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Date Posted: 13:03:07 08/02/03 Sat
Author: Pedro
Subject: Re: Semana 13: "vasto mundo"?
In reply to: HIlda Simone 's message, "Re: Semana 13" on 09:23:37 07/31/03 Thu

Hilda, Prof.a Vera e Colegas,

Hilda,

vou-me concentrar nessa sentença/nesse enunciado, em ralação ao qual teria ressalvas": (...) Por isso é vital entender o papel do pensamento metafórico, que nos leva a determinadas atitudes.(...)" Não sei se isoladas do contexto, minhas ressalvas fiquem, "ipso facto", desqualificadas de per si.

Tenho minhas dúvidas acerca desse poder do pensamento metafórico de levar e moldar à ação, de determinar inconscientemente o curso da nossa ação. Pode ser, mas o processo parece ocorrer no sentido inverso: a ação é justificada através de metáforas ( ou de ditados ou de fábulas e parábolas) e de argumentos sofismadores. A justificativa da guerra está clara: garantir fornecimento de matérias-primas baratas e de qualidade; em outros países é abrir novos mercados consumidores (quando nos países desenvolvidos haja excesso de produção ou de capacidade produtiva instalada ociosa), e finalmente em algum outro é aplicar os excedentes financeiros que não encontram aplicações lucrativas nos seus países de origem e - mesmo com algum risco - os grandes grupos resolvem investir em outros países. Essa é a realidade posta sem metáforas. A metáfora (ditados, fábulas e parabolas) vêm tornar palatáveis essas ações, principalmente para aqueles que podem ser prejudicados por elas. O imperialismo inglês operou pelo menos desde 1860 na Índia. E certamente parte das elites da India viam nessa associaçào com a Inglaterrra uma fonte de desenvolvimento para a India, mas principalmente para si essas elites mesmas, pasavam a gozar de vantagens com a Inglaterra; tal me parece ser o espítito da Imperial Federation League de 1884. Começaram com tarifas prefernciais, que eraram disputas entre os paises desenvolvidos, que entraram em guerra e levaram consigo as respectivas colônias. Salvo engano meu, ao ser declarada a primeira, Guerra Gandhi, então bem jovem, percorreu parte da India defendendo a participaçào na guerra ao lado da Inglaterra. A metáfora, em geral, vem "post-factum", e é usada para justificar ideologicamente interesses da classe dominante; e é uma das características da ideologia "conquistar corações e mentes", atuar subliminarmente; de outra forma, sem esse bom argumento/ boa explicação ("reason"), o "big stick" teria de funcionar aberta e initerrupamente, o que torna os custos de manutenção da dominaçào muito elevados, insuportaveis, para a potencia dominantes e seus coadjuvantes - aas potencias hoje em decadência como a Inglaterra, e potencias emergentes, o que é raro, mas pode ser o que a Alemanha está tentaando, voltar a ocupar uma posição importante no cenário político internacional que já teve um dia, e que soçobrou exatamente em razão de seu programa imperialista (sua Weltpolitik e seu Weltimperium, a doutrina do Lebensraum, do espaço vital para a economia alemã); ou o Japão que tenta não perder a importância que tem; e as elites dos países subdesenvolvidos, como foi o caso do Brasil nos últimos cinqënta anos, pelo menos. Seria interessante darmos uma olhadinha no que aconteceu em termos de política externa dos Estados Unidos, principalmente após a Guerra de Cuba (1897, ou seja, no finalzinho do século XIX), como é que foi a mescla (blending?) de penetração pacífica e de utlização de meios violentos; do mesmo tempo, e também expressão da disputas de territorios colonais da Espanha, foi também o apoio dos Estdos Unidos à independência das Filipinas(1896) e sua quase imediata ocupação (1899-1901 até quase início da Segunda Guerrra mundial. Seria interessante examinar o papel da Doutrina de Monroe (de 1823), "América para os americanos": foi subvertida, distorcida? Também é interessante observar que num primeiro momento (digo primeiro momento, mas não sei se houve outros movimentos posteriores mentos nessa direção)a Alemanha de Hitler e a Inglaterra (coadjuvadas pelo sonho fascista de restaurar a antiga gandeza da Roma Imperial) achavam possível uma aliança entre si conta as pretensões expansionistas da França e de defesa em relação ao comunismo da Rússia stalinista que se fortalecia. Na verdade, o litígio contra a Rússia era anerior, ainda do imperialismo do final do Sec. XIX, envolvendo também aliança com o Japão. O imperialismo era uma doutrina dos mais fortes, e parece que é ainda, tenta-se hoje avançar também com acordos como a União Européia e ALCA, um bom argumento ... mas o "big stick" está escondido atrás, nas costas. Vasto mundo("Mundo vasto mundo, se eu me chamasse Raimundo seria uma rima mas não seria solução", lembando de memória Drumond, talvez com palavras erradas, mas nem tanto, não acomoda tantos interesses que sempre suscitam sangrentas lutas, guerras imperialistas.

Não estou querendo abrir uma nova frente de polêmicas, estou-me permitindo dirigir-me diretametne a você sobre esse assunto, porque você me deu a honra de perguntar-me "Acho que é isso, não é, Pedro?". Não poderia omitir-me, ainda que na "contra-mão" da posição que considera a metáfora como elemento estruturande da cognição humna - em que pesem os "dados estatísticos"/levantamento de expressões lingüisticas em favor dessa hipótese, ainda não estu convencido dela.

Um abraço, e um bom domingo, pois o sábado já está acabando. Pedro.

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