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Subject: Re: À espera do efeito dominó - Só mais um comentário


Author:
Guilherme Statter
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Date Posted: 11/05/06 12:41:37
In reply to: Jorge Nascimento Rodrigues 's message, "À espera do efeito dominó" on 8/05/06 20:00:19

>A investigação de Tausch revela que as grandes guerras
>de impacto global, desde os tempos da Revolução
>Francesa, aninharam-se, em regra, no período
>ascendente de um novo ciclo longo económico
(baptizado
>pelo economista Schumpeter como «ciclo de
>Kondratieff»), no meio de prosperidade económica e
>antes de grandes «crashes», que ocorreriam nas décadas
>seguintes. A excepção, em mais de 200 anos, foi a II
>Guerra Mundial, que ocorreu após um «crash» (1929) e
>no decurso de uma longa depressão
, com a segunda
>tentativa alemã de disputa da hegemonia mundial.

É interessante assinalar que mesmo tratando de especialistas em ciências sociais, parece que alguns dos autores não se darão conta do caracter histórico dos fenómenos estudados.
Se há uma "excepção" importa procurar as suas causas (aqui não se aplica a estória do chamado "senso comum" de que "é a excepção que confirma a regra").
Desde logo a causa da(s) guerra(s).
No caso das guerras que aconteceram no "fim do ciclo ascendente" muito provavelmente verificar-se-á que estas se deveram a uma disputa por mercados entre as diversas potências industriais.
Sucede que por volta da passagem do século XIX para o século XX (mais exactamente com o fim da segunda guerra dos Boers) o sistema-mundo passou de uma condição sistémica de sistema "aberto" para uma condição sistémica de sistema "fechado".
A África do Sul terá sido o ultimo bocado de Terra a abocanhar por parte das potências colonialistas então ainda em expansão planetária e veio alimentar - com o OURO para o Banco de Inglaterra - o último fôlego da expansão planetária do sistema.
Assim sendo, mudaram as regras do jogo.
O sistema-mundo entrou como que em "colapso" (não acabou, não ruiu...) e está desde então numa espécie de situação de "coma animado" ou "em estagnação" em que aquilo que vai valendo (e muito, para alguns!...) são o Estado Providência (que abrange para aí uns 15% da população mundial) e umas "guerritas" para animar os mercados.
Pois é, para criar novos "espaços de expansão" o "sistema-mundo" precisa que sejam destruídas muitas das estruturas que já estavam construídas...
A criação de espaços alternativos falhou no caso da URSS. Entretanto é interessante referir que Immanuel Wallerstein considera o período entre 1914 e 1945 (princípio da Primeira Guerra Mundial e fim da Segunda Guerra Mundial) como que uma nova "Guerra dos Trinta Anos" (entre os EUA e a Alemanha) pela hegemonia do sistema.
Mas isto são só uns palpites.

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