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Subject: NA ORDEM NATURAL DAS COISAS A CHINA É O CENTRO DO MUNDO


Author:
Leonídio Paulo Ferreira (DN, 23.07.2007)
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Date Posted: 23/07/07 17:11:43
In reply to: Fernando Dantas 's message, "´China vai dominar indústrias´, diz economista chinês Dong Tao" on 9/07/07 12:08:22

Quando os Estados Unidos nasceram, em 1776, a China era o país mais rico do mundo. Ambiciona agora voltar a sê-lo, destronando os americanos. Talvez antes de estes celebrarem o terceiro centenário. Com 11,5% de crescimento no primeiro semestre de 2007, a China no final do ano ultrapassará a Alemanha para se tornar a terceira potência económica. Em 2005, graças a essas taxas de dois dígitos que duram há 30 anos, tinha já deixado para trás França e Reino Unido. Seguir-se-á o Japão. E, um dia, os Estados Unidos. É a ordem natural das coisas. Com 1300 milhões, a China é o país mais populoso. Em termos absolutos, parece destinada a ser o mais rico.

A decadência chinesa (invertida nos anos 80) é recente como fenómeno histórico. Nos tempos de Qianlong, o último grande imperador, o gigante asiático era ainda uma potência de respeito. Uma embaixada britânica enviada a Pequim em 1793 ficou chocada ao ser tratada como vassala. A Lord McCartney foi exigido o kowtow, acto de submissão composto por ajoelhamento e toque da cabeça no chão - três vezes. A visita correu mal, porque os britânicos recusaram. Mas, até então, russos, portugueses e holandeses cumpriam o cerimonial. Uma decisão pragmática em nome do negócio. Gerida por eficientes mandarins, a China contribuía ainda em 1820 com 32,9% do PIB mundial. Nesse mesmo ano, os jovens Estados Unidos só valiam 1,8%. E a Europa, embora rica, estava ainda no início da sua industrialização maciça.

Um século de imperadores fracos (os britânicos regressaram em 1842 e conquistaram Hong Kong), revolução republicana, ocupação japonesa e guerra civil deixaram a China pobre. Quando Mao Tsé-Tung proclamou em 1949 a República Popular, o país valia apenas 4,5% do PIB mundial. E foi preciso esperar pela morte de Mao para que os chineses reaprendessem a produzir riqueza. Quem olhasse para Hong Kong e Taiwan adivinharia o resultado. Os números, em alguns casos, batem já os dos Estados Unidos: por exemplo, 461 milhões de telemóveis contra 219 para os americanos. Noutros, o atraso ainda é significativo (32 milhões de automóveis contra 136 nos Estados Unidos), mas o fosso diminui.

Os chineses são ainda muito mais pobres que os americanos. Mas como um todo estão a cumprir a profecia de Napoleão: "Quando a China acordar, o mundo tremerá." De repente, hábitos de consumo ocidentais chegam a 1300 milhões de pessoas. Consumo que implica a busca global de matérias-primas. A China é já um importador de alimentos, afectando os mercados. E a sua sede energética contribui para o alto preço do petróleo. Nada do que se passar na China deixará de afectar o planeta. E tanto pode ser o êxito como primeira potência, como a crise devido ao sobreaquecimento da economia. Certo é que ao seu país os chineses chamam Zhongguo, "País do meio". Do mundo.

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