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Subject: 13


Author:
Adro Crow
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Date Posted: 05:21:46 05/11/02 Sat



The moon was the spell of hers eyes.... the night!!!
The eerie voice of hers esquizofrénic mind led him to the abyss…
He was happy, because he knows that it was his destiny….


O céu cinzento, oferecia um dia calmo, um dia escuro, um dia morto, um dia como outro qualquer. O manto branco que cobria toda paisagem, todo o ver..... dava tons de monotonia e beleza ao dia, um espectacular quadro, onde se podia ver aquilo que todos temos, e ninguém entende, o dom de ver, tocar em algo tão perfeito como a natureza, mesmo que naquele momento estivesse queimada pelo gelo, e o céu coberto por nuvens densas que para minha felicidade cobriam o sol.... não, não gosto de sol, não gosto de sentir calor, não gosto de ver a minhas penas a quase que a encaracolarem, para além disso as minhas presas, tendem em se esconder do calor, tal como nestes dias se tendem em esconder do vazio, limito-me então a esperar que algum outro animal, tenha a paciência de caçar, comerei os restos. Por isso pousei neste carvalho, para fazer o que sei fazer melhor, esperar!
Durante a minha espera vi um mulher caminhar sobre a neve.... um vestido vermelho escuro, parecia uma mancha de sangue sobre a neve, seus cabelos eram como raios solares..... irónico visto que o dia se aproximava do fim, e o céu continuava a cobrir o sol... ela caminhava lentamente, olhando o chão como se o mundo tivesse sobre as suas costas, e não lhe permitisse gozar o universo, mantive-me ali observando-a, enfim ela parou, mesmo por baixo do meu carvalho, do que eu chamava de casa. Finalmente ela olho em volta, inclusive para cima, olhou-me fitei-a, tinha olhos muito claros, de uma cor muito bela, cinzentos, penso que eram cinzentos, o qual fazia um contraste belíssimo, os seus olhos eram como o céu, e os seus cabelos como o que o céu escondia. Quando ela me fitou, disse "olá desculpa estar-te a incomodar!" que vontade tive eu de responder aquela voz meiga, e dizer-lhe que não era incomodo algum, que a solidão por vezes me sufocava, e eu até gostava de ver as pessoas, por vezes ia até a aldeia mais próxima, só para ver as pessoas, mas elas davam-me um valor negativo, diziam que eu e os meus camaradas, somos as aves da morte..... da morte!
Enfim, após muito tempo de a ver ali sentada sobre a raiz da minha casa ao frio, vi chegar outro vulto, pelo andar, pelo tamanho percebi que era um homem, chegaram perto um do outro e beijaram-se, em mim vieram inúmeras imagens mas a primeira foi a de um amor impossível. Numa das vezes que fui até a aldeia, parei por um parque onde uma senhora contava uma historia aos miúdos, que devoravam, os baloiços, os escorregas do pequeno parque! Ela contava a historia de duas famílias que se odiavam, mas que dois elementos de ambas as famílias se apaixonaram, acho que se chamava Romeu e Julia. Quando pararam de se beijar ficaram alguns minutos a olhar um para o outro, no silencio da noite, e já iluminados pela lua eles trocaram juras de amor eternos, alias ele trocou, ela parecia-me fria, distante, com aqueles olhos, com aquela voz, não esperava que ela fosse tão gelada como a própria neve que pisava, começaram a andar, eu devo admitir que sou muito curiosa, e segui-os, a certa altura até me pensei como o anjo protector daqueles dois, bem o corvo protector, pararam junto a um abismo, procurei uma arvore que me desse a precessão do que aconteceria, apenas encontrei umas rochas mais altas. Voltaram a beijar-se, senti-me incomodada, também a muito tempo que não tinha um companheiro.... um corvo macho! Desviei o olhar até o céu, mesmo sendo de noite podia ver que já não haviam nuvens, e a lua, quase cheia iluminava muito bem aquele abismo. Voltei a olhar para o casal, estavam frente a frente cada vez mais a beira do abismo, a lua reflectia nos olhos dela como se estivessem enfeitiçados, ela era a noite, o frio que ela emanava, as duas luas... para minha supressa comecei a ouvir vozes de mulher dizendo varias coisas ao mesmo tempo, ela abriu despiu o vestido, nua, abriu os braços, as vozes vinham dela, ele aproximou-se do corpo dela, ajoelhou-se sobre o seu corpo, beijou-lhe o ventre, evolveram-se como se fossem apenas um... um rolo de carne diria eu, quando aqueles momentos de.... (não sei que dizer) terminaram ele vestiu-se, ao contrario dela que continuava nua, em pé diante dele.
Ele levantou-se beijou-a, sorriu e atirou-se do abismo. Eu fiquei perplexa a olhar aquilo, ela vestiu-se, arranjou-se, caminhou até as rochas onde eu estava olhou-me e disse "vamos 13 ?" eu levantei vou e acompanhei-a.
Julieta, a historia era Romeu e Julieta!


Adro Crow 5-Mai-02

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