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Subject: Terror é terror


Author:
JIM DEFEDE
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Date Posted: 13/04/06 16:37:23





Terror é terror, tanto em Londres
quanto em Cuba

POR JIM DEFEDE
(Do The Miami Herald)

OS corpos ainda eram tirados dos entulhos, quando a representante Ileana Ros-Lehtinen fez depoimentos condenando o que chamou de «bárbaro» atentado terrorista em Londres.

«O fato de matar pessoas inocentes é insidioso e demonstra o total desrespeito dos terroristas à humanidade», disse a republicana de Miami. «Os que perpetraram essa ação inescrupulosa devem saber que nossa determinação para combater o terrorismo é firme e que não faremos concessão nenhuma perante tamanho crime».

Palavras fortes.

Mas onde estava o repúdio da congressista quando defendeu Luis Posada Carriles, um homem que se gabava de ser autor de ações terroristas à bomba em hotéis de Havana, onde morreu um turista italiano, mesmo que consideram que fez explodir um avião cubano?

Onde é que está sua vontade de «combater o terrorismo» quando, há dois anos, pediu à presidenta do Panamá a liberdade de Pedro Remón, Guillermo Novo e Gaspar Jiménez?

Esses homens, juntamente com Posada, foram condenados no Panamá ao porem em perigo a segurança pública, acusação devida a um complô para destruir com explosivos um centro universitário que Fidel Castro visitaria.

Ros-Lehtinen e seus colegas representantes Lincoln e Mario Díaz-Balart, escreveram à presidenta panamenha Mireya Moscoso e lhe pediram que perdoasse os quatro homens. E num dos seus últimos gestos, antes de deixar a presidência, Moscoso fez a vontade deles.

Ros Lehtinen e os Díaz-Balart defenderam a carta, recém-revelada no Panamá, em que se afirma que os quatro homens foram detidos «sob circunstâncias e procedimentos legalmente questionáveis».

Ros Lehtinen aspira, presentemente, a ser a próxima presidenta do Comitê das Relações Internacionais da Câmara, o qual a tornaria numa das figuras principais do Congresso quanto à política exterior e à guerra mundial contra o terrorismo.

Mas, qual a autoridade moral que ela pode dar a esse cargo, quando presta ajuda a indivíduos que muitos consideram terroristas?

Remón, por exemplo, declarou-se culpado de fazer explodir a legação cubana, em Nova York, em 1986.

Novo, membro do violento grupo anti-Castro Omega-7, foi convicto em 1976 do assassinato do diplomata chileno Orlando Letelier. O veredicto foi revogado por apelação.

Jiménez e outro homem cumpriram seis anos de prisão, depois de tentarem seqüestrar um diplomata cubano no México e matarem, em seu lugar, seu guarda-costas. Os promotores julgaram também Jiménez por colocar uma bomba no carro do comentarista de rádio Emilio Milián, o qual perdeu ambas as pernas por causa da explosão. Um novo promotor anulou o veredicto, referindo que havia problemas com uma testemunha.

E finalmente Posada.

Quão diferente é colocar bombas em hotéis e restaurantes de Havana do que nos metrôs de Londres?

Posada, que nega ter feito explodir o avião cubano, gabou-se frente à imprensa dos atentados à bomba nos hotéis de Havana.

Quando suas fanfarrices ocasionaram problemas aos advogados de defesa de Miami, retratou-se. Hoje, já não mais discute o assunto das bombas. Queria falar com Ros Lehtinen. Na sexta-feira 8, de manhã, liguei para seu secretário de imprensa e expliquei-lhe exatamente o assunto. Disse-me que tencionaria novamente tratar do assunto comigo, mas não o escutei mais, nem a congressista, apesar das várias ligações que fiz.

O empenho de Ros Lehtinen a favor destes quatro homens não devia supreender ninguém. Quando se candidatou para o Congresso, pela primeira vez, veio acompanhado de outro militante cubano, Orlando Bosch, conseguindo assim ser eleita.

Mas quem vence eleições nalguma localidade de Miami, é pura hipocrisia em outra parte qualquer.

Ou você acredita que o terrorismo é bárbaro ou não. Ou você acredita que os que perpetram tais ações desrespeitam a humanidade ou não .

A nobreza de sua causa não poder ser um pretexto para o terror, pois todo terrorista acredita que o que faz está certo. Ora, a única maneira de combater o terrorismo é enfrentando todas suas formas e não só quando seja politicamente conveniente.

POR JIM DEFEDE
(Do The Miami Herald)

OS corpos ainda eram tirados dos entulhos, quando a representante Ileana Ros-Lehtinen fez depoimentos condenando o que chamou de «bárbaro» atentado terrorista em Londres.

«O fato de matar pessoas inocentes é insidioso e demonstra o total desrespeito dos terroristas à humanidade», disse a republicana de Miami. «Os que perpetraram essa ação inescrupulosa devem saber que nossa determinação para combater o terrorismo é firme e que não faremos concessão nenhuma perante tamanho crime».

Palavras fortes.

Mas onde estava o repúdio da congressista quando defendeu Luis Posada Carriles, um homem que se gabava de ser autor de ações terroristas à bomba em hotéis de Havana, onde morreu um turista italiano, mesmo que consideram que fez explodir um avião cubano?

Onde é que está sua vontade de «combater o terrorismo» quando, há dois anos, pediu à presidenta do Panamá a liberdade de Pedro Remón, Guillermo Novo e Gaspar Jiménez?

Esses homens, juntamente com Posada, foram condenados no Panamá ao porem em perigo a segurança pública, acusação devida a um complô para destruir com explosivos um centro universitário que Fidel Castro visitaria.

Ros-Lehtinen e seus colegas representantes Lincoln e Mario Díaz-Balart, escreveram à presidenta panamenha Mireya Moscoso e lhe pediram que perdoasse os quatro homens. E num dos seus últimos gestos, antes de deixar a presidência, Moscoso fez a vontade deles.

Ros Lehtinen e os Díaz-Balart defenderam a carta, recém-revelada no Panamá, em que se afirma que os quatro homens foram detidos «sob circunstâncias e procedimentos legalmente questionáveis».

Ros Lehtinen aspira, presentemente, a ser a próxima presidenta do Comitê das Relações Internacionais da Câmara, o qual a tornaria numa das figuras principais do Congresso quanto à política exterior e à guerra mundial contra o terrorismo.

Mas, qual a autoridade moral que ela pode dar a esse cargo, quando presta ajuda a indivíduos que muitos consideram terroristas?

Remón, por exemplo, declarou-se culpado de fazer explodir a legação cubana, em Nova York, em 1986.

Novo, membro do violento grupo anti-Castro Omega-7, foi convicto em 1976 do assassinato do diplomata chileno Orlando Letelier. O veredicto foi revogado por apelação.

Jiménez e outro homem cumpriram seis anos de prisão, depois de tentarem seqüestrar um diplomata cubano no México e matarem, em seu lugar, seu guarda-costas. Os promotores julgaram também Jiménez por colocar uma bomba no carro do comentarista de rádio Emilio Milián, o qual perdeu ambas as pernas por causa da explosão. Um novo promotor anulou o veredicto, referindo que havia problemas com uma testemunha.

E finalmente Posada.

Quão diferente é colocar bombas em hotéis e restaurantes de Havana do que nos metrôs de Londres?

Posada, que nega ter feito explodir o avião cubano, gabou-se frente à imprensa dos atentados à bomba nos hotéis de Havana.

Quando suas fanfarrices ocasionaram problemas aos advogados de defesa de Miami, retratou-se. Hoje, já não mais discute o assunto das bombas. Queria falar com Ros Lehtinen. Na sexta-feira 8, de manhã, liguei para seu secretário de imprensa e expliquei-lhe exatamente o assunto. Disse-me que tencionaria novamente tratar do assunto comigo, mas não o escutei mais, nem a congressista, apesar das várias ligações que fiz.

O empenho de Ros Lehtinen a favor destes quatro homens não devia supreender ninguém. Quando se candidatou para o Congresso, pela primeira vez, veio acompanhado de outro militante cubano, Orlando Bosch, conseguindo assim ser eleita.

Mas quem vence eleições nalguma localidade de Miami, é pura hipocrisia em outra parte qualquer.

Ou você acredita que o terrorismo é bárbaro ou não. Ou você acredita que os que perpetram tais ações desrespeitam a humanidade ou não .

A nobreza de sua causa não poder ser um pretexto para o terror, pois todo terrorista acredita que o que faz está certo. Ora, a única maneira de combater o terrorismo é enfrentando todas suas formas e não só quando seja politicamente conveniente.

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