| Subject: QUIMERAS |
Author:
Luis Blanch
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Date Posted: 15:31:14 06/23/04 Wed
In reply to:
João Laveiras
's message, "Boa análise. De facto assim parece." on 14:56:11 06/23/04 Wed
Sinto-me pedagogo e com boa vontade.
Não é nada disso ,isso são fantasias que podem ,servem objectivos ,escamotear pressupostos politicos que não estão na cabeça de ninguém com capacidade para tomar decisões.. Estamos no sec. XXI com conjunturas politicas,económicas e sociais muito complexas. É difícil entender isto? ,Desculpem lá, Chiça!
Acaso não se aperceberam das alterações na correlação de forças ?
>Com efeito há fortes indícios que o PCP ainda crê
>possível a implantação de um sistema socialista num só
>país, em Portugal, por exemplo. Por isso o federalismo
>lhe não serve.
>Melhor seria ficar tudo como está e Portugal ter um pé
>dentro e outro fora. Se o PCP viesse a tomar o poder -
>com esta direcção oxalá tal não aconteça - sempre
>seria menos complicado denunciar os tratados, devolver
>o euro e partir do zero. Os resultados seriam
>catrastóficos, bem entendido, mas isso não incomoda os
>teóricos do PCP.
>Contudo tal não acontecerá. O socialismo - ou outro
>sistema económico e político - substituirá o
>capitalismo a uma escala planetária mesmo estravasando
>a UE. E serão os povos mais explorados que liderarão
>esse processo e não a classe operária dos países mais
>desenvolvidos.
>
>>Estava aqui a rever minha dissertação (está quase!...)
>>e tropecei numa parte que me remeteu para esta
>>monocórdica polémica do federalismo e da "perigosa
>>deriva federalista" enquanto posição oficiosa da
>>direcção do PCP, por muito "boa gente" acusada de
>>"estalinista".
>>Então é assim:
>>Uma das características do estalinismo é a defesa da
>>possibilidade da "revolução socialista" ocorrer num só
>>país. Lembram-se certamente do desapontamento dos
>>bolcheviques quando não viram os camaradas alemães (e
>>outros) fazerem também a "revolução internacional
>>socialista", de que "todos estavam à espera".
>>Em contraponto, o trotskismo apresentava-se como
>>"internacionalista" e defendia a necessidade da
>>"revolução permanente" e à "escala mundial" (tudo isto
>>são banalidades...).
>>Mas ocorreu-me que esta fixação anti-federalista de
>>alguns membros da direcção do PCP era capaz de ser um
>>reflexo (tipo freudiano) relativamente à possibilidade
>>de construir o socialismo numa só nação (neste caso em
>>Portugal). Será?...
>>Será que são mesmo "estalinistas" (não no sentido de
>>serem uns "malandros trogloditas" com "Berias" e
>>"gulags" à mistura, mas sim no sentido da sua opção
>>estratégica relativamente à construção do Socialismo)?
>>E que eu, que não o sabia, afinal sou "trotskista"
>?...
>>Só dúvidas metafísicas para intervalar na chatice do
>>trabalho de rever a tal dissertação (está quase... eh
>>eh eh)...
>>Cordiais saudações,
>>Guilherme Statter
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