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Date Posted: 20:11:48 06/29/03 Sun
Author: Adriana Simões
Subject: Gripe é cama!

Professora Vera e colegas,

Não sei se é metáfora, mas gripe é cama! É nela que estou desde terça. E permaneço, pois a melhora que comecei a sentir na quinta transformou-se em recaída. Justificada minha ausência, vamos lá... Poucos comentários porque o corpo, como disse, ainda pede cama... Apenas para não passar em branco...

Destacar os pontos mais interessantes.... Pelo que já lemos até agora, o livro de Lakoff e Johnson apresenta, a cada página, um conceito interessante. Alguns de alguma forma já "ensaiados" opr nós nesta nossa descoberta, outros difíceis de serem compreendidos mesmo com a explicação dos autores. Vamos a alguns deles...

I - A coerência complexa entre metáforas me fez pensar: qual seria o objetivo da justaposição das metáforas? Reforçar uma idéia?

AMOR É MÁGICO - Fui enfeitiçado
AMOR É GUERRA - Ela lutou para conquistá-lo
AMOR É LOUCURA - Ele ficou louco por ela

Será que o "amor é mais forte" quando falamos: "Enfeitiçado, perdi a cabeça e lutei incansavelmente por ela"? Com certeza quanto maior o nosso "campo de significados" maior as possibilidades de uso da justaposição das metáforas e da comunicação entre aqueles que delas fazem uso. Por exemplo...

VIDA É UM RECIPIENTE - Tive uma vida cheia
VIDA É UM JOGO DE AZAR - Vou arriscar minha sorte
VIDA É CONSTRUÇÃO - Ele planejou cada etapa de sua vida e construiu cada uma delas

"Viva a vida plenamente, pois o jogo pode virar e tudo desmoronar." Aqui parece-me que a relação entre as metáforas está menos "óbvia" do que no exemplo anterior. Desta forma, seria mais difícil alguém "desdobrá-la" em: "plenamente=recipiente", "jogo=incertezas da vida", "desmoronar=o que foi construído". Já na frase do amor, parece que todos compreenderiam que "ele fez loucuras para conquista-la". Não sei se ficou clara a diferença que percebo...

II - Abstração, homonímia forte, homonímia fraca, conceitos metafóricos. Percebo uma "evolução" entre estas "estratégias". Será? Pensando esta evolução a partir da relação entre as palavras.... Enquanto a abstração buscaria um conceito único para o AMOR, por exemplo, a homonímia forte vê como acidental o uso de uma mesma palavra com significados relacionados. Já a homonímia fraca aceita a relação entre as palavras, mas nega que se possa entender um conceito em termos de outro. Lakoff e Johnson tentam mostrar, então, que podemos ter vários conceitos para uma mesma palavra, estes conceitos se relacionam e são entendidos em termos um do outro. Pergunto-me se esta evolução pode ser percebida, por exemplo, nas provas de meus alunos, quando alguma questão faz uso de metáforas. Alguns não conseguem "enxergar" a metáfora, outros não conseguem estabelecer a relação entre os conceitos e outros ainda estabelecem a relação, mas a relação - não diria errada - mas "inesperada"... Vou tentar demonstrar isso de forma mais clara assim que estiver melhor com exemplos da minha prova final da disciplina "Produção social do conhecimento".

III - Os autores mais uma vez reforçam a idéia da construção cultural ao se referirem aos "tipos naturais de experiência". Por acreditar neste conceito, mesmo não sendo professora de língua estrangeira, compartilho de alguns comentários deste fórum, sobre como "viver estas metáforas", quando seus significados podem não pertencer aos nossos tipos naturais de experiência... Lembro-me de meu sobrinho, quando começou a aprender inglês aos oito anos perguntando-me: por que o início da frase vem sempre no fim? Será que dá mesma forma que passamos a usar, em nossas perguntas, o "de (de onde)" - quando "from" - no fim da frase, estaremos aptos a usar as metáforas inglesas sem entender muito o porquê? Como se dá esse uso? Assimilação? Não me parece que seja por "entendimento", "construção"... Será que os professores de inglês deste fórum estão entendendo minhas dúvidas? I do hope so! Ou do contrário estarei falando bobagens....

IV - Por fim, algo que me intrigou... A metáfora dando sentido à forma...
Não há como negar:
a) "Ele correu, correu, correu...." indica mais corrida do que simplesmente "Ele correu".
b) Ele é graaaande" indica que ele é maior do que "Ele é grande".
c) "Maria não acha que ele partirá amanhã" tem uma negação mais fraca (com relação ao partir) do que "Maria acha que ele não partirá amanhã".
d) "Sam matou Harry" tem uma relação de causalidade mais direta do que "Sam fez com que Harry morresse".
Mas aqui junto-me ao Pedro... Difícil pensar que essas "sutis nuanças de sentido" sejam determinadas por metáforas de nosso sistema conceptual... Por outro lado, como todos nós concordamos com os exemplos acima? De alguma forma esta é uma definição "coletiva", compartilhada por todos... Definida, então, a partir de quais referências? Se não encontrar uma resposta vou Ter que concordar com os autores...

Um abraço para todos,

Adriana

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