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Date Posted: 11:00:57 07/03/03 Thu
Author: Pedro
Subject: Re: Semana 9: a Verdade,
In reply to: Maura 's message, "Re: Semana 9: a Verdade," on 20:02:32 07/02/03 Wed

Caros colegas virtuais, Prof.a Vera,

e Maura, a quem muito legremente me dirijo, tentando explicar-me. Não sei se conseguirei.

Conforme disse numa outra "árvore" deste fórum, a fragilidade inicial de Lakoff e de Johnson reside no fato que: 1) ao admitir que "a verdade é sempre relativa", deve-se concluir que também essa sentença é relativa, e portanto, precisaria ser explicitado em que contexto e para qual bagagem prévia isso seria verdadeiro; ou, admitindo que essa é uma sentença de valor absoluto,universalmente válida (os autores dizem "sempre"), então, não se pode dizer que a verdade é sempre relativa. Nesse caso ela seria universalmente válida e ficaria comrometida a validade e a utilidade da sentença "A verdade é sempre relativa."

Partindo do pressuposto plausível de que a sentença "a verdade é relativa" possa ser aceita como válida em muitos casos, eu perguntei aos colegas: em que contexto, circunstâncias as sentenças gerais emitidas por Lakoff e Johnson (como por exemplo, "compreendemos e pensamos, e agimos sobre o mundo a partir de referências metafóricas"), são verdadeiros? No contexto de falantes de instrução mediana ou menos, estratos sociais para quem, em geral, pensar abstratamente não é prática comum, pratica para a qual não se exercitaram formalmente? Ou seria verdadeiro em sociedades primitivas em que a metáfora não é entendida e usada como tal, mas como a única forma de entender a realidade [o trovão é a voz de Deus, a escuridão(para nóis eclipse total) é castigo de Deus, não são metáforas para eles], com vistas a agir eficazmente sobre ela? Essa eficácia seria medida em termos de controle das forças da natureza em favor da melhoria de níveis de conforto alcançados por essas sociedades?

Finalmente, se os autores se restringissem a dizer que a metáfora da "solução" (solvere) permite-nos ver os "problemas como coisas que nunca desaparecem completamente e que não podem ser resolvidos de uma>vez por todas ”( pág. 240), que você muito cuidadosamente localizou, e que “solucionar o problema” da verdade não constitui tarefa fácil, assinaria em baixo, sem ressalvas. Como também fá-lo-ia com relação a “Embora tenhamos visto que essas metáforas novas e não convencionais irão adaptar-se ao que, em geral, compreendemos como verdade, enfatizamos mais uma vez que essas questões de verdade são as questões menos relevantes e interessantes que surgem no estudo da metáfora”, diria que, para a sistemaização das metáforas em " campos temáticos', " eixos de significação" domínios de significados" [não sei qual o termo apropriado de dizer isso, talvez a lingüistica tenha seu "jargão" que simplifica o discurso e que permite aos iniciados se comunicar economizando palavras] se fosse isso, também não teria dificudade em aceitar as conclusões dos autores a esse respeito. A controvérsia nasce quando eles saem do campo da lingüistica e teorizam sobre o processo e a validade do conhecimento. A discussão sobre realismo e subjetivismo, a sugestão de uma terceira via, essas questões não são necessárias para o objetivo a que os autores se propõem. Não sou um realista, no sentido que acho que nós possamos alcançar pelo intelecto a essencia das coisas ou dos fatos e relações humanas/sociais; mas interessa-me saber a validade das generalizações que se fazeem a partir de um certo número de casos individuais, particulares; isto é, determinar a validade da passagem do individual para o conhecimento geral, pela abstração. Nesse sentido, não acho que possamos avançcar muito mais do que as conclusões a que o pragmatismo chegou. A ciência - mesmo a economia - é um modelo de interpretação da realidade. É válida até que dê conta de explicar os fenômenos de que se ocupa. Passar daí é resvalar em discussões acerca das quais não se chega a conclusões, nem mesmo provisórias. Para concluir mesmo, a compreensâo dos termos do discurso é ponto de partida para qualquer juízo sobre a validade de uma sentença. Fora disso, será discurso de surdos, será Babel (concluir com uma metáfora!o que é sempre arriscado de provocar mal-entendido).

Um abraçco, Pedro

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