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Date Posted: 09:36:06 07/01/03 Tue
Author: Sônia Pessoa
Subject: Semana 9: língua, poder, mídia

Os jargões de determinadas áreas, como jurídica, policial, saúde, educação, política, entre outras, são um grande desafio para a imprensa. Teoricamente, os veículos de comunicação têm a função de unir as pessoas, de fazer circular a informação, tornando-a acessível e democrática sem, entretanto, deixar de lado a preocupação com a compreensão do mundo. Ensinamos nas escolas de Jornalismo técnicas para redigir textos (para rádio, tv e jornal) de maneira simples por meio do uso de vocabulário acessível. “Todos os jargões e metáforas não conhecidos do grande público devem ser evitados. Devem ser usados apenas quando acompanhados de explicação”, dizem os manuais de redação e estilo dos grandes jornais brasileiros. A prática, entretanto, revela uma situação bastante diferente. Entrevistados usam e abusam de jargões para explicar temas distantes dos leitores. Jornalistas despreparados e mal informados “compram” essa idéia e, muitas vezes, reproduzem discursos sem ter uma noção clara sobre o que estão escrevendo. Parece-me ser a legitimação de um poder dominante – políticos, delegados, professores, pesquisadores, médicos – através de um discurso nem sempre compreendido pelo público. A língua como instrumento democrático não alcança o seu objetivo, além de correr o risco de comprometer a verdade. Tomamos verdade como a definem Lakoff e Johnson, ou seja, como algo que não é absoluto e que está relacionado à cultura e à experiência de vida das pessoas. O público teria acesso à verdade através dos veículos de comunicação sem compreender metáforas e jargões presentes nos textos? E a compreensão do mundo? Como se daria? Abraços, Sônia

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