| Subject: Re: Nostalgias |
Author:
Luis Blanch
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Date Posted: 10:54:43 05/03/04 Mon
In reply to:
João Lopes
's message, "Re: O 25 de Abril, a árvore e a floresta" on 23:50:59 04/30/04 Fri
A alocução do Carlos Carvalhas foi banal e adaptada às cicunstâncias , ao contexto em que decorreu .
Eu acho que é legítimo ter uma visão histórica menos simplista e redutora . Falar do esquerdismo ,no quadro do período revolucionário, até é "interessante" , mas , já foi .
Hoje os problemas que se nos atravessam são qualitativamente diferentes ; se há sequelas do "esquerdismo" é porque culturalmente ainda estamos muito retardatários .
Sem complexos cosmopolitas , quem tem oportunidade de consultar o que se discute e os afloramentos de camaradas e amigos de outras paragens ,verifica quão desfasados parecemos estar nas análises e prioridades que avançamos.
Porque estar na Colômbia , na Venezuela , ou em França e Itália implica abordagens e preocupações que , podendo ter afinidades , têm soluções naturalmente diferentes.
Também como já disse , uma análise feita de estereotipos sobre o fascismo não ajuda à verdadeira compreensão do fenómeno.
"Fascismo Nunca Mais!"
>O 25 de Abril, a árvore e a floresta
>
>
>1 – Eu na leitura que fiz desta intervenção do Dr.
>Carvalhas sublinhei aspectos dos 30 anos do 25 de
>Abril e da realidade actual.
>
>Outros sublinharão (positiva ou negativamente) outros
>aspectos.
>
>O Paulo Fidalgo só aponta falhas e discordâncias. É a
>sua leitura desta intervenção. Curioso é que não seja
>capaz de indicar qualquer outro
>artigo/intervenção/discurso de que tenha gostado sobre
>esta temática (para além do discurso do Brito, que não
>conheço),
>
>2 –Transcrevo a parte do discurso do Dr. Carvalhas a
>que alude:
>
>“Quando outros vestem hoje a pele de cordeiro, numa
>postura moralista e ética, procurando iludir a sua
>acção objectivamente contra-revolucionária é
>necessário lembrar que os conspiradores se apoiaram
>muitas vezes na convergência entre a acção do grande
>capital e dos grupos esquerdistas
>pseudo-revolucionários (MRPP, AOC...entre outros) na
>agudização extremista de conflitos sociais, na criação
>de ambiente de desordem e insegurança, procurando
>voltar sectores muito amplos da população contra o 25
>de Abril, tentando assim por todos os meios impedir as
>transformações democráticas que a classe operária e os
>trabalhadores realizavam, apoiados pelos sectores
>progressistas (civis e militares).
>
>Quando hoje tantos “sacodem a água do capote” negando
>aspectos importantes da sua acção antidemocrática,
>desdizendo aquilo que foram e defenderam quer no campo
>do “esquerdismo”, onde pontuaram os Eduínos Vilares,
>os Pachecos Pereiras, os Durões Barrosos..., quer no
>PSD em cujo programa se defendia as nacionalizações
>nomeadamente em “sectores chave e indústrias básicas”
>e um “socialismo democrático e humanista”; quer no PS
>que afirmava ter “como inspiração teórica o marxismo”,
>a reforma agrária e a intervenção de “uma sociedade
>socialista universal”, o PCP tem a consciência
>tranquila assumindo e continuando a assumir a
>responsabilidade dos seus objectivos, dos seus actos e
>da sua intervenção.”
>
>E fico perplexo por destes dois parágrafos só dizer
>que “Discordo do retrocesso que (...) significa a
>reclassificação (...) como forças esquerdistas”.
>
>Não acha que o seu comentário é de quem não vê a
>floresta por se concentrar numa árvore? Não percebeu o
>sentido das frases, não quis perceber, ou percebeu mas
>quis desvalorizar?
>
>E também não entendo porque distorceu as forças que o
>Dr. Carvalhas menciona: o MRPP, a AOC, o PSD, o PS, os
>Eduínos Vilares, os Pachecos Pereiras, os Durões
>Barrosos.
>
>É que destas forças, o Paulo Fidalgo só retém o MRPP e
>a AOC; transforma “os Eduínos Vilares, os Pachecos
>Pereiras, os Durões Barrosos” em Eduíno Vilar, Pacheco
>Pereira e Durão Barroso; acrescenta a FEC-ML, UDP e
>trotskistas; e pura e simplesmente ignora o PSD e o PS.
>
>3 – Diz que “a maior discordãncia é a ausência de um
>esforço para fazer o Regresso ao Futuro”.
>
>Esqueceu-se que a intervenção foi feita num “Seminário
>Internacional”, e que o PCP tem o o seu XVII Congresso
>marcado para Novembro. Ou quererá que se ponha o carro
>à frente dos bois e/ou que o SG do PCP da cátedra dite
>as regras para o “Regresso ao Futuro”?
>
>4 – Diz ainda que o SG “apesar de estarmos nas
>vésperas de eleições europeias, nada diz sobre a EU”.
>Pois não, mas se consultar o Avante de ontem repara
>que esta temática foi tratada neste Seminário
>Internacional entre outros pela Ilda Figueiredo.
>
>É que neste Seminário estiveram delegações da
>Alemanha, do Brasil, do Chile, de Chipre, da França,
>da Índia, da Itália, da Boémia e Morávia, da
>Palestina, de Espanha, da Grécia, de Angola, de Cabo
>Verde, de Moçambique e da Guiné. Isto é da Europa,
>América Latina, África, Ásia e Médio Oriente. Que
>vieram participar no Seminário Internacional “30 anos
>da Revolução portuguesa – actualidade internacional
>das transformações e ideais de Abril”. Isto é, vieram
>ouvir e também falar.
>
>5 – Se tivesse uma atitude menos paroquial, menos
>“amiguista”, talvez começasse a ver a floresta para
>além da árvore...
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