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Date Posted: 02:54:45 07/03/02 Wed
Author: =SDN=
Subject: Re: artigo jn
In reply to: dread_social 's message, "Re: artigo jn" on 13:10:32 07/02/02 Tue

Entrevista(mdg)do JN

"A gera manda props"

Mind Da Gap regressam com «Os suspeitos do Costume»

CRISTIANO PEREIRA

Os Mind Da Gap estão de regresso com mais um disco: «Os Suspeitos do Costume». Com entrada directa no top de vendas, o novo trabalho do trio de rappers tripeiros segue as mesmas coordenadas que já se lhe reconheciam: ritmos hip-hop cruzados com letras de crítica social. O resultado final é positivo.
Arriscar-se-ia a dizer que os Mind Da Gap são os percussores do hip-hop fabricado a norte do rio Douro. Com efeito, passa agora uma década desde que se iniciaram nestas lides. Hoje, já outros projectos da mesma estirpe germinam pelo Porto. O MC Presto acha normal: «Agora há hip hop em qualquer lado. Mesmo quando vamos tocar ao interior vemos putos na primeira fila que ouvem e conhecem bastante hip hop», afirma um dos responsáveis pelas palavras da banda que abriu portas para o surgimento de nomes como os Dealema ou Circuito Secreto.

Faça você mesmo
Com efeito, o hip-hop nunca esteve tão fértil como hoje. Cada vez surgem mais discos, novas formações surgem por todo o lado e o público não cessa de aumentar. Tudo isto é positivo. «Para fazer hip hop nem é preciso ter uma banda», assegura DJ Serial ao JN, «podes fazer as tuas rimas em casa e se tiveres um PC até fazes a música».
O laboratório musical dos Mind Da Gap está instalado em pleno coração da cidade do Porto, ali a escassos metros da Câmara Municipal. É lá que dão forma à sua arte, partindo quase sempre de uma base instrumental da autoria do DJ Serial e encaixando, posteriormente, as letras da dupla de MCs Presto e Ace. As matérias abordadas variam mas a crítica mordaz é quase sempre evidente: há histórias de dealers na baixa do Porto, recados mandados «a todos aqueles que aparecem nas capas das revistas cor de rosa» e até ao própriointerior do movimento hip-hop. Facto lamentável: no libreto que acompanha o disco, todos as letras «Q» foram substituídas pela letra «K», uma tendência que se tem vindo a generalizar com o aparecimento da internet e a proliferação das muito em voga mensagens e
scritas dos telemóveis. O MC Ace tem uma justificação curta: «Foi mais prático».

Porrada mental
A dada altura, ouve-se no disco: «As namoradas destes gajos têm fotografias nossas na parede». Questiona-se a relevância de semelhante afirmação. MC Ace dispara: «Isso significa que os gajos que têm namoradas com bom gosto», afirma lacónico. «Até podem ser skinheads», goza DJ Serial. E aproveita a deixa: «A minha namorada é mulata e há pouco tempo passou um casal de skinheads por ela. Acho que ficaram a olhar com cara de maus». Pois é: eles andam aí. MC Ace não hesita em dizê-lo: «O movimento hip hop é o grupo que pode fazer mais frente a esse tipo de pessoas», sustenta. E deixa o recado: «Se eles começarem outra vez a dar muito nas vistas habilitam-se a levar um tareão». O representante da editora mete-se na conversa. E afirma: «Em relação aos skinheads, tenho uma teoria
muito simples e muito portuguesa: foi falta de porrada quando eram pequeninos». Um dos rappers acrescenta: «Porrada mental».

Existem lóbis
A lucidez do discurso patente nas letras e nas mensagens avulsas do libreto são intervaladas por alguns rasgos de calão pós-moderno. Por exemplo: o que significará a expressão «A gera manda props»? DJ Serial parece admirado com a dúvida: «Não vês o Curto Circuito?», questiona com alguma incredulidade. Mas explica: «Isso é uma espécie de saudação», assegura.
O trio de rappers são unânimes a considerar que ao longo desta década foram, não raras vezes, alvo de injustiças de vária ordem. E vão mais longe: «Há lóbis e interesses contra os Mind Da Gap», assegura o sempre irreverente MC Ace. «Há falta de respeito e há muitos críticos que são uns grandes cromos», barafusta. Imparável no seu discurso, o artista prossegue: «Há muita gente neste país que está a precisar de levar uma trepa!». Sem espinhas.

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