| Subject: Xanax, precisas de Prozac, homem. |
Author:
João Laveiras
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Date Posted: 16:15:44 04/22/04 Thu
In reply to:
Xanax
's message, "Re: A Propósito de Reforma e Revoluçaõ" on 00:13:43 04/22/04 Thu
Aqui está o típico exemplo do radicalista pequeno burguês de fachada revolucionária. Então só à bomba? Então só com o terror? E que resultados obterias com esses métodos? Julgas que acabavas com as "mafias" e o capitalismo? Ingenuidade. O capitalismo tem aparelhos de repressão muito, mas mesmo muito eficientes e já sobreviveu a todo esse tipo de ataques. O que irias conseguir, se outros te seguissem o que duvido, era matar uns tantos políticos à mistura com outros tantos pacíficos cidadãos e no final ires de "cana" que talvez seja o lugar onde deverias estar.
Só espero que estejas a brincar...mas olha que é brincadeira de muito mau gosto.
>
>Ora vamos lá dissertar um pouco.
>
>Começemos pela apresentação.
>Militante, embora afastado, pelas recentes purgas,
>desiludido com o PCP e sobretudo com Portugal.
>Costuma-se dizer que muito malta nova começa por ser
>de esquerda ou esquerdista e acaba com o passar dos
>anos rumar ao centro ou à direita.
>No meu caso, passa-se um pouco o inverso. Embora nunca
>tenha sido de direita, sempre fui do PCP, com o passar
>do tempo verifico que o PCP acaba por ser um partido
>do "sistema" e de desilusão em desilusão, acho-o hoje
>quase completamente dispensável na vida politica
>portuguesa e claramente incapaz de promover a
>revolução, seja isso o que for.
>Mas vamos por partes:
>30 anos depois do 25 de Abril, considero que esta 3ª
>républica está completamente cospurcada e é mais que
>tempo de acabar com ela e com os 4 partidos que lhe
>deram origem.
>Está claro que não pretendo um regresso à 2ª republica
>e ao 24 de Abril (cruzes canhoto), mas entendo que a
>forma de organização e regime nascido com o 25 de
>Abril, pura e simplesmente se esgotou.
>A vida politica portuguesa é hoje completamente
>dominada por máfias ( e atenção que tambem existe uma
>máfia comunista ou do PCP!), e continuar a designar
>Portugal como um "estado de direito democrático" é de
>um absurdo completo. A verdade é que já nem somos um
>estado, o direito e a justiça é uma ficçao e a
>democracia uma treta completa.
>O regime existente já não tem salvação possivel, já
>não dá mais para remendar esta 3ª republica, por isso
>há que lhe por fim.
>Defendo por isso que se deve instaurar o caos, para a
>partir daí, construir algo de novo e revolucionário.
>Defendo abertamente o chamado "terrorismo", pois o
>regime existente, dominado por máfias, não tem remédio
>possivel.
>Sou a favor da acção terrorista, embora com objectivos
>precisos, com o minimo de "danos colaterais", em que
>os alvos sejam as máfias politicas e economicas, em
>que se proceda à sua aniquilação.
>Sou a favor de um terrorismo mundial de cariz
>anticapitalista, e em que haja uma coordenação entre
>redes de diferentes países com vista à criação de uma
>situação de caos e rotura do sistema existente.
>A verdade é que se o "comunismo", ou os paises que se
>auto-proclamavam como "socialistas" acabaram, o
>capitalismo também acabou.
>O sistema politico, economico e social existente a
>nivel global, deixou à muito de ser capitalista e
>passou a ser pura e simplesmente mafioso.
>As máfias que estão no poder económico e politico em
>Portugal e no mundo inteiro, não se combatem com votos
>ou com opiniões, mas sim com tiros e bombas.
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>>Mesmo com um R.I.P., ainda assim atrevo-me a vir aqui
>>"dar mais uns palpites". É só para espairecer das
>>minhas "investigações" sobre a África do Sul
>>("maldita" Dissertação...) e pode acontecer que haja
>>por aí alguém com vontade de dialogar...
>>Como diria Alf Stadler (em "The Political Economy of
>>South Africa" - New York 1987), "Reforma é um dos mais
>>complexos e ambíguos termos no vocabulário da ciência
>>política". Vem isto a propósito da estulta (não digo
>>pateta, porque eles são tudo menos patetas), estulta
>>ideia de fazer uns cartazes com aquela do "Abril é
>>Evolução". Chiça, que já não estão com pudores.
>>Qualquer dia ainda temos aí a apologia da "outra
>>senhora".
>>Mas vem isto a propósito de alguns militantes mais
>>ortodoxos descartarem, depreciarem ou desprezarem tudo
>>quanto seja "reforma" ("não ao reformismo", etc...) e
>>insistirem, muito revolucionariamente, na dicotomia
>>antagónica entre "reforma" e "revolução".
>>E que é que a África do Sul tem a ver com isto? Com
>>"Abril e Evoluçao"?...
>>É que enquanto em Portugal em 1974 houve mesmo uma
>>Revolução, na África do Sul em 1994 o que houve, de
>>facto, foi uma Reforma (não "no Estado", mas sim "do
>>Estado"...).
>>E é engraçado assinalar que no caso da África do Sul o
>>dito cujo Partido Comunista (o SACP) continua
>>tranquila e pragmáticamente associado ao ANC
>>(nacionalista e reformista - está-me a lembrar a
>>"Revolução Nacional e Democrática" do Alvaro Cunhal),
>>nas tarefas do governo, o qual continua tranquila e
>>pragmaticamente com as suas reformas, algumas até nada
>>revolucionárias. Bem antes pelo contrário. Mas isso já
>>será para outra eventual conversa.
>>Cordiais saudações.
>>Guilherme Statter (e "ALuta Continua", como dizem na
>>África do Sul!)
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