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Subject: PORTO RICO


Author:
Porto Pobre
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Date Posted: 6/05/06 10:37:12



PORTO RICO
Estão brincando com fogo

POR NIDIA DÍAZ — do Granma Internacional

O atrito entre o Executivo e o Legislativo porto-riquenhos poderia atiçar demasiadamente os ânimos nessa ilha caribenha e fazer com que o tiro de anexionistas e autonomistas saia pela culatra.

Tudo começou na sexta-feira 28, quando o governador Aníbal Acevedo Vilá, do Partido Popular Democrático (PPD) anunciou que fechariam, por falência fiscal, quase uma centena de sucursais estatais, com a subseqüente demissão de mais de 100 mil funcionários públicos — 40% da força de trabalho — que ficarão sem emprego, a partir de 1º de maio. Entre eles, os professores, fato que terá repercussão em cerca de 600 mil estudantes.

"Nesta ocasião, o governo apenas dispõe de 46% de seu orçamento, razão pela qual determinou garantir os serviços essenciais de saúde e previdência", disse Acevedo Vilá.

Para impedir o pior, faz falta que o Legislativo, designadamente a Casa dos Representantes — sob controle do anexionista Partido Nacional Progressista (PNP), do ex-governador Pedro Roselló — aprovasse um empréstimo de US$ 638 milhões — que já foi aceito pelo Senado — com o qual cobriria os gastos do quadro de pessoal e o funcionamento do aparelho estatal.

Por sua vez, a Câmara Baixa exige que o Executivo, em primeiro lugar, aprove um novo acréscimo ao imposto ao consumo, medida que resultou em rechaço popular, tendo em consideração que o povo teve que agüentar aumentos consideráveis no montante da cesta básica e noutros bens e serviços, como por exemplo, a água e a gasolina, que encareceram em 100% e 40%, respectivamente.

Não bastasse isso, uma notícia da AP revelou que os "garotos" do ex-governador Pedro Roselló querem obrigar Acevedo Vilá a aceitar a definição sobre o estatus político e territorial de Porto Rico.

Noutras palavras, a bancada majoritária do Partido Novo Progressista exige que o Partido Popular Democrático, no poder, aceite a anexação da Ilha aos Estados Unidos, quando essa organização é defensora do atual estatus do Estado Livre Associado.

Nesse sentido, o jornal El Nuevo Día acusou o ex-governador de ser responsável pela atual crise em que está mergulhado o país, ao tentar demonstra que a ilha só se poderia salvar, se passasse a fazer parte da União Americana. Nem tírios nem troianos.

Na verdade, a alternância no poder de uns e outros é a razão da séria crise que enfrenta o país, uma vez que nenhuma das duas organizações levou em conta, antes nem agora, as necessidades do povo, e, pelo contrário, concederam privilégios fiscais ao grande capital, tornando possível a sonegação de impostos daqueles que mais possuem e o esbanjamento do dinheiro público, responsáveis pelo acúmulo exorbitante da dívida externa e pela inaptidão do governo para não oferecer outra alternativa que a demissão maciça em setores como o do magistério e o de outros funcionários públicos.

Enquanto isso, sob o lema de Porto Rico grita, o povo deste país se mobilizou e 24 horas depois do anúncio descabelado da demissão maciça, protagonizou uma passeata que reuniu, segundo estimativas da polícia, entre 45 mil e 50 mil pessoas em frente do Capitólio de San Juan, que reivindicaram de ambos os poderes a solução da crise e sua disposição a que o povo não seja que pague os custos.

Exigiram a restituição do imposto aos lucros do capital, que devia ser de 30% e diminuiu para 5%, e impor um imposto à corporação de capital estrangeiro e às chamadas megalojas.

A disputa entre anexionistas e autonomistas talvez acabou na hora da publicação deste artigo. Foi assim ao longo dos anos de uma alternância viciada no poder.

Apesar disso, as manifestações multitudinárias da sexta-feira 28, mais além de dar solução da disputa entre o Executivo e o Legislativo, evidenciam que o povo porto-riquenho tem capacidade de mobilização e está farto da abulia e do descaso dos que governam.

Preparado o cenário de lutas populares face à falência do Estado Livre Associado, poderia ganhar forças à procura de um novo Porto Rico.

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