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Date Posted: 20:49:57 05/21/04 Fri
Author: Ana Carolina e Vânia
Subject: Tarefa 8 - grupo 2 - Português

CONCEITO DE LEITURA

A leitura é um processo no qual o leitor realiza um trabalho ativo de construção do significado do texto, a partir dos seus objetivos, do seu conhecimento sobre o assunto, sobre o autor, de tudo o que sabe sobre a língua: característica do gênero, do portador, do sistema de escrita. Não se trata simplesmente de extrair informação da escrita, decodificando-a letra por letra, palavra por palavra. Trata-se de uma atividade que implica, necessariamente, compreensão na qual os sentidos começam a ser constituídos antes da leitura propriamente dita. Qualquer leitor experiente que conseguir analisar sua própria leitura constatará que a decodificação é apenas um dos procedimentos que utiliza quando lê: a leitura fluente envolve uma série de outras estratégias como seleção, antecipação, inferência e verificação, sem as quais não é possível rapidez e proficiência. É o uso desses procedimentos que permite controlar o que vai sendo lido, tomar decisões diante de dificuldades de compreensão, arriscar-se diante do desconhecido, buscar no texto a comprovação das suposições feitas.
Uma estratégia de leitura é um amplo esquema para obter, avaliar e utilizar informação. As estratégias são um recurso para construir significado enquanto se lê. Estratégias de seleção possibilitam ao leitor se ater apenas aos índices úteis, desprezando os irrelevantes; de antecipação permitem supor o que ainda está por vir; de inferência permitem captar o que não está dito explicitamente no texto e de verificação tornam possível o controle sobre a eficácia ou não das demais estratégias. O uso dessas estratégias durante a leitura não ocorre de forma deliberada, a menos que, intencionalmente, se pretenda faze-lo para efeito de análise do processo.

O PAPEL DO PROFESSOR NA LEITURA EM LE

Há quem acredite que aprendizes de línguas semelhantes ortograficamente teriam vantagem do reconhecimento da palavra, que os auxiliaria na diferenciação de palavras que pertencem à LE daquelas que não são palavras, quanto mais semelhanças entre L1 e L2, sejam elas ortográficas, sintáticas, fonéticas ou semânticas, menos dificuldades o leitor teria na leitura de textos de textos em LE. Semelhanças entre L1 e L2 nem sempre auxiliam o aprendiz leitores aprendizes de LE sempre utilizarão seu aparato de primeira língua na leitura de textos em L2 e aí começariam os problemas, uma vez que esse aparato da língua materna não estabelece um emparelhamento perfeito com o texto em L2. Preparar os leitores para a leitura de textos em LE, ajudando-os a trazer para a situação de leitura um aparato adequado que os auxiliem nessa tarefa. Professores de língua estrangeira devem estar equipados teoricamente com o conhecimento necessário para a preparação e utilização de atividades de leitura e escolha de textos autênticos na LE que auxiliem os aprendizes leitores na transferência de estratégias adequadas da língua materna para a língua estrangeira.
Os professores devem ter em mente que o conhecimento lingüístico do aprendiz não deve ser deixado de lado, mas verificado e proporcionado juntamente com o ensino de estratégias de leitura.
Estratégias se referem a processos diferentes que vão desde aqueles completamente automatizados como a seleção de proposições para inclusão na memória de curto prazo durante o processamento de textos, processos esses controlados pelo leitor como monitoramento da compreensão.
Habilidades se referem a processos mais automatizados como decodificação ou acesso lexical, sendo que o termo estratégia diz respeito a processos mais controlados pelo leitor como decidir reler parte do texto para obter um esclarecimento ou extrair os pontos principais com o objetivo de resumir um texto.
A habilidade é automática, o leitor só tem consciência do produto final, mas não de como o processo é executado, já a estratégia depende de uma ação voluntária do leitor para atingir um objetivo específico. A classificação de um certo processo como uma habilidade ou uma estratégia não é absoluta, depende de como o processo é executado: automaticamente ou sob o controle do leitor. Uma habilidade se transforma em estratégia apenas quando é feita de forma intencional, a identificação de idéias principais pode ser executada como uma habilidade quando o texto é fácil, bem sinalizado e flui bem para o leitor, mas pode vir a ser estratégia se o leitor não possui conhecimento prévio sobre o assunto ou quando o texto não é bem sinalizado. Estratégias são mais eficientes e mais avançadas em termos de desenvolvimento quando são geradas e aplicadas automaticamente como habilidades.
Os leitores aprendizes de LE iniciam a sua exposição à língua estrangeira depois de terem adquirido proficiência na língua materna, sendo o contexto nesse momento bem diferente e na maioria das vezes há uma pressão temporal. O professor tem um papel fundamental em auxiliar os leitores a otimizar seu conhecimento e obter sucesso na leitura, dando-lhes as estratégias necessárias, fazendo-os perceber que podem transferir suas estratégias eficientes de leitura na LM para a LE.
O conhecimento lingüístico é só um dos vários fatores envolvidos na leitura. Pedir ao aluno de LE que leia um texto, sem dar nenhum objetivo é inútil, pois ele se verá obrigado a focalizar no que não sabe do texto, fazendo uma leitura palavra por palavra, interrompendo o fluxo para procurar palavras desconhecidas no dicionário, o que pode prejudicar a construção de uma representação mental adequado do conteúdo do texto e dificultar sua compreensão.
Uma abordagem intensiva do ensino da leitura é mais adequada quando envolve ensino de estratégias. No desenvolvimento de uma estratégia como skimming, pode-se pedir que o aluno leia textos pequenos, só para se ter uma idéia do assunto que ele trata, já com uma estratégia scanning, o texto tem que ser lido para encontrar informações específicas, não sendo em nenhuma das duas estratégias o texto lido para uma compreensão total.
Uma leitura estratégica diz respeito a focalizar a leitura, fazendo com que os leitores tenham um objetivo traçado. O professor deve mostrar que tipo de leitura deve ser feita.
O ensino de leitura em língua estrangeira vai além do ensino de itens lingüísticos, sejam eles lexicais ou gramaticais, a abordagem destes deve ser feita dentro do contexto de leitura estratégica.
O professor tem papel fundamental na formação de leitores proficientes na língua estrangeira e para desempenhar seu papel de forma eficaz deve ter conhecimento dos princípios teóricos básicos que regem o ensino / aprendizagem da leitura. Tendo embasamento teórico à sua prática, ele pode interferir positivamente no processo de aprendizagem, dando aos alunos as estratégias adequadas que os levarão a otimizar seu conhecimento lingüístico e obter o máximo de compreensão do texto na língua estrangeira.

ATIVIDADE DE LEITURA

A leitura em voz alta é pouco produtiva e nem um pouco autêntica, enquanto um aluno lê, os outros perdem a atenção ou lêem o parágrafo posterior. Serve apenas para verificar a pronúncia, avaliar o processamento dos itens lingüísticos e dar oportunidade de participação para alguns alunos, que é apenas aparente, sendo muitas vezes mera recitação.
Deve-se ler sempre com um propósito.
A atividade de leitura é um processo de construção de significados que envolve a habilidade de decodificar as informações registradas no papel ou em uma tela e o conhecimento de mundo que o leitor aciona para compreender um texto. No primeiro o leitor usa seu conhecimento lingüístico, que muitas vezes acabam permitindo que ele adivinhe o significado de uma palavra. O processamento da primeira estratégia e feito juntamente com o da segunda, que consiste em um jogo de adivinhações onde o leitor usa seu conhecimento de mundo para testar hipóteses e fazer previsões sobre o que vai encontrar em um texto. Dessa forma, a leitura é vista como construção de significados e não como mera transmissão de informação, uma vez que leitores diferentes fazem leituras diferentes de um mesmo texto.
O leitor ao conjugar as estratégias vai usar seu conhecimento de mundo (top-down) para produzir sentido e vai buscar no texto (bottom-up) informações lingüísticas para dar suporte às suas hipóteses.
Os leitores têm conhecimento lingüístico variado, experiências de mundo diferentes e usam estratégias de aprendizagem de acordo com seus estilos cognitivos e de personalidade.
Scanning é uma estratégia de leitura que significa dar uma lida rápida para achar algo específico, o leitor sabe o que está procurando, ele está em busca de uma dada informação. Skimming é uma estratégia de leitura que significa passar uma escumadeira na superfície do texto para retirar o sentido geral, o leitor aqui busca o sentido geral do texto, muitas vezes para decidir se vai ler todo o texto de forma mais detalhada.
Aconselha-se: a usar textos autênticos de forma graduada, do mais simples até chegar a textos mais complexos; a usar textos diversos para que os alunos pratiquem diferentes tipos de leitura e assegurar que a maioria do vocabulário seja conhecida para que os alunos identifiquem facilmente as palavras desconhecidas ou ignore-as; associar atividades de leitura a outras habilidades como ouvir, falar e escrever.
O foco apenas na leitura trata a língua como uma língua morta, como se sua manifestação fosse restrita a registros escritos. As atividades de leitura deveriam acontecer só depois que os aprendizes tivessem algum conhecimento da língua falada. Dessa forma, ela seria uma atividade para reconhecer significados e não para decifrar símbolos.

ATIVIDADES

FAÇA UMA LISTA DE TODOS OS TIPOS DE TEXTO QUE VOCÊ LÊ DURANTE A SEMANA? PEÇA A SEUS ALUNOS PARA FAZEREM A MESMA COISA. COMPARE AS DUAS LISTAS E ESCREVA NO QUADRO ABAIXO AS SEMELHANÇAS E DIFERENÇAS ENTRE AS DUAS LISTAS.
ALUNO PROFESSOR
GIBIS LIVROS
LETRAS DE MÚSICAS REVISTAS
LEGENDAS DE FILMES JORNAIS
LIVROS TEXTOS NA INTERNET
REVISTAS
JORNAIS
TEXTOS NA INTERNET
TIPOS DE TEXTOS
SEMELHANÇAS ENTRE ALUNOS E PROFESSORES DIFERENÇAS ALUNOS DIFERENÇAS PROFESSORA
LIVROS GIBIS
REVISTAS LEGENDAS DE FILME
JORNAIS LETRAS DE MÚSICA
TEXTOS NA INTERNET
Os alunos preferem ler gibis e letras de músicas, que são utilizados em sala de aula, porém as letras de músicas com maior freqüência, até mesmo porque a disponibilidade do material é maior. Os alunos lêem na maior parte das vezes apenas os livros indicados pela escola, raramente há aqueles que lêem apenas por interesse ou prazer. Temos preferência por ler livros de qualquer tipo sobre qualquer assunto, mas lemos revistas tanto específicas quanto de variedades assim como textos na internet e algumas vezes jornais. Nenhum é normalmente lido em voz alta nem por nós nem por nossos alunos.

QUAL É A RELAÇÃO DA LEITURA EM SALA DE AULA COM AS ATIVIDADES DA VIDA COTIDIANA? A LEITURA EM SALA DE AULA É USADA PARA CONSTRUIR CONHECIMENTO, PARA PROMOVER INTERAÇÃO, PARA EXPERIÊNCIA ESTÉTICA, OU É UM MERO PRETEXTO PARA APRENDER ESSE OU AQUELE PONTO GRAMATICAL OU AINDA PARA TREINAR PRONÚNCIA?
A maioria dos textos dados em sala de aula se relacionam com situações comuns do cotidiano, também são dados textos de assuntos variados sobre cultura em geral. A sala de aula é usada para construir conhecimento, sim, e para promover interação, apesar de não poucas vezes utilizar um texto para aprender pontos gramaticais e raramente e pedido aos alunos que lêem em voz alta para verificar a pronúncia, apesar de sabermos que tal tática não é eficaz, uma vez que a pronúncia em uma leitura é muito diferente de um pronúncia em situação normal, como um dialogo sobre um jogo ou filme com um amigo. Mas a leitura em voz alta é tradicionalmente ainda exigida embora raramente.

QUE ESTRATÉGIAS VOCÊ UTILIZARIA COM CADA TIPO DE TEXTO. COMPLETE O QUADRO ABAIXO:
Kind of reading activy skimming scanning Detailed reading
Looking up a word in a dictionary X X X
Reading a form to be filled in X
Finding the price of a sandwich X
Griving title to a text X
Reading game instructions X X
Chosing the leas expensive hotel X
Reading newspaper headlines X

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