| Subject: Re: A Propósito de Reforma e Revoluçaõ |
Author:
Xanax
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Date Posted: 00:13:43 04/22/04 Thu
In reply to:
Guilherme Statter
's message, "A Propósito de Reforma e Revoluçaõ" on 18:38:30 04/21/04 Wed
Ora vamos lá dissertar um pouco.
Começemos pela apresentação.
Militante, embora afastado, pelas recentes purgas, desiludido com o PCP e sobretudo com Portugal.
Costuma-se dizer que muito malta nova começa por ser de esquerda ou esquerdista e acaba com o passar dos anos rumar ao centro ou à direita.
No meu caso, passa-se um pouco o inverso. Embora nunca tenha sido de direita, sempre fui do PCP, com o passar do tempo verifico que o PCP acaba por ser um partido do "sistema" e de desilusão em desilusão, acho-o hoje quase completamente dispensável na vida politica portuguesa e claramente incapaz de promover a revolução, seja isso o que for.
Mas vamos por partes:
30 anos depois do 25 de Abril, considero que esta 3ª républica está completamente cospurcada e é mais que tempo de acabar com ela e com os 4 partidos que lhe deram origem.
Está claro que não pretendo um regresso à 2ª republica e ao 24 de Abril (cruzes canhoto), mas entendo que a forma de organização e regime nascido com o 25 de Abril, pura e simplesmente se esgotou.
A vida politica portuguesa é hoje completamente dominada por máfias ( e atenção que tambem existe uma máfia comunista ou do PCP!), e continuar a designar Portugal como um "estado de direito democrático" é de um absurdo completo. A verdade é que já nem somos um estado, o direito e a justiça é uma ficçao e a democracia uma treta completa.
O regime existente já não tem salvação possivel, já não dá mais para remendar esta 3ª republica, por isso há que lhe por fim.
Defendo por isso que se deve instaurar o caos, para a partir daí, construir algo de novo e revolucionário.
Defendo abertamente o chamado "terrorismo", pois o regime existente, dominado por máfias, não tem remédio possivel.
Sou a favor da acção terrorista, embora com objectivos precisos, com o minimo de "danos colaterais", em que os alvos sejam as máfias politicas e economicas, em que se proceda à sua aniquilação.
Sou a favor de um terrorismo mundial de cariz anticapitalista, e em que haja uma coordenação entre redes de diferentes países com vista à criação de uma situação de caos e rotura do sistema existente.
A verdade é que se o "comunismo", ou os paises que se auto-proclamavam como "socialistas" acabaram, o capitalismo também acabou.
O sistema politico, economico e social existente a nivel global, deixou à muito de ser capitalista e passou a ser pura e simplesmente mafioso.
As máfias que estão no poder económico e politico em Portugal e no mundo inteiro, não se combatem com votos ou com opiniões, mas sim com tiros e bombas.
>Mesmo com um R.I.P., ainda assim atrevo-me a vir aqui
>"dar mais uns palpites". É só para espairecer das
>minhas "investigações" sobre a África do Sul
>("maldita" Dissertação...) e pode acontecer que haja
>por aí alguém com vontade de dialogar...
>Como diria Alf Stadler (em "The Political Economy of
>South Africa" - New York 1987), "Reforma é um dos mais
>complexos e ambíguos termos no vocabulário da ciência
>política". Vem isto a propósito da estulta (não digo
>pateta, porque eles são tudo menos patetas), estulta
>ideia de fazer uns cartazes com aquela do "Abril é
>Evolução". Chiça, que já não estão com pudores.
>Qualquer dia ainda temos aí a apologia da "outra
>senhora".
>Mas vem isto a propósito de alguns militantes mais
>ortodoxos descartarem, depreciarem ou desprezarem tudo
>quanto seja "reforma" ("não ao reformismo", etc...) e
>insistirem, muito revolucionariamente, na dicotomia
>antagónica entre "reforma" e "revolução".
>E que é que a África do Sul tem a ver com isto? Com
>"Abril e Evoluçao"?...
>É que enquanto em Portugal em 1974 houve mesmo uma
>Revolução, na África do Sul em 1994 o que houve, de
>facto, foi uma Reforma (não "no Estado", mas sim "do
>Estado"...).
>E é engraçado assinalar que no caso da África do Sul o
>dito cujo Partido Comunista (o SACP) continua
>tranquila e pragmáticamente associado ao ANC
>(nacionalista e reformista - está-me a lembrar a
>"Revolução Nacional e Democrática" do Alvaro Cunhal),
>nas tarefas do governo, o qual continua tranquila e
>pragmaticamente com as suas reformas, algumas até nada
>revolucionárias. Bem antes pelo contrário. Mas isso já
>será para outra eventual conversa.
>Cordiais saudações.
>Guilherme Statter (e "ALuta Continua", como dizem na
>África do Sul!)
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