| Subject: OK, defender o referendo é um puro disparate político. |
Author:
João Laveiras
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Date Posted: 18:37:51 06/25/04 Fri
In reply to:
Teresa Pereira da Fonseca
's message, "Re: Será mesmo necessário? Claro que não é!" on 22:21:14 06/24/04 Thu
Mas para quê andar sempre a bater no mesmo? O Miguel Portas foi eleito para o PE e não para a AR.
E todos têm direito a asneirar, o que fazem muito amiudadamente, diga-se.
Agora extarir daí que o BE vai ter um lindo enterro nas próximas eleições é que já é muito arriscado. Menos arrisca quem prevê mais um desaire eleitoral para o PCP, isto se se confirmar a total ausência de mudanças na estratégia e na orgânica que afloram dos documentos preparatórios para o o próximo congresso. Ora aí está um tema bem mais interessante e mais de acordo com este fórum.
>Em 24 de Janeiro de 2002, em artigo no DN, dizia o
>Miguel Portas:
>
>“Regresso agora ao ponto, à conversa de homem, se
>preferirem. A despenalização do aborto representa o
>fim de uma tragédia, a do aborto clandestino, e só por
>isso é urgente. (...). O ponto é este e outro ainda:
>como dar a volta? Por via do Parlamento? Se fosse
>possível, sem dúvida. Sucede que não é. Se os partidos
>de direita ganharem a 17 de Março, a despenalização
>ficará adiada por mais quatro anos. E se o PS obtiver
>maioria relativa nada garante que seja diferente (...).
>
>Sobre o referendo engendrado por António Guterres e
>Rebelo de Sousa: não teve votos suficientes para ser
>válido, mas qualquer decisão legislativa em sentido
>contrário à vontade expressa nesse acto, contaria com
>uma desesperada resistência a coberto do argumento
>democrático. (...) Vai ser preciso ir de novo a votos
>(...). Não se trata de referendar um direito porque
>actualmente ele não o é. Trata-se de escolher o melhor
>terreno para o conquista (...).”
>
>Isto é, há dois anos e meio, em altura pré-eleitoral,
>o Portas manhoso jogava em todos os tabuleiros.
>
>1- Defendia que para dar a volta à lei da
>despenalização do aborto, “por via do Parlamento, se
>fosse possível, sem dúvida”.
>
>2- Dizia que o referendo anterior não era válido, por
>não ter tido votos suficientes.
>
>3- A pretexto que a tese do referendo inválido ia
>encontrar resistência, defende novo referendo.
>
>Agora, depois de se apanhar eleito deputado do PE diz
>que é necessário um referendo. Agora, quando até já o
>PS admite resolver a questão por via do Parlamento,
>agora que já passaram 7 anos depois do primeiro
>referendo que nunca foi válido
>
>Pela amostra vê-se que o Portas começou da pior
>maneira o seu mandato. E nenhum dos seus votantes o
>interpela? Estão todos de acordo com este
>troca-tintismo? É esta a vossa forma de estarem na
>política – prómentindo como disse o outro em relação à
>direita?
>
>Continuem assim. Nas próximas eleições devem ter um
>bonito enterro.
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