| Subject: Re: O 25 de Abril, a árvore e a floresta |
Author:
João Lopes
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Date Posted: 23:50:59 04/30/04 Fri
In reply to:
paulo fidalgo
's message, "O 25 de Abril e o Regresso ao Futuro" on 07:53:21 04/30/04 Fri
O 25 de Abril, a árvore e a floresta
1 – Eu na leitura que fiz desta intervenção do Dr. Carvalhas sublinhei aspectos dos 30 anos do 25 de Abril e da realidade actual.
Outros sublinharão (positiva ou negativamente) outros aspectos.
O Paulo Fidalgo só aponta falhas e discordâncias. É a sua leitura desta intervenção. Curioso é que não seja capaz de indicar qualquer outro artigo/intervenção/discurso de que tenha gostado sobre esta temática (para além do discurso do Brito, que não conheço),
2 –Transcrevo a parte do discurso do Dr. Carvalhas a que alude:
“Quando outros vestem hoje a pele de cordeiro, numa postura moralista e ética, procurando iludir a sua acção objectivamente contra-revolucionária é necessário lembrar que os conspiradores se apoiaram muitas vezes na convergência entre a acção do grande capital e dos grupos esquerdistas pseudo-revolucionários (MRPP, AOC...entre outros) na agudização extremista de conflitos sociais, na criação de ambiente de desordem e insegurança, procurando voltar sectores muito amplos da população contra o 25 de Abril, tentando assim por todos os meios impedir as transformações democráticas que a classe operária e os trabalhadores realizavam, apoiados pelos sectores progressistas (civis e militares).
Quando hoje tantos “sacodem a água do capote” negando aspectos importantes da sua acção antidemocrática, desdizendo aquilo que foram e defenderam quer no campo do “esquerdismo”, onde pontuaram os Eduínos Vilares, os Pachecos Pereiras, os Durões Barrosos..., quer no PSD em cujo programa se defendia as nacionalizações nomeadamente em “sectores chave e indústrias básicas” e um “socialismo democrático e humanista”; quer no PS que afirmava ter “como inspiração teórica o marxismo”, a reforma agrária e a intervenção de “uma sociedade socialista universal”, o PCP tem a consciência tranquila assumindo e continuando a assumir a responsabilidade dos seus objectivos, dos seus actos e da sua intervenção.”
E fico perplexo por destes dois parágrafos só dizer que “Discordo do retrocesso que (...) significa a reclassificação (...) como forças esquerdistas”.
Não acha que o seu comentário é de quem não vê a floresta por se concentrar numa árvore? Não percebeu o sentido das frases, não quis perceber, ou percebeu mas quis desvalorizar?
E também não entendo porque distorceu as forças que o Dr. Carvalhas menciona: o MRPP, a AOC, o PSD, o PS, os Eduínos Vilares, os Pachecos Pereiras, os Durões Barrosos.
É que destas forças, o Paulo Fidalgo só retém o MRPP e a AOC; transforma “os Eduínos Vilares, os Pachecos Pereiras, os Durões Barrosos” em Eduíno Vilar, Pacheco Pereira e Durão Barroso; acrescenta a FEC-ML, UDP e trotskistas; e pura e simplesmente ignora o PSD e o PS.
3 – Diz que “a maior discordãncia é a ausência de um esforço para fazer o Regresso ao Futuro”.
Esqueceu-se que a intervenção foi feita num “Seminário Internacional”, e que o PCP tem o o seu XVII Congresso marcado para Novembro. Ou quererá que se ponha o carro à frente dos bois e/ou que o SG do PCP da cátedra dite as regras para o “Regresso ao Futuro”?
4 – Diz ainda que o SG “apesar de estarmos nas vésperas de eleições europeias, nada diz sobre a EU”. Pois não, mas se consultar o Avante de ontem repara que esta temática foi tratada neste Seminário Internacional entre outros pela Ilda Figueiredo.
É que neste Seminário estiveram delegações da Alemanha, do Brasil, do Chile, de Chipre, da França, da Índia, da Itália, da Boémia e Morávia, da Palestina, de Espanha, da Grécia, de Angola, de Cabo Verde, de Moçambique e da Guiné. Isto é da Europa, América Latina, África, Ásia e Médio Oriente. Que vieram participar no Seminário Internacional “30 anos da Revolução portuguesa – actualidade internacional das transformações e ideais de Abril”. Isto é, vieram ouvir e também falar.
5 – Se tivesse uma atitude menos paroquial, menos “amiguista”, talvez começasse a ver a floresta para além da árvore...
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