Já em adolescente me explicavam que havia entre os "capitalistas" grandes contradições. E porque eu era ainda míudo, explicavam-me que os proprietários rurais queriam ter lá em "SantaCombaDão", mão-de-obra-rural abundante e barata. Por isso eram contra a "industrialização" nas cidades que atraía a tal "mão-de-obra-rural-barata" e a tornava mais cara. Umas décadas mais tarde estudei uma coisa chamada "princípio de Lewis", mas isso é outra história.
Depois há as contradições entre os "nacional-proteccionistas" e os "internacionalistas" que publicaram aqui há uns anos uns cartazes a gozar com o pagode e que rezavam "capitalistas de todo o mundo uni-vos". Com fundo vermelho e tudo, e com uns cifrões em lugar da foice e do martelo. Depois há a localíssima estória do manifesto dos Quarenta ("Oh Estado, ajuda aí que os espanhóis estão-nos a invadir").
E por fim veem uns analistas que, à pala da vulgata marxista, não estão com meias medidas: "no Beato eram todos uma cambada, estão todos feitos e ao serviço de uns interesses ocultos que importa desmascarar".
E se, em vez das holiudescas análises dos "bons" e dos "maus" se procurasse perceber o "rendilhado mais fino" do que está a acontecer???
Cordiais saudações,
Guilherme Statter
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