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Date Posted: 19:04:28 04/27/07 Fri
Author: Zelia Nobre (Harmada - João Gilberto Noll)
Subject: Boa Noite

A obra de João Gilberto Noll, Harmada, segue uma trajetória, ao mesmo tempo lúcida e alucinada de um artista, um cidadão sem nome, que se apresenta como ator, flagrado num determinado instante de sua vida completamente derrotado, mas que encontra forças para se reconstruir e através de uma jovem, que pode ser sua filha, formular um projeto que vai mudar o seu destino.
O personagem da obra é uma pessoa acomodada não se preocupa com futuro vive apenas o momento, para ela basta ter três refeições ao dia e um teto para dormir já esta de bom tamanho, ele vive da insuficiência que o real nos apresenta, sendo assim, o protagonista vai traçando seu caminho por vários lugares, vai a bares, rio, teatro, asilo e por fim parece encontrar uma moradia fixa em um bom apartamento com vista para cidade Harmada. O personagem descreve outras pessoas classificando-as como bonitas, loiras... Mas em momento algum ele fala de si próprio não apresenta nenhuma caracterização nesse sentido não se sabe se é feio, bonito, gordo ou alto, esse aspecto não é observado pelo leitor durante a leitura.
Parte da critica brasileira se debate para entender os textos de Noll à luz de uma contemporaneidade de imagens rarefeitas apontam-se o encurtamento da narrativa, a fragmentação, a busca ao mínimo detalhe, a atenção ao relevante. Diante disso a narrativa segue, não volta ao passado é sempre o presente eternizado. O protagonista de Harmada em alguns momentos parece esta “delirando”, isso faz com que o leitor passe a imaginar, construir o sentido devido às coisas “meio soltas” como está num lugar de repente já está em outro... Está falando de algo e logo passa para outro... Isso faz parte da literatura contemporânea, tudo é muito rápido.
É possível uma familiaridade do protagonista de Harmada com o amigo Bruce, os velhinhos do asilo e com Cristina que por fim o considera como pai e apresenta-o aos repórteres como sendo seu pai.
A representação invisível de Noll é também indescritível. È a potência do texto que se preserva e renova numa subjetividade que não se deixa prender por imagens que transita no decorrer da história. Ao contrário dos romances dos anos 60/70, o protagonista de João Gilberto Noll Não representa a melancolia do fim da linha, a desilusão pelas utopias, a fatalidade. Ele não é exatamente fruto dos resquícios do intelectual orgânico.

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