Flórida, em junho de 1992. Segundo ele, foi o porto-riquenho Miguel Ángel Martínez que “teve idéia”. Participaram da conspiração vinte diretivos e nomearam José “Pepe” Hernández e Mas Canosa para escolherem os membros do grupo terrorista. “No congresso com diretores e fideicomissos, realizado no ano seguinte (1993), em Porto Rico, os escolhidos começamos a nos reunir e a pensar em tudo que fazia falta comprar”, confessou Llama ao El Miami Herald. O jornal mencionou, “entre os membros do grupo”, Elpidio Núñez, Horacio García e Luis Zúñiga, Erelio Peña e Raúl Martínez, de Miami; Arnaldo Monzón Plasencia e Ángel Alfonso Alemán, de Nova Jersey, envolvido no caso La Esperanza; Fernando Ojeda, Fernando Canto e Domingo Sadurní, de Porto Rico. Não se sabe por que não mencionou outros conspiradores denunciados por Llama: José “Pepe” Hernández, envolvido também com ele no caso La Esperanza; Luis Prieto, Miguel Ángel Martínez, Fermín Pernas e Luis Botifol. Curiosamente, na denúncia de José Antonio Llama não aparecem os nomes de três proeminentes chefes da Fundação: o médico Alberto Hernández, o terrorista Roberto Martín Pérez e sua esposa, a locutora Ninoska Pérez Castellón. Três dos conspiradores, Arnaldo Monzón Plasencia, Raúl López e Manuel “Nolo” García morreram. A compra dos aviões teledirigidos e dos outros equipamentos militares foi feita pelas firmas Nautical Sports Inc., registrada na Flórida, e pela Refri Auto, radicada na República Dominicana, destaca a reportagem. Llama mostrou ao El Nuevo Herald as evidências de transações que conserva em sua casa do sudoeste de Miami. Assegurou que deu US 1.471.840,35 de seus próprios fundos “para financiar o projeto”. Pediram-lhe que solicitassem um empréstimo comercial a seu nome no International Finantial Bank. Pressupunha-se que o empréstimo seria pago por todos, porém não foi assim e ao não poder cumprir o compromisso contraído com o banco, declarou-se na falência. Llama considerou que a quantia avultada lhe foi roubada por vários diretores da Fundação. Os explosivos foram comprados através do notável terrorista Raúl López, que era proprietário de uma firma autorizada para isso, uma coisa muito comum na Flórida mafiosa. Pepe Hernández ordenou López que solicitasse o empréstimo no Ready State Bank, de Miami, para esses fins. Segundo Llama, os explosivos foram jogados de uma embarcação no mar, “perto das Baamas”, por “Nolo” García, quando um guarda-costas baamiano se aproximou do iate de Núñez, onde se encontrava. Um mecânico, Eulogio Amado “Papo” Reyes, confirmou ao El Nuevo Herald que armou os aviões, enquanto José “Pequim” Pujol, terrorista fichado e capitão do El Santrina disse que a Fundação o utilizou desde 1993 como assessor para comprar embarcações. O jornal revelou que Pujol foi citado pelo Grande Júri de EL Paso, Texas, que investiga a entrada ilegal do terrorista Luis Posada Carriles — que este jornal o qualifica de “militante anti-Castro” — nos Estados Unidos. Uns dias depois de 11 de setembro de 2001, houve divergências na FNCA, quando alguns fundadores do grupo comandado por Jorge Mas Canosa, como seu presidente Alberto Hernández; seu tesoureiro Feliciano Foyo, a porta-voz Ninoska Pérez Castellón e os diretivos Diego Suárez, Horacio García, Elpidio Núñez e Delfín Pernas, se recusaram a ir a uma convenção anual convocada em Porto Rico. Depois, criaram o chamado Cuba Liberty Council, que herdou boa parte das ótimas relações dos Bush com estes terroristas. José Antonio Llama, que também não foi a Porto Rico, acusou Mas Santos — a quem hoje exonera — de caudilhismo. 10 DE OUTUBRO DE 2003: BUSH ABRAÇA FERVOROSAMENTE ZÚÑIGA O terrorista Luis Zúñiga Rey, agora denunciado por Llama e cuja participação em ações terroristas foi muitas vezes salientada em Havana, foi recebido, em 10 de outubro de 2003, por George W. Bush, no parque da Casa Branca, o qual o abraçou fervorosamente diante das câmaras da televisão. Dantes, Mel Martínez, hoje senador e nesse momento, alto oficial da administração, tinha participado em 10 de outubro de 2001, da reunião onde anunciou a criação do CLC, no Baltimore Hotel, de Coral Gables, ao lado do próprio Llama e de vários dos conspiradores que denunciou, entre eles, Alberto Hernández, Ninoska Lucrecia Pérez Castellón, Horacio García, Elpidio Núñez e Luis Zúñiga Rey. Falando claro: apenas um mês depois de 11 de setembro, Mel Martínez apadrinha um grupo de terroristas cubano-americanos. Por outro lado, Llama foi o responsável pelo Bureau Espanha, da FNCA, e se encarregou de ampliar as relações entre o Partido Popular espanhol e a FNCA. Em Madri, assistiu a uma reunião que se efetuou na sede do PP, na rua Génova, na qual estiveram Guillermo Gortázar, José María Aznar e Jorge Mas Canosa. Em novembro de 1995, Aznar foi a Miami, onde confraternizou com os líderes da FNCA. Llama incentivou depois a criação na Espanha de uma sucursal da FNCA, dirigida por Gortázar e à qual se somou Carlos Alberto Montaner, terrorista foragido da justiça cubana e hoje comentarista do El Miami Herald. Aznar levou mesmo os reis da Espanha a Miami, que se reuniram com Mas Santos, Pepe Hernández e o próprio Llama. No entanto, o escândalo desencadeado em Miami pela confissão de um alto dirigente da máfia cubano-americana aponta para o FBI, denunciado tantas vezes em Cuba por sua tolerância grosseira do terrorismo, quando os Estados Unidos prentendem travar uma guerra contra o terror. E agora o que fará o FBI? Finalmente, fará uma investigação funda e esperada desta fauna criminosa, que, por suas relações com as mais altas esferas do poder, tenta dispor de patentes de corso para violar a lei? Aproveitará para indagar sobre a forma pela qual Cinco jovens cubanos foram injustamente perseguidos, detidos e condenados precisamente por se infiltrarem nos grupos terroristas do Sul da Flórida? (Jean-Guy Allard) [ Next Thread | Previous Thread | Next Message | Previous Message ] |