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Subject: momento primordial em que fiquei refém


Author:
paulo fidalgo
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Date Posted: 21:22:25 04/03/04 Sat
In reply to: Fernando Antunes 's message, "Re: condições excepcionais para a afirmação comunista" on 07:56:39 04/03/04 Sat

se bem que o comentário de F Antunes não mencione conteúdo propriamente político. E no fundo acuse os críticos de entricheiramento num momento de teimosia. De facto, não constitui análise política mas mais análise psicológica, eu, mesmo assim respondo, tentando politizar a coisa.

Colocar uma dissidência como expressão de uma teimosia é um jogo arriscado no que à melhor forma de interpretar a situação. Como me parece lógico, não se pode interpretar a história como feita de momentos de teimosia. A teimosia, agora entendida como persistência, também faz parte da história, mas isso é difícil de explicar tudo.

Eu concedo que muitos críticos tomaram consciência dos problemas do PCP por via de uma irritação, sem um claro conteúdo político. Sem objectivar uma diferença programática ou de análise. E, concedo, que muitos dos críticos se mantêm nesse registo, outros tomam com ele contacto de novo - a escolha da Ilda Figueiredo vem mostrar o encarniçamento do grupo dirigente quanto a posições de poder interno embora se note um curioso deslizar do discurso - e outros optam por pssar da irritação ao efectivo aprofundamento político.

Este processo é complexo, mas nele quem não dá mostras de qualquer caminho de consenso é a direcção da Soeiro. Por isso, os críticos apenas irritados, não têm geralmente motivos para baixar o nível de irritação e muitos iniciam viagem de procura de caminho político. A direcção estimula movimentos centrífugos. É a minha leitura

Também é preciso entendermo-nos, isto admitindo que estamos de facto todos os que aqui conversamos, de boa fé, à procura de entendimentos, que consensos não podem significar statuso quo e têm de permitir andar para a frente:

a) não podem pactuar com delitos de opinião, expulsões, sanções, e eliminações várias

b) não podem suprimir oonecessário debate político e procura de uma actualização em domínios da acção político, designadamento, sobre

c) análise, interpretação e acção renovadas no processo da União Europeia

d) adesão ao Partido Europeu da Esquerda

e) reformulação profunda da direcção de acção nas indústrias do Estado, no que respeita à procura de objectivos de autonomia e aprofundamento do modo público de produção e lançamento de novas propostas de reforma retributiva que lique a remuneração à produção

f) preparação de propostas no âmbito fiscal, da Segurança social, do emprego e do desenvolvimento que permitam colocar em cima da mesa uma nova plataforma para o governo de Portugal

g) Apostar numa linha de reclamação de unidade e convergência à esquerda que colcoque como objectivo prioritário a derrota da direita e a formação de uma nova solução de governo para Portugal. Confrontar o PS e o BE com as suas responsabilidades para o caso de estes entrarem em jogos de escondidas acerca destas propostas.

h) criar uma base partidária e popular fortes que assumam um conjunto de objectivos que possibilitem lançar reclamação popular articulada com propostas que permitam a qualquer momento aos comunistas conquistar posições de governo

Desembocar num congresso do partido que gere um impulso novo à esquerda, com regras de abertura e de debate efectivo.

Estas são mais ou menos as minhas ideias para superar a crise actual.

Estou aberto a outras ideias

Agora consensos são para avançar e não para ficar tudo na mesma

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Replies:
Subject Author Date
Re: momento primordial em que fiquei refémFernando Antunes11:17:50 04/04/04 Sun
Re: momento primordial em que fiquei refémGonçalo Valverde10:19:01 04/11/04 Sun
Re: Ilda FigueiredoGuilherme Statter20:14:02 04/11/04 Sun


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