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Subject: Teoria da conspiração


Author:
António Vilarigues (Público, 14.11.2008)
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Date Posted: 14/11/08 22:17:22

Omundo está confrontado com uma das mais graves crises do sistema capitalista. Sucedem-se as análises e as propostas. Os media são literalmente inundados de artigos, entrevistas, debates e declarações.
Quais as causas? O capital monetário está cada vez mais concentrado e valendo menos. Porque, mantendo-se a necessidade vital de criação de mais-valia e agudizando-se o desenvolvimento da contradição fulcral entre a capacidade de produção e a capacidade de consumo, esse capital monetário está cada vez mais empolado pela desmedida circulação D-D' (troca de dinheiro por mais dinheiro). Com intervenção também cada vez mais relevante do crédito, até pelos constrangimentos e travões na evolução dos níveis salariais.
Onde estamos? A crise financeira vai continuar a agravar-se, na medida que mais ajustamentos serão necessários nos mercados de capitais e no sector bancário, nomeadamente tendo em conta o grau de inflação dos activos financeiros. A actual crise financeira é apenas a ponta do iceberg. Estima-se que a capitalização bolsista, a dívida titularizada e os activos financeiros em posse dos bancos comerciais representem mais de 4,2 vezes o produto mundial.
Ainda e sempre o exemplo irlandês. A Irlanda foi o primeiro país europeu a entrar em recessão, o que nos mostra que, só por si, a formação profissional e o aumento das qualificações de um povo - questão de enorme importância, não se nega - não são suficientes. A Irlanda serviu de placa giratória ao investimento estrangeiro, americano e inglês, que foi o mais atingido pela crise, o que põe em evidência a importância decisiva de um forte e dinâmico sector empresarial do Estado.
Esta crise resulta, por um lado, da contradição entre a sobreprodução e sobreacumulação de meios de produção. Por outro, da contracção dos mercados e níveis de consumo decorrentes das desvalorizações salariais e abismais assimetrias de rendimentos, agravadas pelas reduções das despesas públicas e pouca solvabilidade de inúmeros países.
A substituição dos salários dos trabalhadores e dos rendimentos da população - incluindo pensões - pelo estímulo ao crédito numa espiral de endividamento serviu e serve inteiramente o propósito da extracção de benefícios pelos detentores do capital financeiro. Mas não só se revelou insuficiente e transitória, como se tornou num factor central de aprofundamento da crise. Agravado ainda pelo endividamento dos Estados e das pequenas empresas.
Vários e competentes economistas reúnem publicamente com Jerónimo de Sousa. Os 180 membros da direcção do PCP dedicam um dia inteiro apenas a analisar a crise do capitalismo. As suas causas e consequências. A sua expressão em Portugal. Trata-se de algo inédito por parte dos comunistas. É que, recorde-se, o XVIII Congresso realiza-se já no último fim-de-semana de Novembro e nunca tal hiato se tinha verificado durante a preparação deste órgão máximo. Mais. Foi o único partido político português que realizou uma reunião com estas características.
Qual a cobertura da comunicação social? Os jornalistas estão presentes. Na esmagadora maioria dos casos, elaboram as suas peças. Mas estas não vêem a luz do dia. Nos jornais e revistas da especialidade, é quase preciso andar com uma lupa para encontrar uma análise marxista da crise.
Eu sei que este silenciamento global, sistemático e sistémico das posições dos comunistas portugueses sobre a crise do capitalismo é pura coincidência. Eu sei que não há nenhuma central de comunicação no Governo, nem nos banqueiros, nem nas associações patronais. Mas lá que parece, parece...
Antes que me esqueça e me acusem de plágio: muito do que acima foi escrito baseia-se nas análises públicas dos economistas Sérgio Ribeiro, Pedro Carvalho e Carlos Carvalhas. Bem como no documento de 27 de Outubro do comité central do PCP. Está tudo disponível em www.pcp.pt. Especialista em sistemas de comunicação e informação

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