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Date Posted: 20:29:35 07/10/03 Thu
Author: Maria Raquel Bambirra
Subject: Re: Semana 10 - O mundo de truman - verdades absolutas?
In reply to: maura 's message, "Re: Semana 10 - O mundo de truman - verdades absolutas?" on 19:59:21 07/09/03 Wed

Oi, Maura!

Seu texto:
"(...)você não acha que o termo razão é amplamente utilizado em nossa cultura para perpetuar a supremacia do mito do objetivismo em nossa cultura? Parece-me que é utilizado “sempre” no sentido literal, você concorda ?"

Pensei muito colega... e discordo! Concordo com o amplamente usado, mas não posso engulir o "sempre"!

Existe uma circunstância na qual usamos qualquer termo em sentido não literal, portanto sem alcance de objetivismos. É a circusntância do subjetivismo... Arrisco-me num exemplo: "Em seus braços, amor, sinto-me tonta, falta-me o ar, e o sangue circula na razão de seus beijos e sussurros..." Você diria que a palavra razão aí quer dizer lógica? Ou proporção? Eu não! Vejo como intensidade, como veículo. Desde quando nosso sangue circula no organismo em função de beijos e sussurros? Se assim fosse, estaríamos todos mortos e enterrados objetivamente! A linguagem metafórica tudo pode.

Outra frase: "A razão difusa do meu coração manda que eu páre de pensar e me entregue a você incondicionalmente."
E agora? Razão é lógica? Desde quando coração tem razão? E desde quando razão é difusa? Segundo a perspectiva objetivista que você está usando para amarrar o conceito de razão à sua acepção literal, coração nada mais é que uma válvula feita para bombear sangue para toda a extensão de nosso corpo e sequer abriga o chacra das emocões, que fica mais embaixo, certo?...

Ainda, seu texto:
"Com relação a segunda observação “... não acho que ser
>subjetivo é ser alienado. Mesmo que se tenha a
>realidade objetiva como referencial.”
>Quando os autores escrevem “A arte e a poesia eram
>vistas não como produto da razão mas como “a inundação
>espontânea de poderosos sentimentos. O resultado dessa
>visão romântica era a alienação do artista e do poeta
>da maior parte da sociedade.”(pág. 301 da Tradução)
>acho que querem enfatizar a dicotomia existente entre
>objetivismo e subjetivismo. Portanto não consigo ver o
>subjetivismo de outra forma quando o referencial é o
>objetivismo.

Bom, agora que você estabeleceu um referencial, fica mais confortável julgar um em função do outro. Mas é como eu disse antes... Essa coisa de se abstrair da relaidade objetiva e ver o mundo de forma subjetiva, de acordo com seu mundo de sentimentos naquele dado momento é algo que fazemos o tempo todo, Maura! E isso não é alienação. É uma forma diversa, por vezes até mais aguçada, de percepção da realidade! Alienação para mim diz de negar a realidade, de fugir dela, de não enxergá-la. E subjetivismo é enxergá-la sob outro prisma.

A frase dos autores é: "O resultado dessa visão romântica era a alienação do artista e do poeta da maior parte da sociedade.”(pág. 301 da Tradução) Eles estão falando em alienação de artistas de uma sociedade, que não compartilhava de sua sensibilidade e não valorizava sua maneira romântica e subjetiva de expressarem-se. Então, por opção, mecanismo de defesa mesmo, esses artistas alienavam-se da sociedade e vice-versa. Mas por incapacidade de dialogar com as diferenças... por deliberação pessoal. Quero dizer que, uma visão romanceada, subjetivista do que quer que seja, não necessariamente aliena ninguém. Só acontece assim, se essa passar a ser a vontade deste indivíduo que por qualquer motivo não aceita a realidade objetiva, e passa a negá-la.

>Um abraço,
>Maura

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