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Date Posted: 11:59:05 07/15/03 Tue
Author: Sônia Pessoa
Subject: Tarefa 11: Morte é fim da viagem

O poeta Luís José Junqueira Freire (1832-1855), que exerceu o sacerdócio por alguns anos, parece ter tratado o tema Morte em seu poema de mesmo nome como um destino final, assim com analisaram Lakoff e Turner em alguns poemas. O autor usa o recurso de personificação da morte, também abordado pelos autores, ao chamá-la de amiga e ao declarar publicamente o seu amor por ela, conforme podemos perceber em trecho reproduzido abaixo:
Amei-te sempre: — e pertencer-te quero
Para sempre também, amiga morte.
Quero o chão, quero a terra, — esse elemento
Que não se sente dos vaivéns da sorte.
Para tua hecatombe de um segundo
Não falta alguém? — Preencha-a comigo:
Leva-me à região da paz horrenda,
Leva-me ao nada, leva-me contigo.
Miríadas de vermes lá me esperam
Para nascer de meu fermento ainda,
Para nutrir-se e meu suco impuro,
Talvez me espera uma plantinha linda.
Vermes que sobre podridões refervem,
Plantinha que a raiz meus ossos ferra,
Em vós minha alma e sentimento e corpo
Irão em partes agregar-se à terra.
E depois nada mais. Já não há tempo,
Nem vida, nem sentir, nem dor, nem gosto.
Agora o nada, — esse real tão belo
Só nas terrenas vísceras deposto.
Facho que a morte ao luminar apaga,
Foi essa alma fatal que nos aterra.
Consciência, razão, que nos afligem,
Deram em nada ao baquear em terra.
Única idéia mais real dos homens,
Morte feliz — eu quero-te comigo,
Leva-me ao nada, leva-me contigo.
Também desta vida à campa
Não transporto uma saudade.
Lembro-me de outra personificação da Morte na música Boas Novas, de Cazuza, que tem trecho reproduzido a seguir:
Direi milhares de metáforas rimadas
E farei
Das tripas coração
Do medo, minha oração
Pra não sei que Deus "H"
Da hora da partida
Na hora da partida
A tiros de vamos pra vida
Então, vamos pra vida
Senhoras e senhores
Trago boas novas
Eu vi a cara da morte
E ela estava viva
Eu vi a cara da morte
E ela estava viva - viva!

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