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Subject: A crise em torno do Irão


Author:
Cuanhama Mandume
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Date Posted: 1/05/06 23:49:56

Pequim e Washington interpretam de qual a seu modo a responsabilidade global.

Com as negociações que o presidente dos EUA, George W. Bush manteve com o seu homólogo da RPC, Hu Jintao , fechou-se um circulo lógico da política global ao nível da cimeira sobre o Irão .
Como era de esperar, o líder Chinês disse `` não ´´ a toda acção de força contra o Irão , por exemplo, as sanções da ONU , ao declarar na conferência de imprensa final que se pode sair da crise nuclear Iraniana por via diplomática . O que era de prever , por exemplo, depois do encontro diplomático de Moscovo , no dia da partida de Hu Jintao para os EUA , quando se reuniram os vice–ministros dos negócios estrangeiros dos países membros do Conselho de Segurança da ONU mais a Alemanha . A Rússia e a China, dois países com direito a veto no Conselho de Segurança , confirmaram no encontro que não haverá sanções , porque Moscovo e Pequim se opõem .
Dificilmente se podia esperar que o líder Chinês mudasse de atitude . De modo que agora Washington terá que decidir o que fazer: aceitar entabular negociações directamente com o Irão ( Esta ideia circula nos meios diplomáticos), empreender uma acção armada a sós ou fazer algo mais ?
Porquê o Irão mantém esta postura? Imaginemos uma variante extrema que os EUA tanto temem ! Um Irão possuidor da bomba atómica e dominante na área do Médio Oriente , onde por obra dos EUA desapareceu o Iraque como velho contrapeso á influência Iraniana .
Para os EUA isto representa quase uma catástrofe. E não seria grave para a China esta série de acontecimentos ? Com efeito porque 15% do petróleo que a China importa provém do Irão e ainda porque este país encabeça a lista dos abastecedores de petróleo a Pequim se torna mais sério . Além do contrato que a China tem firmado com o Irão para a aquisição de 250 milhões de toneladas de gás durante 25 anos .
Agora imaginemos outra variante extrema no desenvolvimento dos acontecimentos em torno do Irão : a operação militar dos EUA . Uma operação completa , com a ocupação do país à imagem e semelhança da que se lançou contra o Iraque . Em princípio a maioria dos especialistas pensam que os EUA não têm condições de realizar tal tarefa por várias razões. Mas suponhamos que tente ? Em tal caso o problema principal para Pequim não será já o Médio Oriente mas sim a bacia do Cáspio e a Ásia Central .
A presença da maquinaria bélica Norte Americana na bacia do Cáspio pode significar um descalabro na política Centro Asiática de Moscovo e Pequim ( que a coordenam no tratado da Organização de Cooperação de Xangai ). O oleoduto de 386 Km que se pensa construir desde o Irão até ao norte do Cáspio, de onde o petróleo Iraniano terá que entrar no oleoduto Kasaquistão- Sinkiang, é um dos projectos que poderiam ser torpedeados ou tomado sob o controle dos interesses dos EUA.
A fronteira noroeste da China , protegida mediante convénios de segurança e cooperação económica ficará em risco e vulnerável ás forças dos EUA .
Portanto as chaves para resolver este delicado problema estão nas mãos de Washington . E o pior ( se tomarmos em conta a experiência do Iraque e o caos subsequente que reina nesse país) , não ficam nas mãos de ninguém .
A proposta para a China ser a ``responsável principal ´´ da comunidade internacional de resolver este problema , saiu da boca de Bush durante a recente visita de Hu Jintao . Em tal caso o convidado poderia ter feito esta pergunta . Porque razão as intenções do outro `` responsável principal ´´ ou seja dos EUA em relação ao Irão aparecem evidentemente com intentos de tomar debaixo do seu controle as principais vias de abastecimento de petróleo à China ? Será esta a maneira correcta de tratar o assunto ?
Porque motivo é igual a política provocadora que os EUA aplicam ao Sudão ( mais de 5% do petróleo no balanço energético da China ) , porquê a negativa de encontrar uma fórmula de compromisso com a Coreia do Norte numa crise parecida com a do Irão, atentando também contra a estabilidade da China ?
É certo que Pequim não é o único que pode ter esta sensação . Os militares norte americanos no Cáspio criam também problemas semelhantes para Moscovo ; uma cunha militar americana entre a China e a Rússia é uma ameaça para os projectos relacionados com o vizinho Turquemenistão e outros países da Ásia Central . Como a crise Coreana também ameaça por igual Pequim e Moscovo .
Pode ser que o problema não esteja no Irão ou na Coreia do Norte , porque não existem dados provados que estes dois países já obtiveram armas nucleares ou tenham capacidade para as obter .
Pode ser que o verdadeiro motivo esteja nos planos dos EUA em contrariar o processo da China se tornar numa potência mundial . Talvez também para privar a Rússia da sua política de aproximação a oriente .
Pequim tem critérios como pode estruturar as suas relações no sentido de uma sociedade anónima global , sem grandes sobressaltos nem confrontos . A rota da viagem de Hu Jintao aos EUA começou por uma visita à empresa Boeing em Seatle na Costa do Pacífico, servindo de uma contraposta tácita Chinesa à actual política Americana. Porque a Boeing ganha exportando para a China 4 mil milhões de dólares anualmente e não é a única empresa Americana que tanto depende de Pequim . Sendo a terceira potência comercial, depois dos EUA e Alemanha a China alcançou esta posição em grande medida graças aos investimentos norte americanos na produção Chinesa. Estes investimentos foram feitos para fabricar na China produtos destinados ao mercado norte americano. E para prosseguir este processo Pequim necessita de fornecimentos estáveis de matérias primas energéticas .
Portanto compreende-se a recusa de Pequim ao aventureirismo Americano . Assim como os fortes receios de Moscovo .
Mandume

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