| Subject: Re: A PULSO - Alguns esclarecimentos |
Author:
João Lopes
|
[
Next Thread |
Previous Thread |
Next Message |
Previous Message
]
Date Posted: 20:34:01 06/22/04 Tue
In reply to:
Guilherme Statter
's message, "Re: A PULSO - Alguns esclarecimentos" on 00:38:15 06/21/04 Mon
Olhe Guilherme, ao correr da pena também porque o tempo é pouco e agarrando só algumas questões:
O ponto que acho importante é este: aqui “batemo-nos” na defesa de causas e de damas. Óptimo, tudo bem. Mas eu seguramente não sou candidato, eleito ou dirigente de qualquer partido e não sei se o Guilherme é. Eu sei do esforço que faço para “responder” e de certos assuntos confesso que nada percebo.
O problema é que não vimos nem vemos, candidatos, eleitos, dirigentes das várias forças intervenientes nem nas rádios, nem nas TV’s, nem nos jornais, habitualmente a fazerem isto que aqui fazemos - a trocarem opiniões, pontos de vista, a rebaterem argumentos uns com os outros de forma sistemática, diária às vezes.
O que vemos é que determinados candidatos, eleitos e dirigentes têm “postos” em determinados jornais, rádios ou TV’s. Não sei se por dádiva divina, mas certamente por dádiva dos “donos” desses medias. E outros não, nunca, ou uma vez por outra - geralmente já na altura em que nada se decide nem nada se “ouve”, isto é nas campanhas eleitorais propriamente ditas -.
Eu tenho TV cabo e para mim são muito mais familiares determinados políticos italianos, franceses, espanhóis, ingleses, suiços e até belgas do que é a Ilda Figueiredo. Para mim, na TV, o Sérgio Ribeiro é um perfeito desconhecido. E o mesmo se passa na rádio e jornais. De facto só conheço o Sérgio Ribeiro pelo que escreve no Avante!
Ora se os “rostos” neste caso do PCP não aparecem, se as “vozes” não se ouvem, como podemos captar o que dizem? Ainda por cima de assuntos áridos como os europeus?
Capta-se pelo que dizem que eles disseram. Desta forma o essencial não se apreende, as desinformações abundam e as pessoas e pior as ideias não aparecem ou aparecem de forma fragmentada e deformada. E esta situação é de tal forma perversa que até “vira” camaradas contra camaradas. De vez enquanto lá me liga um a dizer, “então o Carvalhas não tomou posição sobre” ou “então o partido do que é que está à espera para”.
E eu lá vou à procura da informação - apanho-a na net, tento saber se houve conferência de imprensa, se beltrano prestou ou não informações, etc. E lá tenho de explicar ao camarada indignado que sim tomou, até esteve a RTP, mas depois não passaram nada, etc., etc., etc.
E estas cenas são no mínimo semanais, para não dizer diárias ou dia sim dia não. A RTP chega a estar 15 dias sem nada passar, com os deputados, dirigentes e o secretário-geral em actividade diária para a qual a comunicação social é sistematicamente convocada. Esta informação já me foi dada por mais de uma vez pelo Gabinete de imprensa que me deve considerar um chato do caraças.
Eu gostava de ter visto a Ilda a explicar aquilo que disse sobre a guerra.
Mas ninguém a interpelou (a ela e aos outros). E sabemos que aos outros interessa mais manterem os seus espaços, as suas colunas, as suas palestras do que compartilhá-las com os adversários do PCP. Isso é que nunca – sózinhos, a dois, ou a três – mas sempre o mais possível sem o PCP.
No meu entender era isso que se devia fazer - dar espaço, tempo aos dirigentes, eleitos e candidatos para de forma normal, regular, discutirem entre si e para nós as questões habituais da vida do país e do mundo. Sem estas mesquinhas excepções dos comunistas. É que não somos nós que nos isolamos. São eles que nos excluem para nos calarem. Coisa que não vão conseguindo completamente – temos o Avante, o site na net e principalmente temos um partido mais organizado, onde há reuniões e discussões. E para os que podem temos ainda na TV Cabo o canal do Parlamento e o site da AR.
Já sei que depois deste post vão chover as piadas - lá se estão a vitimizar, a dizer que a culpa é dos outros, é dos médias, nunca assumem nada.
Aqui alto e pára o baile. Nós de facto somos os únicos a dizer que esta é a realidade, a denunciá-la e a criticá-la. Não para nos armarmos em vítimas mas porque somos vítimas dela.
É contra o políticamente correcto dizê-lo, mas temos a frontalidade para o dizer. Apesar de todos os que se aproveitem deste “sistema” nos amesquinharem por fazermos a denúncia. Mas o sistema é este. No meu entender só conseguiremos mudá-lo, subvertê-lo se conseguirmos abrir os olhos a mais democratas para o escândalo que isto representa.
Não estou à espera da ajuda doutros adversários políticos para esta guerra.
Pela simples razão de que este sistema só os tem beneficiado e nunca ninguém se rebela contra aquilo que o beneficia e prejudica o adversário.
Pronto. Por hoje fica por aqui.
[
Next Thread |
Previous Thread |
Next Message |
Previous Message
]
| |