Author:
Guilherme Statter
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Date Posted: 22:50:18 06/22/04 Tue
In reply to:
João Lopes
's message, "Re: A PULSO - Alguns esclarecimentos" on 20:34:01 06/22/04 Tue
Caro João Lopes,
Começo por lhe dizer que NÃO discordo de uma grande parte daquilo que escreveu.
De facto o "carinho" com que os nossos "media" acolhem e dão tempo de antena a certos personagens do nosso espectro político, NÃO é, de todo, inocente.
Aqueles personagens (ou o que eles dizem, incluindo folclore) "vendem" mais jornais e tempo de antena. E os proprietários desses "media", além de estarem numa de propaganda política (a favor deles, claro...) também andam numa de vender mais jornais e mais tempo de antena. Até por causa das taxas de publicidade.
Tal como o João Lopes, também vejo muitos programas de TV "lá de fora" (e leio alguns dos jornais). E de facto a visibilidade do pessoal de esquerda (da mesmíssima área do PC) é "lá fora", outra. Ainda no outro dia vi um MUITO interessante (quer dizer, com MUITO interesse) programa na TV5 em que a convidada de honra era a sra. Marie-George Buffet.
E aí eu pergunto-me: Porque é que em França os "proprietários dos meios de comunicação" não têm problemas (pelos vistos) em ter como convidada de honra a secretária nacional do PCF e aqui em Portugal parece ser o contrário? (Atenção, não é só a TV5...).
Por outro lado já tenho visto várias personalidades do PCP a serem regularmente entrevistadas na TV e leio com naturalidade algumas colunas ou artigos de opinião de personalidades que toda a gente sabe que são do PCP.
Se calhar sou eu que já ando com paranóia. Mas na TV fico sempre com a sensação de que os intervenientes do PCP estão sempre a "jogar à defesa" ou "com a pedra no sapato" relativamente à escassez do tempo de antena. E depois querem "meter o Rossio na Rua da Betesga". Mesmo tendo razão para alguma discriminação de que são alvo, há que dar a volta por cima. E quando a jornalista se digna a dar "tempo de antena", em vez de começar logo no "choradinho" da discriminação (vi em directo...), responder DIRECTO E DE CHOFRE à questão colocada. Sem preambulos nem preliminares...
Se calhar, pelo contraste, até ficavam "gagos" (os outros...)
Mas tudo isto é quanto à forma (quando se tem a oportunidade, claro!!!).
Já no que diz respeito ao conteúdo, em vez de cartazes sempre iguais, talvez fosse mais produtivo fazer cartazes, pendões e o resto (...) com perguntas directas àcerca do Parlamento Europeu e das consequências para Portugal. Só as perguntas. Atenção, perguntas relevantes para os potenciais eleitores a conquistar... Não perguntas dirigidas aos militantes e simpatizantes mais ferrenhos!...
Por fim, no que diz respeito à substância da política, propriamente dita, nestas eleições eu mesmo estive quase a votar em branco. Tudo porque o PCP se afirmava CONTRA uma alegada "deriva federalista" (ainda ninguém explicou bem o que é isto, mas enfim...) da União Europeia.
Mas o bom senso prevaleceu e, tal como expliquei noutro "post", acabei por votar na CDU.
Cordiais saudações
Guilherme Statter
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