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Date Posted: 18:39:57 07/17/03 Thu
Author: Maura
Subject: Re:Discordando... ainda em tempo...
In reply to: Maria Raquel Bambirra 's message, "Re: TAREFA 11" on 20:02:15 07/16/03 Wed


Oi Maria Raquel,
Confrontei nossas interpretações e gostaria de discutir com você os seguintes questionamentos:
1. “...A VIDA ATUAL É UM FARDO! Mas hora nenhuma ele fala da vida como uma viagem. E também hora nenhuma ele fala de momentos já vividos. Ele retrata seu momento atual. Não fala do passado nem do futuro. Constata sua condição, exclama, registra-a.”
No texto de Lakoff e Turner há a seguinte passagem: “Com base do poema de Robert Frost os autores mostram que a interpretação vem de nosso conhecimento implícito da estrutura da metáfora VIDA É UMA VIAGEM. Conhecer a estrutura dessa metáfora significa conhecer uma quantidade de correspondências entre os dois domínios conceituais de vida e viagens, assim como : a pessoa que conduz uma vida é um viajante...”
Para mim o fato de o “eu-poético” estar carregando “o fardo” da vida pode ser uma forma de conduzir-se nela .
2. “Que conteúdo esta carroça carrega, que é tão difícil carregar? É dor. A carroça de carvão é metáfora para sua prisão, seu atrelamento, sua incapacidade de reverter o quadro de dor em que se encontra.”
Aqui, Raquel , a inclusão do termo “carvão” relacionado à carroça (fardo) sugere uma atmosfera de negrume e escuridão.
3. “ O poeta tem nojo de aranha. Então ele usa a aranha como metáfora para o tempo, ou a lenta passagem dele, representada pela metáfora ontológica rasteja, coerente com a forma como a aranha se desloca. Ele tem nojo do tempo passar assim tão devagar. É cruel para a sua circunstância de vida. Quem vê o tempo passar devagar?”
Aqui, concordo contigo, mas gostaria de chamar atenção para o fato de a aranha ser também “preta”, poderia ser uma tartaruga. Por que não? E também para o fato de ele carregar “o peso do tempo” que parece sugerir a metáfora VIDA COMO VIAGEM . Explicando melhor: sentimos o peso de malas (dificuldades) numa viagem (vida) quanto mais avançamos nela (envelhecemos).
4. “No campo, "Para lá do qual ceifa / O último segador". "Para lá ... do último", quer dizer que ele já não consegue ir tão longe para trabalhar. Não fica claro no entanto se ele é segador também, mas arrisco dizer que ele trabalhava até pouco tempo nas minas de carvão, pela proximidade da experiência metafórica. As minas, neste caso, poderiam localizar-se "para lá" dos campos de trigo, cevada ou centeio (?) (culturas do frio que são ceifadas na colheita!) provavelmente!”
Aqui, Raquel, recorro ao poema novamente:
“Encanece-me a cabeça para o campo,
Para lá do qual ceifa
O último segador.”
No meu entendimento , a cabeça “encanece-se ” e seu destino será “para lá do qual ceifa o último segador” , talvez aquele que irá ceifá-lo também.
5. “O sono ensombra-me os ossos" -- Na sombra não há o calor do sol. Se não é verão, sentimos frio...”
6. SONO/ SOMBRA/OSSOS me remetem à morte ou ,pelo menos, à sua aproximação. Aqui não teríamos um caso de image-metaphor , um mapeamento de uma imagem convencional sobre outra? ( pág. 20).
7. “Ao final da descrição que ele faz do seu sonho, ele diz que a terra de que seu crânio era feita era negra. Às vezes, o carvão mineral aflora, o que explicaria a terra onde ele vive ser negra aqui e acolá. Isso é muito comum em lugares próximos às minas de extração do carvão mineral.”
Por fim, volto ao poema mais uma vez “Morri no sonho já,
Erva nascia do meu crânio,
De negra terra era a minha cabeça.”
Aqui, o fato de haver “nascimento de erva” no crânio dele parece remeter a morte e ao que vêm depois dela. Considerando a metáfora PESSOAS SÃO PLANTAS, as plantas “brotam” de uma semente que pertencera a um fruto que fora consumido”.
No mais, continue discordando. Foi ótimo pensar um pouco mais. Também espero aprender muito com você.
Um abraço,
Maura

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